Capítulo 5

1281 Words
Luana Pego o cigarro das mãos de Carl, ele me convidou para sair depois do expediente e aceitei. Estamos num bar gay, olho em volta onde os LGBTS predominam. — Pelo seu olhar, estar caçando. — Meu colega de trabalho observa, agarrado à um cara que conheceu quando chegamos. — Têm razão. — Confirmo encarando uma mulher n***a de belos olhos verdes que não tira os olhos de mim. Ela sorrir e faz sinal para se aproximar, assinto e a mulher vêm na minha direção. — Boa noite. — Deseja me entregando um copo com vodca pura. — Boa noite. — Aceito a bebida, tomando-a em um único gole. — Pietra. — Se apresenta ao pé do meu ouvido, apertando de leve o meu traseiro. Mordo os lábios em resposta. — Carina. — Me apresento antes de aceitar o beijo que ela me deu. Ficamos um tempo curtindo a música, conversando baboseiras e então, ela perguntou depois de um longo beijo que deixou minha calcinha encharcada. — Para sua casa ou a minha? — Para sua. — Respondo... Já passava das cinco da manhã quando cheguei em casa, não caindo de bêbada, porém muito satisfeita depois de umas horas com Pietra, a deixei dormindo com um bilhete agradecendo pela agradável noite. Existem noites que tudo de que preciso é de uma rola dentro de mim, outras preciso de uma b****a bem rosada, ser bissexual me traz liberdades para ficar com um e com outro ou com os dois ao mesmo tempo. Me jogo na cama e ponho o celular para despertar daqui a uma hora e meia. Acordo com o alarme do tema de a******a de Star Wars, levanto e vou para o banheiro tomar uma ducha gelada para me despertar, toco minha v****a que ficou meio dolorida depois que Pietra terminou com ela, tomo um banho rápido e me enrolo na toalha, escuto uns gemidos vindo do quarto de Beth, minha amiga namora um cara chamado Caio, um i****a que só sabe comê-la pois ajudá-la que é bom, não ajuda. No espelho tem um recado preso com adesivo. '' consulta com o psicólogo no horário do almoço, não finja que esqueceu. '' Percebo um certo tom de ameaça na leitura então jogo o bilhete no lixo, se o Dr. Menezes desconfiar que ando fumando maconha e que tenho um parceiro diferente a cada noite ele vai ligar para o Tim e sugerir outra internação, porém tudo que não quero é meu cunhado e minha irmã se metendo na minha vida de novo, jogo o pedaço de papel no lixo, trato de me vestir para sair logo dali, Beth e o namorado estão ficando muito mais barulhentos. — Menos barulho. — Beth parece ter ouvido meus pensamentos. — A Lu vai ouvir. — Avisa entre gemidos mais abafados. — Que escute, ela pode até se juntar a nós se quiser. — O desgraçado fala alto o suficiente para que eu possa ouvir. — Não... Dar... Ideia... — minha amiga pede. Olho a hora no relógio e já são quase sete, o restaurante fica do outro lado da cidade então participar da festinha da minha amiga e do seu parceiro está fora de cogitação, mais que é tentador, é. Sei que pareço uma maníaca s****l ou algo do tipo, a verdade...eu sou. Sexo é minha heroína e se fico uma noite sem, fico piradinha, por isso tenho meus brinquedinhos reservas pois não é sempre que a gordinha aqui encontra um parceiro ou uma parceira, então tenho que me virar com o que tenho. Meu psicólogo diz que tenho que me abster por um tempo de sexo e m*********o mais fazer isso me levaria a loucura. O mesmo vale para o álcool, ambos são minha kriptonita. Já perceberam que não sou o tipo boa moça, retraída, que tem vergonha do seu corpo. Sou bem diferente porque me aceito do jeito que sou, me amo do jeito que sou, não vou mentir sobre ter segredos que não gosto de lembrar, que me machucam até a alma mais vivo um dia de cada vez, um sábio conselho do meu psicólogo. Um dia de cada vez. O dia teria corrido tranquilo se não fosse pela aparição da irmã do chefe, Kate trouxe o novo livro da Carina para mim ler, eu posso ser uma v***a mais ainda tenho coração e não tive coragem de mandá-la embora porque o irmão ameaçou me demitir, almoçamos juntas e marcamos de nos ver na segunda, o dia da minha folga. — Como foi com a Pietra? — Carl pergunta animado. — Foi ótimo, ela sabe usar a boca. — Dou-lhe um sorrisinho sacana então volto a me concentrar no livro que a ruiva tagarela deixou para mim. — O boy que eu fiquei ontem também é bi. — Carl comenta como quem não quer nada. — Não vou fazer um ménage à trois com vocês. — Carl fica vermelho. — Como sabia que... — ele não consegue terminar a pergunta. — Está estampado na sua cara. — Falo. O fato de Carl ser meu colega de trabalho me impede pois o verei diariamente, minha regra é clara, não ficar com pessoas conhecidas. — Você é terrível. — Meu colega começa a rir nervoso. — Mas você pode pensar no assunto? — Pergunta na expectativa. — Carl, não me tenta por favor. — Peço já sentindo vontade de topar. — Está bem, no entanto fica o convite. — Ele se inclina ficando bem pertinho de mim. – Meu amigo disse que é louco por uma gordinha. — Sussurra. — Que amigo é esse que deve ter demência? — Carl se afasta, assustado ao ver o chefe na nossa sala e principalmente por ele ter ouvido a nossa conversa, o problema é o que ele ouviu de fato. — O amigo do Carl. — Respondo sem me abater com a intromissão do chefe. As calças dele são um pouco justas e a comissão de frente está um pouco... volumosa, será que é ilusão de óptica ou ele é bem-dotado? Penso enquanto meu colega se recompõe. — Bom, se tem gosto para tudo. — O desgraçado se mete na conversa alheia e ainda é arrogante, adoro. — Pois é. — me volto para Carl. — Diga ao seu amigo que eu topo o ménage à trois. — Falo provocante, causando surpresa ao querido chefe. — Como ver senhor, temos gosto para tudo. — Falo ao levantar. — Tenho que voltar para o serviço. — Passo por ele de cabeça erguida, acabei de entender o problema do senhor Wayne, preconceito. Ele pode não perceber, mas isso está incrustado nele assim como o fato de eu ser pobre e por isso me quer longe da irmãzinha querida dele, se o senhor superior soubesse ficaria com o r**o entre as pernas. — Falou sério? — Carl pergunta ao me seguir de volta para a cozinha. — Sim, hoje à noite na minha casa, minha amiga trabalha no período noturno. — Respondo pegando um amontoado de pratos da lava louças e colocando de volta na pilha de pratos limpos. À noite, em casa o ambiente estava preparado para a ocasião. Já fazia uns meses que não fazia sexo a três, a última foi com um casal que conheci na balada e posso dizer que foi uma noite e tanto, fico molhada só de lembrar daquela noite. Quando os dois chegaram, os recebi vestida apenas com uma calcinha de renda preta. — Nossa, isso é uma bela recepção. — O amigo de Carl fala ao entrar. — A Lu sabe o que faz. — Carl fala fechando a porta... No outro dia, acordei super atrasada para o trabalho...
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