Capítulo 03

1327 Words
Bomba narrando Eu lembro até hoje o dia que eu vi meu pai morto, meu pai mesmo, o que me criou o que me fez virar homem, o que nunca me desamparou, e mesmo sendo sozinho pra criar eu e minha irmã, cuidar da favela, e ser um cara f**a que ele sempre foi, ele sempre esteve lá, em cada campeonato meu de jiu-jítsu, em cada jogo de futebol, em cada apresentação da escola minha ou da minha irmã, até mesmo de dia das mães ele ia, ele sempre foi PAI. Mesmo sem ter a obrigação, mesmo sem precisar assumir responsabilidade, mesmo sem precisar de nada disso, ele estava lá conosco, e quando ele morreu foi o pior dia da minha vida. Não me deixaram ver o corpo dele, não me contaram na hora, eu fiquei maluco, minha irmã quase infartou, e eu virei o capeta na terra pra poder ver o corpo do meu pai, eu não deixava ninguém chegar perto do corpo dele quando eu cheguei, ficamos só eu, ele e minha irmã, como sempre foi, ela chorava tanto, ela passou m*l que teve que ser internada porque ela não aguentou aquela dor, e naquele mesmo dia que eu enterrei o corpo dele eu tive que assumir o morro. Ele sempre disse que aquilo era escolha minha, que ele estava me criando pra ser o que eu quisesse ser, se eu quisesse ser doutor ele ia estar lá na minha formatura, mas ele não sabia que tudo o que eu queria ser era um pouco do que ele foi pra mim. E é por isso que eu honro essa favela como se fosse ele, pra ele, e por ele. Eu respeito e zelo por cada morador ali, eu cuido de todos da minha maneira, que as vezes pode não parecer correta, mas eu nunca neguei uma cesta básica a uma família que precisava, eu não gosto de aceitar menor de idade na boca, mas infelizmente muitos chegam me implorando uma oportunidade porque estão cansados de ter portas fechadas na pista por virem de onde são. Tenho muitas lojas na favela de tudo o que se possa imaginar, pra dar emprego as pessoas, eu não vivo só do tráfico por mais que ele seja o principal e o que eu amo fazer. Mas eu faço de tudo por aquele povo que querendo ou não também me acolheu um dia. Por isso que quando a minha irmã passou a visão de que estavam querendo tomar parte da favela eu fiquei maluco, e voltei da missão na mesma hora, eu nunca vou deixar o meu povo desamparado, e nenhum tijolo será demolido enquanto eu respirar. Estava em Santa Catarina com os grandes metendo um assalto sinistro, larguei tudo pra trás e aluguei um jato pra eu voltar com meu sub. Meu dinheiro já estava nas mãos, os cara queria curtir com p**a é claro que eu também queria, mas a minha favela vem em primeiro lugar sempre. — tu vai direto na direção dele ? — meu sub pergunta e eu confirmo — vou mesmo, minha irmã passou a visão que a tal engenheira tá lá, mandei ela ver de qual é da dona e liberar, porque parece que o negócio é dela e do cuzao do marido, mas eu não tô nem ligando não, eu sei que quem deu a canetada foi o cuzao do governador, esse filho da p**a não sabe comer a mulher direito e quer vir fuder com a minha favela ? Mas nem se ele tivesse dois piru, qual foi p***a, eu sou moleque agora ? — falo puto com ele que só concorda Esse vacilao é meu irmão de vida. Amo esse merda como se fosse meu sangue, mesmo que ele coma a minha irma, primeiro namorado dela, primeiro tudo. Quase matei esse p*u no cu quando descobri o rolo deles, mas o cuzao é doido nela, e ela doida nele, tenho um ódio dele que ele não tem nem noção. Quando ele levou ela de dentro da minha casa até m*l eu passei, minha irmã é marrenta igual eu, o preta metida do c*****o, mas é minha vida. Eu mato e morro pela minha n**a. Mas eu tenho que admitir, ele cuida dela pra c*****o, mima ela igual eu, faz de tudo por ela, passa um m*l na mão da filha da p**a, mas eu acho é pouco, porque estamos falando da minha princesinha. Mas eu sei que ali é amor mesmo, bagulho que eu nunca senti e nem nunca vou sentir por mulher nenhuma o que eles sentem um pelo outro, e bagulho doido de verdade, e eu sou doido pra ele meter um boneco nela, mesmo que eu fale que não é que vá matar os dois se isso acontecer, mas todo dia me imagino roubando o filho deles pra zoar comigo, mas isso eles nunca vão saber, até porque, na frente de geral eu sou broncudo pra c*****o. Mas meu coração e terra que eu protejo a sete chaves — chegamos, bora lá cuzao, acorda que eu tenho que ir pra casa ver minha n**a — o comédia me acorda quando jato pousa na pista clandestina — tu vai comigo no governador depois vamos pro morro — eu falo com ele que revira os olhos — mas tu é um recalcado do c*****o ne bomba, p***a deixa eu ver minha mulher, maior saudade da minha n**a cara — ele reclama e eu nem ligo Parece que os dois nasceu grudado, Deus me livre, ele acha que eu não sei, mas ele comprou já um monte de coisa pra ela com o dinheiro do roubo, mandou fazer vários ouros pra dar pra ela, comprou carro novo, moto nova, um cuzao apaixonado, eu comprei logo uma casa nova pra ela, porque eu gosto de andar no mesmo patamar, por isso que a cada dia que passa minha preta fica mais enjoada, porque ela tem tudo mesmo, tudo que a gente pode nos faz por ela. — direto pro condomínio do governador — eu falo com o meu motorista que veio buscar a gente — tá bom preta, eu também te amo, culpa do teu irmão, daqui a pouco eu tô em casa, também te amo gostosa, surta não, tô morrendo de saudade de tu — ele fala com ela no telefone e eu finjo vomito Vê se pra mim a mandada ligou ? Só pra falar de problema essa praga. Chegamos no condomínio do governador e já fui logo indo direto pra casa dele, aqui ninguém tenta me barrar, até porque um nome falso é uma casa de fachada são seguranças necessárias pra ser quem eu sou — a vaca da minha irmã não me mandou até agora as coisas que eu pedi da tal engenheira, mas ligar pra tu ela liga né — eu falo puto e ele da risada — claro, só eu posso dar o que ela quer — ele fala e eu aponto a arma pra ele que ria mais ainda Esse merda tem sorte de ser meu amigo cara, porque o abuso dele combina com o da minha irmã, que filha da p**a desgraçado, se merecem os dois mesmo. Chegamos na casa do governador e a p**a dele estava lá na piscina já cheguei tampando o sol dela — cadê teu marido ? — eu falo e ela abre os olhos se assustando — no gabinete, eu acho — ela responde já tremendo na base — ele tem 20 minutos pra chegar aqui ou eu apareço lá e vai ser pior pra ele — eu falo e ela fica parada me encarando — bora p***a, liga pro teu macho c*****o — eu grito e ela se assusta pegando o celular Eu ando a casa toda, e espalho seguranças meu por todos os cantos, esse governador tá achando que eu sou homem de picuinha por b****a, ele vai se arrepender de tentar mexer na minha favela
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