Capítulo 7

1233 Words
Eu já sem saber o que fazer só puxo uma toalha rapidamente e me enrolo, Bene - HAHAHA (gargalhada ), Vai com sua mãe Fátima; ele diz e a garota sai dali, ficando só nós dois Leco - me desculpem,deve ser o cansaço,acabei esquecendo de trancar a porta , digo mais vermelho e com medo impossível. Bene - só te vejo assim muleque ,ele diz dando risada, a última vez que te vi você estava correndo pelado pela rua e a Rosa tava correndo atrás com uma toalha . Dou um sorriso meio sem graça, Se veste e venha comer! ele diz saindo dali,eu me visto e sigo pra cozinha,lá já estavam todos na mesa, Bene - sente-se aqui ! bom, agora que todos estão devidamente vestidos,podemos jantar e conversar, leco ! Minha mulher você já conhece, a bebê é suelen, minha filha mais nova,e a Fátima também já conheceu, nessa hora olho para ela e a mesma fica vermelha e abaixa a cabeça; Fátima -Desculpa entrar daquele jeito no no banheiro,eu fiquei tão distraída que não ouvi,quando a mãe falou que tinha gente no banheiro,e por favor tranque a porta na próxima . Leco -eu que peço desculpa,foi um erro meu, Bene - pronto já estão todos desculpados,vamos comer ? Seguimos jantando e conversando, ali descobri que meu padrinho nada mais é que o chefe do morro, Bene - então leco me conte,como estão as coisas em Curitiba,você,escola, namorada? … sabe aquelas hora que você não sabe onde enfiar a cabeça,eu estava assim . Leco - Bom, na escola tá tudo tranquilo,meus pais estão bem também,a mãe segue com as costuras dela,o pai sempre trabalhando,eu quando não tô no colégio ou ajudando a mãe,tô com meu amigos em algum campo… Bene - me conte mais sobre seus amigos! ele diz enquanto olha para a dona Paula, que também me olha atenta ,estranhei a reação deles ,mas sei lá ela deve ficar desconfiada ,receber um estranho em casa . Leco - Dom, meu melhor amigo é o sabiá ,melhor dizendo é o João ,o senhor deve lembrar dele . Bene - não acho que não me recordo,afinal faz mais de 10 anos que vim pro Rio … Leco - deve lembrar sim ,a ultima vez que vi o senhor foi no enterro do pai dele o tio Augusto ,lembra ? Bene - Augusto ? Marido da Regina ? Leco - sim esse mesmo, fora ele tem o Renan ,filho do seu Antônio da oficina,e o Paulo Neto da dona Jussara a costureira da rua de cima, … Nessa hora a dona Paula me interrompe… Paula - e vocês são muito amigos ? Você e esses meninos ? Leco - hã … sim, bom o Paulo chegou mais no grupo ,por que ele começou a namorar a Cristina que é irmã do João, ele é quieto ,cheio de mistério ,mais é gente boa ,cuida ,muito bem da avó,que o criou desde que a mãe dele o abandonou lá e sumiu no mundo, Digo a olhando e os olhos dele se enchem d'água, Bene - e os outros meninos ? É bom saber mais sobre seu círculo de amizade,porque terei uma noção de quem serão os cara que tu vai se aproximar aqui ; Leco - O Renan, abandonou a escola pra ajudar o pai na oficina,de uns tempos pra cá ,tá muito bom o negócio deles ,aí como o seu Antônio é meio pão duro, e não queria contratar ninguém pra ajuda aí Renan entrou nessa , o João ,estuda comigo ,estamos na mesma turma,fora a escola ele trabalha em um mercado lá no bairro mesmo ,e ainda ajuda a tia Regina com a venda de doces e salgados dela, desde a morte do seu Augusto a tia Regina fez de tudo para nunca falta nada em casa, pra ele e a Cristina. Paula - e porque chama ela de tia ? Leco - a é costume,a gente ali meio que adotou a tia Regina e ela adotou a gente,sempre tratou a gente como filho dela mesmo , a não ser o Paulo , é nítido que ela tem um pé atrás com ele ,não é pra menos ,namora a princesinha dela ,deve ser coisa de mãe né . Bom o papo tá bom ,mas eu to cansado dessa viagem,fiquei muito tempo sentado,e obrigado novamente Dona Paula por me aceitar em sua casa. Paula - fique a vontade, falando nisso,já avisou seus pais que você chegou ? Leco - cheguei tão cansado que até esqueci de procurar um telefone na rodoferroviária. Bene - antes de se recolher,vem comigo Paula - tá tarde já o menino tem q dormir! Bene - é jogo rápido, vamos ? Leco - é vamos ! Licença , digo me levantando da mesa e indo atrás do padrinho,saímos ali da casa e caminhamos entre as vielas do morro, Bene - ali no bar tem um telefone ,pode ligar pra sua mãe avisando ,se ainda conheço bem a rosa ,deve estar aos prontos já sem notícias suas . Ligação on Rosa - Alô! Leco - bença mãe ! Rosa - Leandro, meu filho ! Que alívio ouvir tua voz ,que demora pra ligar menino ,você chegou bem ? Já se alimentou ,está bem ? Como são as coisas aí ?encontrou seu padrinho ? Leco - eu tô bem mãe ,respira ,( digo dando risada). Seu filho tá bem dona rosa ,já tomei banho ,já me alimentei ,aí meu padrinho me trouxe até o telefone para ligar avisando a senhora ,e o pai tá por aí ? Rosa - o meu filho já tô com saudades de você ,seu pai está aqui sim meu amor ,meu menino ,não vejo a hora que você volte pra casa . Leco - o Mãe que isso ,se eu voltar logo é porque não deu certo né,fala nem brincando isso ,em ? A senhora avisar o sabiá ,poxa não consegui nem conta ,a boa é muito menos me despedir dele… mãe ? Mãe? A senhora tá aí ? Bene - toma mais fixa ! O que foi ? Tá tudo bem o que foi ? Leco - não sei, ela ficou muda, Mãe, a senhora tá aí ? Antônio - Leandro, meu filho,como você tá ? Leco. - tô Bem pai ,a mãe tá bem ? Ela não me respondeu mais , Antônio - A mãe do João morreu ! Cara aquela notícia,foi um soco na boca do estômago,não poderia ser verdade Leco - não brinca assim não homem, é pecado ; Antônio - Na verdade, ela tinha ido ao banco, aí aconteceu um assalto,e ela acabou levando um tiro no peito e não resistiu. Com aquela notícia agora eu tinha deixado o telefone mudo ,até meu padrinho pegar o mesmo da minha mão e conversar com meu pai . Bene - alô? Antônio - Oi bene,Leandro tá bem ,cadê dele Bene - o muleque sento aqui ,o que foi que rolou ai? Antônio - Bernardo ! A Regina faleceu,ela levou um tiro no peito ! Bene - como isso ? Antônio - em um assalto ! Após alguns minutos de conversa meu padrinho desliga,me olha e me abraça,ficamos um tempo ainda pelas ruas conversando ,até voltarmos para casa ,afinal no outro dia eu teria que me organizar de verdade aqui no rio. Bene - Porque você tinha que morrer mulher ? Porque (lágrimas nos olhos)
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