João
Hoje realmente o dia não ta ajudando ,as horas estão se arrastando ,leco não veio pra escola,a última aula era livre, aproveitei pra fica batendo bola com a turma,tenta me distrair um pouco;na rua da escola tem um batalhão da polícia militar, de repente se escuta o barulho das sirenes ,e geral já começa a fofoca ,tentando adivinhar o que poderia ser,ali já parou o jogo,me despedi da turma catei minha mochila e sai da escola,como sai antes e ainda está cedo para entrar no mercado,vou ver se encontro a mãe e a Cris no banco,o banco fica a algumas boas quadras da rua da escola,sigo caminhando,e conforme ia me aproximando,percebia pessoas desesperadas,bolinhos de gente conversando,até que chego na rua do banco ,estava fechada cheio de polícia e curiosos,fui passando entre as várias pessoas que ali estavam ,até me deparar com aquela cena,Renan e Cristina abraçados sentados no chão,e a Cristina visivelmente em estado de choque,já sai empurrando tudo mundo até uns policiais que ali estavam eu só gritava
João - MÃE ! CADE A MINHA MÃE ,ELA TAVA NO BANCO ,CADE A MINHA MÃE p***a !!
sinto mãos nos meus braços e Renan tentando me conter,eu estava furioso,eu deveria ter ido junto com ela,era meu dever proteger minha rainha,
Renan - cara se acalma levaram a tia Regina pro hospital .
João - o que aconteceu com a minha mãe Cristina?
Cristina - …
João - O QUE ACONTECEU COM A MINHA MÃE ,FALA CRISTINA!!!
Cristina - …
Renan - ela levou um tira no peito João
Em um ato de fúria, pego a Cristina pelo braço com força e grito sacudindo ela,que não reage
João - isso é culpa sua,eu deveria ter vindo com ela,você não protegeu sua mãe,você falhou com a mulher que tendeu a vida .
Renan - calma mano,a ambulância já foi ,mais vamos no hospital eu vou com vocês,
João - está desgraçada não vai junto,digo apontando o dedo na cara dela .
Renan - calma cara ela é tua irmã
João - eu não tenho irmã,não quero nunca mais ver tua cara sua desgraçada,se algo de r**m acontecer com a minha mãe ,eu vou até o inferno atrás de você .
Digo saindo dali e me esbarro com o Paulo,que fica me encarando e segue em direção da Cristina.
Paulo
Paulo - CORRE FILHO DA p**a ,CORRE ,DEU m***a ,CORRE CORRE.
digo saindo dali correndo,entro no carro aos gritos .
Paulo - O QUE VOCÊ FEZ SEU FILHO DA p**a O QUE EU TE FALEI,NÃO ERA NEM PRA TA CARREGADA A TUA ARMA SEU p*u NO CU ,VOCÊ MATOU A MÃE DELA SEU FILHO DA p**a.
HOMEM 2 - FOI m*l CARA EU FIQUEI NERVOSO EU NÃO TIVE CULPA FOI SEM QUERER.
Paulo - agora não adianta já tá feito,falando nisso… onde você disse que iria levar tua mulher pra jantar ?
Grilo - eu …( Pow) som de disparo
Paulo - agora eu que vou me servir daquela v*******a.
Homem 1 - que isso cara no meu carro
Paulo - é só queimar e comprar outro , aproveitei e queima esse filho da p**a junto .
Me deixe aqui, vou voltar lá para ver a m***a que deu .
Vou caminhando pra casa ,pego minha moto e volta atrás da Cristina,de longe percebo que o p*u no cu daquele passarinho tá gritando com ela,me esbarro com ele que fica me encarando, chego abraçando ela,e me fazendo de desentendido pergunto ao Renan o que ouve.
Paulo - o que ouve aqui Renan ?
Porque você tá assim Princesa?
Renan - assaltaram o banco e a tia Regina levou um tiro no peito .
Paulo - c*****o minha princesa ,vem aqui digo a abraçando mais forte .
E digo baixo no ouvido dela,
Paulo - já passei o filho da p**a do grilo,ele que fez a m***a.
Ela me olha com os olhos vermelhos e pede pra eu a levar em casa ,pegar as coisas dela porque o João,disse que não queria mais ver ela lá, na hora fiquei meio assim ,mais com ela morando comigo vai ser foda.mas por agora não tem jeito.
Paulo - tem certeza princesa,ele falou da boca pra fora .
Renan - eu acredito que não cara ,ele tava muito furioso culpando a Cris.
Paulo - esse maluco quer o que? Regina é mãe da Cris também .
Renan - Bom … olhando para Cristina, vocês são irmãos Cris,passando o choque tenho certeza que vão conversar e se acertar ,afinal não foi culpa sua,eu vou indo ,vou lá no hospital ver como ele tá.
Paulo
Bom vamos lá na sua casa então!
Cristina - matou a grilo mesmo ?
Paulo - sim, vacilou legal poderia ter dado uma m***a maior,sinto muito Princesa …
Cristina - tá,tá,tá chega disso ,eu quero a parte dele no acordo !
Paulo - como assim ?
Cristina - não posso ficar na mesma casa daquele p*u no cu do João,
Paulo - ei calma aí … digo parando na rua e a mesma vira pra mim ,e cruza os braços;
Cara calma aí,ela é tua mãe também ,você não pode sair de casa assim do nada.
Cristina - era minha mãe,eu ouvi quando os policiais falaram que o tiro foi certeiro ,ela vai morrer,e eu não sou obrigada a aguentar aquele menino todo certinho.
Paulo - princesa, o que é isso?
Cristina - aí chega, cansei de fingir certo! O que me mantinha ali naquela casa querendo ou não era ela ,agora sem ela, deixa aquele favelado se virar sozinho .
Paulo - ouvir você falando assim até me assusta!
Cristina - você ? Aham ,conta outra
Paulo ,ninguém aqui te conhece melhor que eu .. ela diz se aproximando de mim e me dá um beijo ; nem eu espera uma reação dessa vinda da Cristina,sei que essa guria não tem coração ,isso que me fez me envolver com ela,mas acho bom ficar esperto com ela ,se não consegue nem sentir dor com a morte da mãe, posso esperar qualquer coisa dela , penso comigo mesmo enquanto faço o trajeto até a casa dela,ela entra e eu fico pra fora ,penso no que fazer agora,sem fala que a doidona quer o dinheiro que seria do grilo .
João
Após falar tudo que passava na minha cabeça,saio daqui em direção ao hospital, nunca corri tanto na minha vida.chegando vou a recepção,perguntar sobre minha mãe ,a moça me pede pra esperar que logo o médico vem falar comigo,sento ali é minha cabeça não pára,porque eu não foi com ela ,eu deveria ter batido o pé e ir junto,eu protegeria com a minha vida, lagrimas rolam pelos meus olhos,até que sinto alguém se aproximando,levando a cabeça,e vejo um médico vindo na minha direção.
Médico - você é familiar da senhora Regina Souza?
João - sim, sou filho dela!
Médico - desculpe meu rapaz,mas não tem ninguém para lhe acompanhar,alguém maior de idade,desculpe a indelicadeza,mas é que parece ser novo .
João - eu tenho 16,Dr. E nesse mundo desde que me conheço por gente é só nós dois e a Cristina,a garota que tava com ela na hora do assalto, então eu sou o único responsável aqui ,
Médico - tudo bem meu jove;ele diz colocando umas das mãos no meu ombro. Eu espero que você seja forte ,a bala aparentemente perfurou o coração da dona Regina,outra pessoa no lugar dela já teria desistido,mas sua mãe é forte,uma mulher de fibra,os paramédicos disseram que ela venho o caminho inteiro falando sobre o filho,que ela não poderia morrer sem ver o menino dela, então ela está no quarto 203,pode ficar com ela o tempo que vocês precisarem, qualquer coisa é só chamar,
ele diz saindo e eu fico no corredor ainda tentando me controlar ,não quero chorar na frente da minha mãezinha ,Sigo pelo corredor,e paro diante da porta 203,respiro fundo e entro no quarto,ao ver minha mãe ali deitada me da um arrepio no corpo inteiro;
Mãe ?
ela abre os olhos de vagar e com muito esforço levanta o braço e tira a máscara de oxigênio.
Regina - meu menino você veio ,... Sempre com aquele sorriso lindo que só ela tem
João - e você acha que não viria atrás da senhora,não tem idade mais pra ficar aprontando dona regina,digo a fazendo rir ,me aproximo mais, pegando em sua mãe ,que está gelada
Regina - eu só tava esperando você
João - não diga isso
Regina - deixa eu falar; eu te amo mais que tudo nessa vida e você é a Cristina, são tudo para mim,eu me mantive firme porque vocês estavam comigo,Ela dá uma pausa e respira fundo
não sei por que tô tempo mais eu vou aguentar,mas eu quero que você saiba que eu me orgulho imensamente de você meu menino,você é o maior acerto na minha vida,a mãe deseja que você seja um homem honrado,que nunca por nada nesse mundo você perca sua essência,que você construa uma linda família e me encha de netos ,onde eu estiver eu estarei olhando por vocês sempre,
João - mãe!
Regina - João e sobre a Cristina ,ela não tem culpa,e personalizada dela é forte,ela seguiu outros rumos mas ainda sim é sua irmã ,não de sangue mais é sua irmã, é a minha menina .
João - mãe ,como assim ela não é sua filha?
Regina- Sim, ela é minha filha,mas não nasceu do meu ventre como você,ela nasceu no meu coração.cuide dela meu menino,esteja sempre por perto .
João - Mãe,eu não vou aguentar olhar pra cara dela sabendo que ela não te protegeu,
Regina - mas eu a protegi,fiz o que prometi quando a peguei pela primeira vez em meu braços,... Ela diz e novamente respira fundo,e devagar vai fechando os olhos.
João - Mãe? Mãe ? MÃE?
eu entro em desespero gritando pela minha mãe ,e não consigo soltar a mão dela,lágrimas escorrem pelo meu rosto e a porta do quarto se abre, uma enfermeira passa,e vem até a maca chegar os sinais da minha mãe.
Enfermeira - Eu sinto muito !
Eu não aguento e sem soltar a mão dela ,me ajoelho e choro mais e mais,um tempo depois os enfermeiros vem tirar ela dali ,e eu sigo caminhando
Para fora do hospital,acabo me esbarrando com o Renan que está na recepção .
Renan - João, foi m*l a demora Cara ,passei correndo em casa para deixar as coisas da minha mãe
João - minha mãe morreu! eu não dou muito chance dele falar e falo logo que ela morreu, a minha rainha morreu .
Renan - eu sinto muito cara,ele diz e me abraça,ali eu choro tudo que tinha que chorar,logo chega uma senhora muito elegante com alguns papéis .
Senhora - João ?
João - sim !
Senhora - Bom meu me chamo Mariana, me passaram que você é no único parente da senhora Regina souza.porém como ainda é menor de idade precisamos de algum mais velhos para assinar a liberação,para as trâmites do óbito,
João - eu não sei,é só eu e ela nesse mundo
Renan - Desculpe é Mariana né ,nessa caso pode ser algum conhecido tipo uma amiga,a minha mãe e a tia Regina sempre foram muito amigas .
Mariana - pode sim ,meu jovem
Renan - vou entrar em contato com ela então e pedir que venha até aqui.
Mariana - me acompanhe aí você liga da recepção.
João - Obrigado, cara
Renan - não precisa agradecer, eu gostava muito de sua mãe ,João, ele diz e seguimos para a recepção.