Symon Eu sempre soube que Nicolas tinha dois tipos de silêncio. O primeiro era calculado: aquele que ele usava para negociar, intimidar, vencer. O segundo… o segundo era muito pior. Era o silêncio cheio demais, aquele que ele só fazia quando estava prestes a perder o controle — ou quando já tinha perdido. E é esse silêncio que encontro quando entro no apartamento dele. As luzes estão baixas. O ar está denso. E logo percebo: um copo de uísque está virado no chão, derramando um rastro âmbar no tapete persa que ele sempre cuidou como se fosse um troféu. Se o Nicolas deixou cair um uísque caro… ele não está simplesmente irritado. Ele está quebrado por dentro. Eu me aproximo devagar. — Eu recebi a mensagem — digo. — Da segurança da Ivy. Ele está sentado no sofá, os antebraços apo

