Nicolas Eu sempre soube que minha presença criava impacto, mas naquele apartamento pequeno, onde cada parede parecia guardar uma lembrança minha e dela, senti algo diferente. Algo que não senti nem quando fechei negócios bilionários, nem quando derrubei concorrentes inteiros com um único telefonema. Ali, com o cheiro suave dela misturado ao aroma de café velho e sabão neutro, senti o que me faltava desde o dia em que a perdi. Fúria. Não a fúria comum, fria, calculada, que uso no trabalho. Mas uma fúria de homem. De marido. De alguém que foi arrancado do próprio lugar por uma mentira. Ivy estava a poucos metros de mim. Respiração curta. Olhar sustentado com teimosia. O corpo inteiro dela denunciava o conflito que ela tentava esconder. Ela não era boa em esconder emoções. Nunca foi. Eu

