Giovanni praguejava-se por não controlar o seu próprio corpo que se agitava e excitava ao menor movimento de Clara.
- Bem-vinda, Clara! - Luana abraça a jovem moça e percebe o filho medindo a garota com o olhar.
- Obrigada pelo convite. - Clara agradece sorrindo. A família de Giovanni era muito simpática e receptiva.
- Oi, Clara. - Uma moça de cabelos claros e olhos incrivelmente azuis sorriam para ela. - Sou Giovanna, irmã gêmea do i****a ali. - Ela pisca para o irmão que enruga o nariz para ela.
- Uau! - Clara olha de um para o outro. - Não dá pra dizer, são muito diferentes.
- Bi-vitelinos. - Giovanni diz rindo. Todo mundo dizia que eles podiam se dizer tudo, menos gêmeos.
A conversa foi breve, e logo se sentavam para o jantar. Clara ouvia os discursos e não podia evitar de sorrir. Eram uma família digna de comercial de margarina. Como a sua, pensou, lembrando de como os pais eram cúmplices e apaixonados.
- Está gostando? - Giovanni chama a sua atenção e ela vira-se encontrando os olhos morteiros a olhando. O perfume dele simplesmente não a deixava parar de estremecer.
- Muito obrigada pelo convite. Está tudo perfeito. - Responde engolindo seco, ainda inconformada em nunca ter reparado nele. Sua mãe devia mesmo estar certa. Ela estava deixando as coisas passar por focar apenas em números!
O jantar foi quase uma missão impossível para Giovanni. Ela ria e conversava com as pessoas ao redor, e ele se perguntava, quem era aquela mulher? Ela conversava sobre qualquer assunto e parecia gentil e divertida. Mas a Clara que ele se lembrava era uma chata de galocha!
Ouviu a música começar a tocar e os pais irem para a pista de dança. Aos poucos via a pista de dança se enchendo, e ele relutava em tirá-la para dançar. Mas quando as luzes baixaram e uma música romântica e suave começou a tocar, ele não suportou mais. Precisava estar mais perto dela, e a dança seria uma boa desculpa.
- Que tal uma dança? - Clara ouve a voz grave do homem a seu lado. Os olhos dele pareciam sempre sorrir, e a gentileza em seus gestos a faziam simpatizar cada vez mais com ele.
- Claro! - Ela sorri, e o vê estendendo a mão para ela.
Sente o corpo grande a puxar para perto. O hálito quente parecia próximo demais, e o seu corpo reagia de maneira inexplicável. Ele a segurava de maneira firme, enquanto a música tocava os envolvendo em uma aura sedutora.
Giovanni inspirava o cheiro de flores dos cabelos dela e imaginava-se prendendo-os entre os seus dedos. A cada movimento dela o seu corpo vibrava querendo se aproximar, querendo sentir, querendo... Ele a pressiona contra o seu corpo e sussurra em seu ouvido.
- O seu cheiro é viciante... - Ouve um gemido baixo escapar dos lábios rosados e afasta o rosto dos cabelos, inclinando-se para mais perto.
Clara estava de olhos fechados quando a voz dele sussurrou em seu ouvido. Foi como se água quente caísse sobre a sua cabeça, o seu corpo se retesou e a pele se arrepiou. A mão em sua cintura se tornou mais firme, e a outra ergueu o seu queixo. Antes que pensasse no que aconteceria, sentiu os lábios quentes e vorazes sobre os seus. O beijo era intenso, era firme e sedutor. Ela não pensou sobre como reagiria na segunda-feira ao vê-lo no trabalho, não pensou nas pessoas ao redor, nem mesmo que não beijava alguém desde os 18 anos. Ela apenas vibrava e sentia as sensações extasiantes que ele provocava nela.
Giovanni se afastou e observou o rosto vermelho e a boca entre aberta da mulher.
- Vamos pra outro lugar. - Sugeriu, mais uma vez indo ao ouvido dela.
- O quê? Para onde? - Clara sai de seu torpor para focar no homem a sua frente.
- Um lugar mais tranquilo... - Giovanni a pressiona em sua ereção e Clara solta uma risada, que o faz duvidar de sua sanidade.
- Quer t*****r? - Ela diz direta e reta, o fazendo manear a cabeça. Ela não era nada experiente, o beijo tinha sido de tirar o fôlego, mas ele já queria a levar para cama?
- Bem, sim... - Ele ergue as sobrancelhas pensando se ela aceitaria.
- Pirou! - Ela o solta e volta para o lugar onde estavam sentados. Giovanni, pensava que estava fazendo tudo errado ultimamente.
- Nós temos uma química incrível... - Ele ainda insiste ao vê sentar-se. O beijo era prova, de que podiam explodir juntos.
- Nós nem nos conhecemos direito. - Clara estreita os olhos para ele.
- Nós trabalhamos juntos há mais de dois anos. - Giovanni a interrompe.
- Quantos anos eu tenho? - Clara ergue as sobrancelhas em deboche. Giovanni analisa o rosto jovem, e pensando que já trabalhavam juntos há dois anos, ela não podia ter menos que 20 anos.
- 20. - Clara ri.
- 21, fiz semana passada inclusive. Levei cucas de amoras. - Giovanni arregalou os olhos.
- Foi você que levou as cucas? Estavam maravilhosas! - Clara sorri, o fazendo perder-se.
- Sim, minha mãe que as fez. Maaaas, você nem mesmo sabia que eu estava fazendo 21 anos.
- Mas eu quase acertei. - Giovanni dá o seu melhor sorriso.
- Para com isso! - Clara desvia o olhar.
- Eu paro. Se me der um motivo para não aplacar esse fogo que eu sei que está em você, assim como está me consumindo! - Clara encara Giovanni boquiaberta, ela era realmente um belo homem. Mas era um convencido também! Mas se ela fosse um pouco mais ousada, talvez fosse para cama com ele. Porém, ela nunca fora para a cama com ninguém. E não pensava em ir com um colega de trabalho que m*l conhecia.
- Se não sossegar esse facho, vou embora antes da valsa. - Ela foca na pista de dança, e nos preparativos que os pais dele faziam para dançarem a valsa. Giovanni apenas engole o orgulho e assente. Mas não pensava em desistir assim tão fácil. Podia sentir o corpo dela vibrar, assim como o dele.