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Programados para o amor

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Blurb

Clara, uma profissional da TI, uma das melhores de onde trabalha. A "Sabe-tudo" "A nerd" "A antissocial"

Giovanni, um profissional da TI, um "meia boca" que prefere o contato humano, ou melhor, contato com mulheres, do que códigos, bits e programação.

Uma mensagem errada, uma festa, um beijo, foi o suficiente para desprogramá-los, reseta-los, codificá-los...

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Mensagem errada
- Eu não quero um namorado, mãe! - Clara batia o pé em frente a mãe que a olhava com uma cara engraçada. - Você está com 21 anos, Clara! - E dái? Tô na flor da idade! - Clara não compreendia porque a mãe ficava insistindo para ela arrumar um namorado. Ela estava bem assim. - Você precisa sair mais de casa, pelo menos! - Pâmela se preocupava com a filha. Era tal qual ela e as amigas na escola. Uma nerd, inteligente, não se arrumava, e ainda pior! Não saía nem para ir ao supermercado. - Tá... - Clara fechou os olhos. Lembrou-se que um cara do seu setor na empresa de tecnologia da informação a convidou para uma festa. - Amanhã tem uma festa, vou ir... - Pâmela suspirou. - Filha... - Ela segura o rosto lindo da filha. A sua menina mesclava ela e o pai. Os cabelos ficaram arruivados e lisos e os olhos verdes, como o pai. O corpo magro como o da mãe na juventude, e a inteligência, além da boca bem desenhada. Era uma menina linda. - Você é linda, aproveita a sua juventude, se diverte... - Clara forçou um sorriso. - Tá bom, mãezinha, tá bom... Giovanni Favaretto saía do trabalho na sexta a tardinha, quando recebeu uma mensagem. Clara piscou na tela. Abriu a mensagem e leu. "Oi Giovanni. Vou a festa que me convidou. Pode me pegar as 19 horas." Giovanni franziu o cenho. - Mas o que? Essa mulher tá maluca? - Ele arrastou para ler as mensagens anteriores. - Pu... mërda! - Enviara a mensagem para a pessoa errada. Ele queria enviar a mensagem para a secretária do Ceo da empresa, que se chamava Lara. Deve ter selecionado o nome errado. E agora? Coçou a cabeça e balançou, digitando um "Ok." Não iria deixar a garota na mão, mas que cagadä! A festa era de aniversário de casamento dos seus pais, Fábio e Luana. Ele vinha flertando com Lara há meses, mas a "amizade" deles parecia não evoluir, então viu nisso uma oportunidade de dar um passo a mais, em ficar mais próximo e íntimö da mulher. Pois fora tudo pro ralo! Agora levaria a exasperante "sabe-tudo" da Clara, a festa de bodas de prata dos pais! Bufou. A sua irmã, Giovanna, que iria rir da cara dele por meses! Clara deixou a mãe ser feliz. Vestiu o vestido off-white de alças finas, deixando a mostra os seus ombros e colo. Franziu o cenho diante do espelho. Sentia-se uma mulher a caça de um macho! Que dröga! - Sandálias! - Pâmela gritou e correu trazendo um par de sandálias de tiras finas e salto alto. - Mãe! - Clara começou a rir. - Como vou andar com isso? - Vai treinando pela casa até o garoto chegar! - Pâmela fez a filha sentar e colocou as sandálias nela. - Agora a maquiagem! - Clara segurou o riso. Sua mãe era o estilo mulherzinha. Sempre querendo estar bem arrumada, tentara fazer com que ela pegasse o gosto pela coisa, mas não era para ela. Mas hoje, ela prometeu a si mesma, que se esforçaria para agradar à mãe. Não era sempre que cedia... na verdade, ela quase nunca cedia! Pronta, com uma maquiagem leve, os cílios com rímel e lábios com gloss, ela se surpreendeu. - Arrasou mãe! - Ela estava surpresa, estava realmente bonita. Ouviu um assobio. - Mas aonde a minha gatinha vai ir tão bonita assim? - Clara vira o rosto e sorri para o pai. - Ela tem um encontro! - Pâmela bate palmas. - Não é um encontro! - Clara faz uma cara f**a. - Onde é? - Robert senta na cama da filha, somente de bermuda e sem camisa. - Conta, conta... - Ele também insistia para a filha sair. Achou que a garota daria trabalho na adolescência, mas que nada! Ela se transformara em uma nerd, pior que a mãe e as amigas na época de escola. Segurou o riso ao lembrar-se. - É um colega de trabalho. Ele me convidou para uma festa, só isso. - Festa de que? - O pai perguntou curioso. Clara franze o cenho. - Nem perguntei. - Ela pega o celular e digita. "Festa de que, que vamos ir?" "Bodas de prata dos meus pais." Clara arregalou os olhos e abriu a boca. - O que foi? - Pâmela questionou temendo que o garoto tivesse cancelado. - Bodas de prata??? Dos pais dele!!! - Misericórdia! - Pâmela leva a mão a boca. - Aniversário de 25 anos de casamento! - Robert encara a mulher. - Esse vestido não está apropriado. - Ele olha o vestido quase branco da filha. - Por quê? - Pâmela não o entende de imediato. - É branco! Ela não é a noiva! - Não é branco, é off-white. - E que cor é isso? - Ele indaga e Pâmela maneia a cabeça. - Não tenho outro! - Pâmela diz apreensiva. - Vou dizer que não vou mais! - Ela pega o celular, mas Pãmela puxa o celular da mão da filha. - Não, né menina. Falta menos de uma hora, ele logo vem! Coisa f**a! - Não posso ir de branco! - Clara sente que vai ter um desmaio. - Vou no shopping! Fiquem aqui! - Robert se ergue e corre para o carro. Menos de meia hora depois Clara olhava o vestido vermelho em suas mãos. - Vermelho, pai? - Era o único que tinha do seu tamanho. Não tinha muita opção! - Ele diz erguendo os ombros, em seguida sai do quarto para ela se arrumar. Giovanni bufava enquanto Giovanna, a sua irmã gêmea ria dele. - 25 anos na cara e não consegue nem chamar a garota certa para sair?! - Cala a boca Gi! - Giovanni retruca. - Deixa o seu irmão, pestinha! - Luana belisca o braço da filha que vivia pegando no pé do irmão. - A mãe, esse guri não se atina! Já disse para ele, que quantidade não era qualidade. Agora tá aí! Mais uma errada. - Giovanni revira os olhos. - Certa é você, que está com o mesmo namorado desde os 12 anos e ainda não casou! - Giovanna abre a boca chocada. Ela queria casar, mas o seu namorado, não pedira-a em casamento ainda. Estava por um triz de jogar tudo para o alto, mas ela amava ele... era complicado. - Desculpa... - Giovanni pediu baixando a cabeça, sabia que aquilo magoava a irmã. O pai vinha na direção deles. - Vocês dois me parem de brigas! Agora vamos! O pessoal do salão de festas já avisou que estão chegando os convidados. - Tá... - Giovanna faz um bico. - Passa na casa do Leo pai? - Passo, sim! - Fábio respondeu, mas ele já tinha um ranço estabelecido daquele namorado da filha, só não dizia nada, porque a filha insistia que amava o homem. O moleque né? Porque namorando desde os 12 anos, até agora, nem um movimento, nem um pedido de noivado? Era demais para ele! - Eu vou no meu carro, vou pegar a Clara. - Tá certo, e seja gentil... - Fábio diz e Giovanni assente. Ele era sempre gentil. Por isso se metia nessas enrascadas. Podia ter dito que enviou a mensagem errado, ter dito que cancelaram a festa... mas, não! Manteve a palavra! E agora levaria a antissoial da Clara as bodas de prata dos pais! Não sabia nem dizer como ela se vestiria, visto que viva com camisetas largas e calça. Revirou os olhos. Ele para o carro em frente a casa grande e luxuosa da mulher e se surpreende. Nunca imaginaria que ela fosse rica. Sai do carro, aperta a campainha e aguarda. Ao ver a porta se abrir, e a mulher descer devagar os poucos degraus da porta até o portão, ele deixou o queixo cair. Clara tinha a pele branca, os olhos grandes e verdes, os cabelos lisos compridos e arruivados, o corpo dela, ele nunca havia nem mesmo prestado a atenção. Mas nesse momento, vestindo um vestido vermelho, longo que se colava ao seu corpo desde os sëios até os quadris, em um formato de sereia, ele podia notar os sëios fartos e firmes, a cintura delgada, os quadris delineados e sensuais. Engoliu seco. Sentiu o perfume adocicado chegando as suas narinas e sentiu um arrepio percorrer o seu corpo. - Clara... - Disse avaliando-a da cabeça aos pés. - Está maravilhosa! Clara m*l continha as batidas do seu próprio coração. Achou que seria uma festa qualquer numa boate qualquer. Nunca reparara muito em Giovanni, nem sabia que ele havia reparado nela. Mas agora, sabendo que a tinha convidado para um evento tão importante, estava nervosa. - Obrigada. - Ela corou e baixou a cabeça envergonhada. Nunca tinha tido um encontro, e agora aquilo se configurava um encontro. Pelo menos para ela. Ela ergue os olhos e encontra um brilho diferente nos olhos castanhos os quais ela já havia visto tantas vezes sem reparar, o quão bonitos eram. - Você também está ótimo! - Ela diz, com a voz trêmula. - Ele vestia um terno escuro justo, que deixava em evidência os músculos de suas coxas, assim como os dos braços, e o peito largo. Ela sorri. - Gravata vermelha... Giovanni baixa os olhos e ri. - E nem combinamos! - Ele se aproxima dela, e lhe dá um beijo no rosto em forma de cumprimento, fazendo-a sentir uma leve tontura pelo perfume forte e sedutor. Sentiu a mão quente dele tocar-lhe o braço. - Vamos? Clara assente e entra no carro preto e bonito, que ele abria a porta para ela. Giovanni respira fundo enquanto dá a volta no carro. Não podia se deixar levar, só porque ela estava com um vestido sensual, e tinha um corpo divinamente sedutor, olhos expressivos, ou a boca carnuda... nem os cabelos mais sedosos dos quais ele se lembrava... Não! Não podia! Ela era a exasperante sabe-tudo! A nerd chata, que estava sempre séria e emburrada. Por certo na segunda-feira chegaria no trabalho tão séria como sempre, e falaria como tudo tinha de ser feito, já que ela sempre sabia de tudo. Abriu a porta do carro e o perfume dela chegou a ele, o fazendo esquecer imediatamente do que acabara de pensar.

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