SOLANGE
— Solange: O que você quer? — pergunto ríspida sem o encarar.
— Pesadelo: Eu não gostei nenhum pouco do jeito que você falou comigo. — me viro para ele com um sorriso debochado nos lábios.
— Solange: Queriam que eu ficasse quieta enquanto você fala suas merdas? — arqueio a sobrancelha. — Sinto muito, Pesadelo, mas eu não sou o tipo de mulher que fica calada.
— Pesadelo: Mas deveria ser, Sol. Tu não sabe com quem está falando.
Talvez seja uma tentativa de conseguir me intimidar, mas a única coisa que conseguiu foi me fazer cair na gargalhada.
— Solange: Você é engraçado sabia? — me recomponho da crise de risos. — Não tenho medo de você, Pesadelo, então pode abaixar o tom de voz e parar de tentar me intimidar — vai ser perca de tempo. — pisco para ele e me viro de costas.
Indo em direção até o último quarto do corredor e sou impedida novamente, mas dessa vez ele me puxa com brutalidade.
— Pesadelo: Só porque veio da Califórnia tá se achando a fodona né? — aperta meus braços com força.
— Solange: Você está me machucando, solta o meu braço, por favor. — peço tranquila e ele me olha debochado.
— Pesadelo: Pensei que eu não te intimidasse, Sol. — sorri e eu reviro os olhos.
Que i****a. Acerto em cheio suas partes baixas com um chute e o mesmo me solta rapidamente gemendo de dor.
— Solange: Da próxima vez não será só um chute, Pesadelo. Você não sabe com quem está falando. — imito sua fala e vejo o mesmo me olhar com ódio.
Lhe dou um sorriso debochado e caminho até o quarto, sem ser impedida dessa vez. Adentro, trancando a porta em seguida — não quero correr o risco daquele maluco aparecer surtando aqui. Me livro de minhas roupas, ficando completamente nua, e me jogo na cama, caindo em um sono profundo.
(...)
Acordo com o barulho irritante do meu celular tocando, tateio a cama em busca do mesmo e quando acho, atendo sem nem ver quem era.
Início de ligação
— Solange: Alô?
— Mãe: Alô? E isso que tem pra me dizer?
— Solange: Tá surtando por que, mãe?
— Mãe: Pedi para avisar quando chegasse. — fez drama e eu reviro os olhos. — Não revire os olhos para mim, mocinha. — gargalho. — Estão te tratando bem?
— Solange: Sim, mãe, não se preocupe.
— Mãe: Por que não avisou quando chegou?
— Solange: Estava cansada e acabei pegando no sono rápido. — bocejo. — Pode me deixar voltar a dormir agora? — suspira.
— Mãe: Estou com saudades.
— Solange: Também estou, mamãe, espero voltar logo pra casa. Agora vou tomar um banho, beijo, tchau, te amo.
— Mãe: Te amo, filha.
Fim de ligação
Me sento na cama e esfrego meu rosto. Ouço batidas na porta e me levanto indo em direção a mesma, destranco e abro a porta — revelando Pesadelo. O mesmo me olha de cima a baixo e eu me lembro que estou completamente nua. Fecho a porta rapidamente e sinto minhas bochechas corarem.
Merda.
RAFAEL (PESADELO)
Filha da p**a, gostosa do c*****o.
— Pesadelo: Sol? — ela não responde e eu ouço o barulhinho da porta sendo trancada. — Tá com medinho? — provoco e eu sei que nesse exato momento ela deve estar revirando aqueles olhos azuis. — Se toca né, Pesadelo.
— Pesadelo: Abre a porta aí. — mordo os lábios lembrando da cena que eu vi a segundos atrás, sinto meu amigão querer crescer. — Se concentra, Pesadelo, p***a.
— Solange: O que você quer? Levar outro chute no saco? — pergunta debochada e eu respiro fundo. Mina chata da p***a.
— Pesadelo: Rita mandou eu te chamar pra ir jantar.
— Solange: Tudo bem, obrigada.
— Pesadelo: Posso te fazer uma pergunta?
— Solange: Você já está fazendo uma. — reviro os olhos.
— Pesadelo: Chata pra c*****o.
— Solange: Tá falando demais, Pesadelo, e eu não tenho paciência pra você não. Será que agora pode sair daí?
— Pesadelo: Vou te esperar abrir a porta, quem sabe eu te encontro nua de novo.
— Solange: Vai toma no seu cu, i****a. — aumenta o tom de voz e eu gargalho. Ouço seus passos se afastando da porta e eu faço o mesmo, indo em direção a escada.
A cena dela nua na minha frente vem a tona de novo: aqueles s***s fartos, sua cintura fininha, o piercing no umbigo que a deixa completamente sexy, as tatuagens pequenas espalhadas pelo seu corpo a tornam ainda mais gostosa. Pena que é uma insuportável do c*****o.
— Rita: Cadê ela? — pergunta assim que eu apareço na cozinha.
— Pesadelo: Foi colocar uma roupa. — dou de ombros.
— Rita: Não me diga que…
— Pesadelo: Sim, a doida esqueceu que estava pelada e abriu a porta para mim. — sorrio de lado.
— Rita: Coitada, deve estar morrendo de vergonha.
— Pai: Sua sobrinha deve ter alguns parafusos a menos né? — pergunta para a Rita.
— Solange: Você é um bocudo, Pesadelo. — aparece do nada na cozinha assustando todo mundo.
— Pai: Brota do nada essa aí. — meu pai fala com os olhos arregalados e Sol solta uma risada.
— Rita: Você tem que parar com essa mania de dormir pelada, menina. — Sol dá de ombros e pega um prato, começa a se servir com a comida.
Observo cada movimento seu, paro meu olhar na sua b***a que está coberta pelo short de pano. Papai… — me olha de relance por cima do ombro.
— Solange: Para de olhar para a minha b***a, Pesadelo.