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Meu namorado de aluguel (Série aluga-se - Livro 1)

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Blurb

Em um dia comum, Kendra Kyork ficaria em casa de frente para seu notebook escrevendo mais um de seus romances, no entanto, pela persistência de suas amigas, a escritora decide ir em uma reunião de mulheres.

As quais ela ama e odeia na mesma medida, gosta das bebidas que pode compartilhar, odeia, porque dessa vez terá que falar sobre seu noivado destruído. Preparada mentalmente, a louvável mulher foi de encontro a festa com muitas chances de se tornar um enterro.

Entretanto, o que não esperava é que na manhã seguinte encontraria um pacote tão incrivelmente encantador em sua porta em forma de um homem que diz ser o namorado alugado que encomendou por um mês.

Confusa, mas interessada, Kendra perceberá logo que uma noite de bebedeira foi a responsável por mudar toda a sua vida e que Joshua pode ser mais do que um belo pacote, talvez ele seja o seu namorado perfeito.

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01. Respira e não surta
Kendra — Olha, não tenho uma forma melhor de dizer isso, mas do jeito que esse romance está indo — para de falar, respira, deixa que os dois olhos verdes em um tom de wasabi me encare através das lentes dos óculos. Os cílios longos lhe deixam linda mesmo quando te olha torto com seus olhos ovalados como belos tomates. Tem maçãs salientes e gosta de usar maquiagens glow para trazer luminosidade para o seu rosto. Kitty pode ser divertida e séria em níveis completamente distantes. — Não vão te deixar publicar com esse tipo de história, o protagonista é completamente sem sal, a mocinha faz com que queira bater com a minha cara na parede. “Boa, sua sinceridade faz com que me sinta muito melhor”, penso. Puxo uma perna para cima da cadeira, apoio minha perna nela enquanto rodeio a caneca de café fresco com força. O que merda posso fazer quando a inspiração não vem? Nada do que tenho tentado me ajudou a pensar em algo melhor. Passo a mão por meus cabelos bagunçados, hoje ela chegou tão cedo que nem tive tempo para pensar em me organizar um pouco, apenas enrolei os fios longos em um coque semelhante a um ninho de pássaro. Na cozinha a louça está acumulando. Meus olhos gritam pedindo por um descanso. Minha sala parece o antro de um fantasma leitor, pois vários livros estão espalhados por toda ela. Estou uma completa bagunça por conta desse livro. — Kendra, sou muito mais do que a sua editora, sabe disso, mas não tem como ir para frente dessa forma, precisa voltar aquele ponto lá atrás onde todos suspiram por seus personagens, onde surtei por saber que não conhecerei um homem igual. Entende? — pergunta minha amiga. Como poderia não compreender? Para ficar mais claro precisaria apenas desenhar. Sua sinceridade não é incômoda, eu a amo, e por isso me aconselha tão bem. — Acho que se cobrou tanto desde o seu último lançamento que acabou travando para esse. O que direi agora não é como sua editora, e sim, como uma amiga — fala. — Tira um tempo para você, respira, porque é óbvio que apenas ficar aqui não tem dado certo. — Eu sei, estou tentando, mas literalmente não vem nada. — Suspiro, irritada por não conseguir fazer a única coisa na qual sou boa. Se não puder escrever o que farei? Passarei meus dias comendo batata frita e vendo Netflix? — Como disse, creio que está se cobrando demais devido ao seu sucesso anterior, mas antes dele conseguia escrever sem parar, livros ótimos, o sucesso nunca te subiu à cabeça, não queria dizer, mas… — Fala Kitty, é a única que pode — sorri, alcança minha mão. — Está nervosa por conta do casamento da sua irmã, por ter que ir até lá e os ver juntos? — Não consigo olhar em seu rosto nesse momento, assim como não gostaria de me lembrar do fato de que o homem que era meu noivo até um ano atrás agora vai se casar com a minha irmã, mais do que isso, que ela está grávida dele. — Como sua amiga, o que posso dizer é que você tem que movimentar esse estacionamento no meio das suas pernas. Uma risada escapa de mim sem que possa fazer qualquer outra coisa, porque é esse tipo de amiga que Kitty é, sempre busca por meios de me arrancar uma risada, de fazer com que me sinta mais à vontade mesmo quando a situação é péssima, e ela me viu passar pelo término, pela descoberta da traição e depois da gravidez. — Não pode medir os seus passos através do que eles fazem, precisa viver para si mesma, e se deixa que te atrapalhem dessa forma, está errada amiga. — Meneio a cabeça ligeiro para concordar com suas palavras, contudo, é um pouco difícil apenas respirar e não surtar a cada vez que se recorda de que sua irmã caçou o seu noivo e o tomou para si. — Se eu estivesse no seu lugar, colocaria aquela roupa maravilhosa e iria a uma balada para procurar um boy gostoso que possa estacionar em você. — E o livro? — Indago com ela sorrindo, volta a segurar as páginas que já foram escritas. — Tenho certeza de que uma pegada boa pode fazer com que tenha ótimas ideias. — Se fosse simples já teria contratado um bom garoto de programa, com certeza eles podem fazer um serviço incrível. Além disso, tenho contato de uma empresa muito bem prestigiada, claro, foi apenas por conta da pesquisa para um dos meus livros, mas, não tinha motivos para apagar o contato depois. — Não quero ser a tia da balada — profiro ligeiro. — Vou organizar esse chiqueiro, tomar um banho, me afundar na banheira e quem sabe não consigo uma ótima ideia? — Tem apenas 27 anos, não é uma tia. — Não por enquanto, pois o meu sobrinho já está no forno, prestes a gritar para que a mãe o coloque no mundo. — Acaba me chamando de velha ao se xingar, tome cuidado, por favor. — Rio de sua expressão magoada, quando é apenas dois anos mais velha que eu. — Tenho que ir para conversar com o outro autor, mas, ficarei de olho em você. — Você manda Kit Kat. — Irritada com o seu apelido do tempo da faculdade, vai embora dizendo que me mandará uma mensagem sobre o próximo encontro das garotas e que não posso correr delas para sempre, porque uma hora ou outra todos precisam saber que não sou mais noiva. Claro, ela não diz que me escondo por conta disso, mas é dessa forma que ouço. Somente em considerar ter que explicar para todos os presentes que levei um chifre da minha irmã, já sinto que terei uma síncope, que não poderei sobreviver por duas horas, assim prefiro passar minhas horas em um ambiente controlado onde sou a única que muda as coisas de lugar. Contudo, apesar de funcionar para o restante da minha vida, talvez esteja realmente atrapalhando o meu processo de trabalho. Respiro fundo, puxo o notebook para perto de mim, abro a pasta nomeada como “problema da vez” e verifico o arquivo cheio de marcações feitas por Kitty quanto a detalhes que deixei passar sem notar. — Escreva sobre um príncipe encantado, é só o que precisa fazer, Kendra, já fez uma dezena de vezes, não será agora que vai escorregar na lama — falo antes de reler as partes destacadas, as únicas que Kitty acha aproveitáveis e noto que são as com as quais me identifico também.

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