CAPÍTULO 02

1158 Words
Luana se perguntava que tipo de filho esqueceria quem é sua mãe, não entendendo porque os conselhos da mãe eram tão estranhos, mas tendo certeza que ainda que desejasse a liberdade sentiria falta da proteção da mãe. Elas se abraçaram e no fim Luana deu um beijo apertado na bochecha da mãe dizendo: “Te amo minha única mãe” depois sorriu e acompanhou a mãe até a grama do campos onde seus irmãos estavam, a deixando antes que eles dissessem algo que a constrangesse. Luana voltou alegre para o quarto, a mãe da outra menina também tinha ido embora ficando apenas as duas. “Enfim livres” Disse Luana sorrindo enquanto se aproximava e a cumprimentava com um aperto de mãos “Meu nome é Luana”. “O meu é Vera” Respondeu a garota retribuindo o cumprimento e sorriso. À medida que a conversa se aprofundava, as duas jovens compartilhavam histórias engraçadas e anedotas sobre suas vidas, proporcionando um clima descontraído e amigável. Elas riam e se identificavam com as situações pelas quais cada uma tinha passado, criando um vínculo de camaradagem instantâneo. Quando o assunto se voltou para suas respectivas famílias, ambas revelaram a importância que elas tinham em suas vidas. Vera contou como seus pais sempre a apoiaram e a encorajaram a perseguir seus sonhos acadêmicos. Ela expressou gratidão por sua família e pelo apoio constante que recebia deles. Já Luana compartilhou que tinha uma relação muito próxima com seus irmãos e mencionou o quanto os admirava. Ela explicou como eles sempre estavam lá para ela, independentemente das circunstâncias. Luana sorriu ao mencionar que seus irmãos mais velhos estudavam na mesma faculdade e que eles tinham grandes histórias para compartilhar sobre suas aventuras universitárias. A conversa evoluiu para as expectativas que ambas tinham para a vida universitária. Vera mencionou a animação que sentia ao pensar em explorar novos campos de conhecimento, conhecer pessoas de diferentes culturas e experimentar a vida fora de sua cidade natal. Ela tinha curiosidade em relação às aulas, professores e oportunidades de crescimento acadêmico que a aguardavam. Por sua vez, Luana estava ansiosa por fazer novas amizades e participar de atividades extracurriculares. Ela mencionou a vontade de ingressar em clubes estudantis e grupos de voluntariado para se envolver com a comunidade universitária. Também estava ansiosa para as festas e bagunças, coisas que sua mãe não deixava ela fazer na cidade natal, Luana queria ter experiências diversas e se alegrar com aquilo, mas priorizava o objetivo de estar ali, que era ter uma boa profissão e garantir um bom futuro, segundo o desejo dos país viajando o mundo e não se limitando apenas aquele país. Enquanto compartilhavam suas expectativas, as duas estudantes começaram a criar uma visão emocionante da vida universitária juntas. Elas prometeram se apoiar mutuamente ao longo dessa jornada, lembrando-se do encontro casual que as uniu e do quanto elas já tinham em comum. Com uma sensação de otimismo e empolgação, Luana e Vera sabiam que a vida na faculdade lhes proporcionaria oportunidades infinitas de crescimento pessoal, amizades duradouras e aventuras memoráveis. E, assim, elas esperavam ansiosamente pelo início desse novo capítulo em suas vidas, prontas para enfrentar os desafios e abraçar todas as experiências que a faculdade lhes reservava. Começando pela loucura que era usar um banheiro compartilhado para os banhos, pois a fila era enorme, assim como o barulho e a confusão, mas as duas gostaram daquela loucura, seguindo felizes e se preparando para jantar. “Vou comer com meus irmãos” Disse Luana “Vem conosco, se eles não mandaram uma foto comigo para minha mãe é capaz dela voltar aqui e me levar embora”. “Tudo bem” . As duas terminaram de se arrumar segundo pelo caminho e começando a observar as meninas que estavam no mesmo prédio, Luana sabia pelo cheiro quem seria amiga e inimiga, mas se continha para não falar nada. Assim que saíram encontraram logo os gêmeos as esperando. “Gêmeos? Nossa que bacana” Comentou Vera ao ser apresentada e prestando atenção no corpo forte e no rosto bonito que os irmãos da nova amiga tinha. “Que bom ver que nossa irmã já fez uma amiga e uma linda amiga, que a fará companhia no jantar”. “Vocês não vão jantar conosco?”. “Lu vamos ficar de olho em você mas vamos te dar espaço ok? Estaremos no mesmo restaurante e se precisar pode chamar, mas é isso, não seremos a mamãe na sua vida, assim você curte um pouco.” Luana sentiu um alívio imediato. Ela adorava estar com sua família, mas também sabia que precisava de espaço para crescer e explorar sua nova vida e com Vera ao seu lado, ela sentiu-se ainda mais confiante e animada para embarcar nessa nova jornada. Ambas estavam escolhendo o que pedir, felizes porque quem pagaria a conta seria os garotos quando Luana sentiu um odor diferente no local, direcionando imediatamente na direção do cheiro encontrando um grupo de jovens homens e mulheres que adentravam o lugar conversando. Luana olhou para os irmãos que a fitavam de longe com um semblante de reprovação, provavelmente também tinham sentido aquele cheiro e com os olhos pediam que ficasse muda e Luana consentiu com a cabeça. “São pessoas impactantes não é mesmo?” Perguntou Vera. “Os conhece?”. “Sim, são da minha antiga escola, mas não se anima não, eles só andam nesse bando, não se misturam com ninguém”. “E quem disse que precisamos nos misturar com eles” Respondeu em tom brincalhão tentando disfarçar o impacto que estava sentindo, “Devemos nos misturar com meus irmãos porque eles que vão pagar”. As duas pediram animadas e logo os irmãos de Luana as levou para conhecer o lugar na intenção de as afastar do lugar. Luana não comentou nada sobre o grupo para os irmãos, pois tinha observado como tinham ficado apreensivos com o grupo também, ela decidiu fingir que tinha esquecido o cheiro, teve medo de que por algum motivo a mãe aparecesse naquele lugar e a levasse embora. Mas nunca tinha sentido nada igual, não entendendo porque o dor parecia tão familiar, mas achando estranho a forma física da maioria do grupo, sendo todos altos, claros e loiros como ela. Luana sentia seu instinto fazer seu coração pulsar mais forte em relação ao bando, mas não queria agir impulsiva e arranjar problemas para si e sua família, decidindo não ouvir seu coração. Coração que sentia falta de sua mãe naquele momento e que a faz ligar para ela, conversando um pouco e contando sobre a noite e os lugares que havia conhecido e depois desejando boa noite e declarando a amor para a mãe. Jogando um pouco de conversa fora com Vera que empolgada falava da beleza de seus irmãos, mas pensando naquele diferente grupo. Até anoitecer e decidirem pegar no sono e dormir.
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