Desejo Alice despertou com uma sensação diferente, intensa e clara demais para ser confundida com sonho. Não era ansiedade. Não era medo. Não era carência. Era desejo. Ela se sentou devagar na cama, o lençol deslizando pelos ombros, e ficou observando Olyver dormir. Ele estava tranquilo, a respiração profunda, o rosto relaxado de quem carregava o mundo nos ombros durante o dia, mas descansava ali como se aquele fosse o único lugar seguro que conhecia. E talvez fosse. Alice sentiu o coração acelerar. Não havia pressa, nem urgência descontrolada. Era um desejo calmo, consciente, decidido. Pela primeira vez, não havia dúvida nem receio — apenas a vontade genuína de estar com ele. De tê-lo. De escolhê-lo. Ela se virou para o lado dele, aproximando-se com cuidado para não acordá-lo de fo

