A respiração de Alice finalmente se tornou regular. Olyver ficou sentado ao lado da cama, observando cada pequeno movimento dela, como se quisesse gravar aquele instante na memória. O rosto ainda carregava resquícios de medo, mas agora havia calma. A mão dela repousava sobre a barriga, num gesto inconsciente de proteção ao filho. Ele ajeitou a manta com cuidado, afastou uma mecha de cabelo do rosto dela e beijou sua testa com delicadeza. — Dorme, Cherry… eu estou aqui — murmurou, mesmo sabendo que ela já não ouvia. Olyver permaneceu ali por mais alguns minutos, imóvel, apenas ouvindo o som da respiração dela. Não queria que Alice percebesse o que ele estava prestes a fazer. Não agora. Não depois de tudo o que Otto tinha causado. Quando teve certeza de que ela dormia profundamente, lev

