Capítulo 5

1408 Words
Capítulo 5 Ele me fodeu com a p***a de uma arma e o mais insano disso tudo, é que eu gostei. Mas agora com o juízo no lugar e com a cabeça fria, penso no quanto aquela merda poderia ter dado errado, ele poderia simplesmente disparar e me matar sem pensar duas vezes. Por que é isso que ele é, um psicopata doido. Se eu contar isso a Rairine ela irá me chamar de louca, por ter transado com um cara que eu conheci há 2 dias. É mais louca ainda por ter deixado ela me f***r com uma arma engatilha. Perdi o juízo, é isso. Não tem outra explicação. Ele não apareceu, não falou mais nada depois que saiu do meu quarto e atravessou a rua, e por incrível que parece, não faço ideia de como ele entrou aqui, já que o portão permanecia trancado. Não é muito tão alto, mas considerável para uma queda r**m, ele saiu tão fácil… Também não abriu a porta do quarto que dava de frente para o meu, literalmente, evaporou. Isso é bom, significa que eu não terei que olhar pra cara dele depois de ter me pego me masturbando, por que eu não sei como fazer isso. — Já está pronta? — Rairine pergunta pela quinta vez desde que chegou aqui. Havíamos combinado de ir para o tão sonhado baile de favela dela, a menina ficou se mordendo de ansiedade desde a hora em que eu falei que viria morar aqui pra cima. — Tu demora demais, Ísis. Deus me livre, é só um baile, não um casamento. — Calma, estou esperando meu cabelo secar — me olho no espelho mais uma vez, analiso o vestido colado em meu corpo e admiro a curva que ele faz — teu celular tá carregado? Vou deixar o meu aqui. — Ta com 67%, se eu não ficar mexendo, tá de boa — explica — anda menina, tô nervosa já. Esse silêncio dessa rua me deixa doida. Como consegue morar aqui sozinha? O que ela não sabe é, não moro sozinha. Quer dizer, nessa casa, sim. Mas nessa rua não. E estou rezando para que o doido do outro lado da rua não apareça até ela ir embora, não quero Rairine surtando no meu ouvido. Borrifo um perfume suave, mas cheiroso e marcante, antes de sair de casa. Disco o número de corvo que eu sabia de cor, no celular da minha amiga ansiosa. Ísis: Corvo? Corvo: Fala arrombada, achei que era a vivo me cobrando de novo. Ísis: tem vergonha de falar isso não? Ganha dinheiro abessa e não quer pagar a vivo. Corvo: Correria, filha. As vezes esqueço. Da o papo, o que tá pegando? Ísis: Tá no baile? Corvo: Tô chegando nele. Por que? Ísis: Eu e uma amiga podemos ficar perto de você? Não conhecemos quase ninguém. Corvo: Só não encher a cara e pagar calcinha, de boa. Quero relaxar, vou cuidar de ninguém nao, ein. Ísis: Tá, daqui a pouco tô chegando aí. Corvo: Suave então! — Vamos ficar com um amigo meu, ele é de boa — aviso — quando quiser vim embora, me avisa. — So vamos embora quando tudo acabar, você me prometeu esse baile tem um tempão. Só tá cumprindo por que mora dentro dele. As pessoas tem o sonho de viajar para o exterior, Rairine tinha o sonho de ir em um baile de morro, por que ela acha de alguma forma, vai achar seu príncipe encantado portando um fuzil. A forma como esse pequeno espaço acomodava tantas pessoas, me assustava e de certa forma, me deixava alegre ver tantas pessoas. — Cadê teu amigo? — minha amiga pergunta, a ansiedade dela está a ponto de ser atacada, tenho certeza. — Das vezes que vim aqui, ele ficou na tenda. Vamos lá! Agarro a mão de Rairine, por que se alguém passar aqui e puxar ela, ela vai, sem pensar duas vezes. Por que o que eu tenho de doida, Rairine tem em dobro. Corvo já faz o sinal de longe quando vê a gente, e a julgar pelo jeito que ele dança, já está embrazado faz tempo. — Demorou pra c*****o, ein — ele brinca com um tapa fraco em minha testa — é essa princesa aqui? — analisa Rairine de cima abaixo — na Disney não tem uma dessa. — É minha amiga, Rairine! — falo — onde estão seus amigos? — Por aí, dando um rolê e mantendo a ordem. Quero ficar de boa hoje, só no sapatinho. — Hum…Beberico a bebida em meu copo que não faço a mínima ideia do que seja, só que está muito forte, por que queira minha garganta do momento em que sugo o líquido e uns segundos após. Balanço meu corpo de acordo com a batida da música, Rairine já está alegre da vida quase se afastando da tenda e indo para o meio da multidão, as vezes, quase preciso amarrar meu braço ao dela só pra ela não dar uma de doida e sumir. — Tá alegrinha já, maneira na bebida aí — corvo fala no pé do meu ouvido — por que Lobo anda te chamando de feiticeira? — Ele disse isso? — corvo afirma com a cabeça — eu não sei. Ele só passou a me chamar assim, do nada. — Hum… — me viro para ver se não perdi Rairine de vista, mas ela está logo atrás de corvo — algum problema se tua amiga sair comigo? Quero dar uns beijinhos nela, mas não aqui. — Desde que me entregue ela em casa, inteira. Não! Mas tome conta dela, de verdade, Rairine tem um parafuso a menos. — Quer que eu passe na tua casa e te deixe lá? — Não! — afirmo — vou ficar mais um pouco e depois consigo subir sozinha. — Tem certeza? — aceno com a cabeça quando a batida do funk estourando se intensifica, Corvo tira o celular do bolso e acende o flash fazendo eu fechar os olhos — aí lobo, como tua feiticeira tá no baile! Dou um tapa em sua mão que quase faz seu celular cair no chão. Corvo gargalha com a minha atitude, Rairine se coloca ao seu lado doidinha pra sair daqui. — i****a! — Não demora muito ai — ele fala — se não quiser subir sozinha, me liga que eu venho te buscar. Afirmei com a cabeça e fiz sinal para eles irem. Mesmo sozinha, queria curtir um pouco já que me tiraram de casa. Mas poucos minutos depois o som desligou, somente as vezes se perguntavam o que havia acontecido. Continuei bebendo e apreciando os bebados que dançavam com uma música imaginária na cabeça. Até eu ouvir um menino logo atrás de mim. — Iih, c*****o. Deu r**m! Será que aconteceu alguma coisa? — Não sei, mano — o outro rebate — ele nunca aparece por aqui se não tiver um motivo. Me viro lentamente pra saber de quem estavam falando, mas acabo me arrependendo quando meus olhos batem logo nele, lobo. Meu corpo inteiro paralisado, não sei se pela bebida ou pelo olhar dela em cima de mim até se aproximar. — Corvo? — Saiu… — é a única palavra que consigo formular. Ele acena com a cabeça confirmando, olha por cima dos meus ombros e encara os homens logo atrás de mim. — Fecha essa p***a de baile, quero geral fora daqui em 10 minutos — ele avisa — e tu, feiticeira, pega a reta e me espera lá fora! — Por que? — Porque eu quero que tu faça isso, vou te levar pra casa. — Não precisa, consigo ir sozinha ou, posso ligar pro corvo. — Corvo não vem te buscar, me certifiquei disso quando recebi teu vídeo dançando — arqueio a sobrancelha duvidosa e inclino o pescoço — tu tem 5 minutos pra sair daqui e esperar perto da range rover prata. — Eu vou pra casa sozinha, mas agradeço pela carona. Me viro rapidamente, mas não tão rápida quanto ele. Lobo é a p***a de um psicopata muito r**m da cabeça, e eu não consigo não gostar disso. Com a enrolada em meu cabelo, ele puxa meu corpo colando no seu e suspira muito próximo do meu ouvido. — Tu não está no controle do jogo, Ísis. Mas eu sim. Então a menos que tu não queira se banhar em uma piscina de sangue, vai sair daqui agora.
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