Ana Júlia Narrando... Tava andando sem rumo, sentindo o peito apertado, a respiração curta, como se o ar não bastasse. Cada passo era um peso, cada lembrança um soco. O barraco no restaurante, os tiros, o sangue... tudo rodava na minha cabeça como um filme r**m que não dava pra pausar. Meu corpo tava exausto, mas minha mente não desligava. Desde que me tiraram da minha casa, não passou nem dez dias, que eu estou no morro, mas parecia um mês inteiro de dor engasgada. Saí de casa na tentativa de fugir de mim mesma. As meninas tavam bem, e eu não queria ser o peso delas. Mas minha cabeça tá um caos. O toque do Kiko, a voz dele, a forma como ele me olha... tudo remexe um passado que eu tento enterrar. E aí vem a loira, gritando que ele é macho dela, me jogando de volta num jogo que eu nem s

