Rubi Narrando...
Enfim, o expediente acabou, não estava aguentando a dor nos pés, a correria foi tanta que nem tempo de parar, deu. Pior foi quando o dono do bar, resolveu ficar no caixa, fazendo porrä nenhuma, e deixou eu e Thaíse, trabalhando igual duas condenadas, sem direito nem de descansar.
A convivência com esse cara chega a ser estressante, o clima fica pesado, insuportável eu diria.
Thaíse — Amiga, hoje terminou mais tarde, será que você vai conseguir moto táxi pra ir embora? ___ pergunta colocando a última cadeira em cima da mesa.
— Eu não sei amiga, mas qualquer coisa, eu vou a pé mesmo... ___ falo como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Thaíse — Tu tá maluca, Rubi? Será que eu preciso te lembrar do seu problema no coração? O tanto que você se esforçou hoje, não tem nem cabimento, tu querer andar, até o complexo do alemão, e loucura... ___ fala inconformada e eu suspiro fundo, sentindo meus batimentos acelerados, mas não é isso que vai me parar.
— Pois eu sei mulher! Mas eu vou fazer o que? Se não tiver moto táxi, eu vou a pé mesmo, andando devagar eu chego lá... ___ falo terminando de passar pano nos balcões do bar.
Thaíse — Putä que pario, nunca vi tão teimosa... ___ fala revirando os olhos e eu acho graça.
— Teimosa o que garota, sou realista mulher... Se não tiver moto táxi, eu tenho meus pés e vou tranquila ___ falo dando de ombros e ela bufa.
Thaíse — Desisto, viu minha querida, você é muito teimosa... ___ fala mostrando a língua pra mim e eu sorrio.
— Eu também te amo ... ___ falo mandando um beijo no ar pra ela.
Thaíse — Engraçadinha... ___ fala apertando os olhos pra mim e eu negö com a cabeça, com um sorriso de lado.
Finalizamos tudo o que tinha pra fazer, tiramos o nosso uniforme e levamos na lavanderia dos fundos. Voltamos para o salão novamente, onde o insuportável estava.
— A gente já tá indo, seu Hugo ___ falo forçando até pra falar com ele, o mesmo desce o olhar sobre o meu corpo, me cobiçando com o olhar, sem vergonha nenhuma, filho da putä.
Hugo — Pode ir Thaíse, eu quero falar com a Rubi, a sós, assunto de trabalho... ___ fala dando um sorriso malicioso pra mim, e a Thaíse aperta minhas mãos, não saindo do meu lado — Eu tô mandando c*****o!
Thaíse — Desculpa, mas eu não vou sair... ___ fala firme e ele lança um olhar furioso pra ela. Eu temo pelo seu emprego.
Hugo — Se você não sair daqui, nesse exato momento... Tu está na rua garota... ___ fala destilando seu veneno nela, e eu não posso permitir isso.
— Vai amiga, pode ir... Eu dou conta aqui ___ falo com convicção, mas ela insiste em ficar do meu lado
Hugo — O tempo está passando, tic tac tic tac ___ fala fazendo som de relógio e eu solto das mãos dela.
— Vai Thaíse... Você não pode perder o emprego, relaxa que esse p*u no cu não vai fazer nada comigo... ___ falo tranquila, mesmo me sentindo muito cansada, meu coração aos poucos parece que vai desfalecer.
Hugo — Você ouviu, Thaíse. Sua amiga dá conta, pode vazar ___ fala com duplo sentido, e a vontade de socar a cara dele, é grande, chega até coçar a mão.
Thaíse — Que raiva... ___ fala indecisa, no vai ou não vai, mas quando eu lanço um olhar pra ela, a mesma dá as costas, ajeitando a mochila nas costas e sai do bar.
— O que você quer falar? Desenrola logo, porque eu quero ir embora... ___ falo e ele passa por mim, trombando no meu ombro, me fazendo suspirar fundo, eu viro e vejo ele fechando a porta do bar. — Você só pode tá brincando com a minha cara ___ esbravejo bolada, indo na direção da porta, mas ele me agarra a força, travando meus braços. Filho da putä! — ME SOLTA SEU PUTO...
Hugo — Vai dizer que tu não tá louca pra eu te pegar com força, em ___ rosna tarado e eu sinto nojo, sentindo seu p*u duro na minha barriga, enquanto eu tentava me soltar dele — Isso mesmo, quanto mais tu reluta, mais t***o dá, melhor tu aceitar a ficar comigo por bem, do que a força gostosa.
— VOCÊ É NOJENTO, EU NUNCA VOU FICAR COM VOCÊ, SEU OTÁRIO... ___ r***o o verbo com ele, gritando na sua cara, ele me beija a força, enfiando a língua na minha boca e eu mordo com muita força, sentindo o gosto de sangue, fazendo ele me soltar na hora, minha sede era arrancar sua língua pra fora.
Hugo — SUA DESGRAÇADA... ___ brada se afastando de mim, com a mão na boca. Vejo sangue na sua boca, e isso faz um sorriso brotar nos meus lábios. Ele vem quente pra cima de mim, batendo meu corpo na parede e tentando enfiar a mão por dentro da minha legging.
— FILHO DA PUTÄ... TIRA A MÃO DAÍ ___ brado sentindo meu coração batendo descompensado. Ele continua na sede de me tocar a força, eu crio forças naquele momento e dou uma joelhada no seu p*u com toda minha força, no momento em que ele cai de dor, eu aproveito pra abrir a porta, mas antes de sair, eu pego a minha bolsa e dou uma última encarada nele, cheia de ódio — Você nunca vai conseguir nada comigo, seu maldito, porque pra mim, você não passa de um ser desprezível, otário... ___ falo a última frase, cuspindo na sua cara, enquanto ele geme de dor, não conseguindo nem levantar. Eu saio correndo do bar, sem nem olhar pra trás, aquele filho da putä, tá achando que é quem.
Eu estava tão avoada, que eu ouvi alguém me chamando, mas eu não conseguia nem olhar pra trás, eu só caminhava, sentindo meu coração batendo fraco, passo a mão no local, massageando devagar e suspiro fundo, as ruas estão desertas, mas eu vou continuar andando até chegar no complexo do alemão. Sei que a essa hora, ninguém vai querer pegar corrida pra lá, então o que resta é aceitar a realidade mesmo e ir de a pé.
Até agora eu não tô conseguindo crer que o filho da putä do Hugo, teve a coragem de me agarrar a força, minha vontade era arrancar suas duas mãos, jack do caralhø, se eu não tivesse conseguido escapar, ele com certeza iria me violentar. Nunca senti tanta raiva, nojo de alguém, como eu tô sentindo dele, é uma mistura de sentimentos que não me fazem bem, mas é impossível controlar.
Eu mandei a Thaíse ir embora, porque eu sabia que o Hugo realmente tinha coragem de despedir ela, e mesmo que não pareça, ela precisa muito mais que eu desse trabalho. Ela paga aluguel do apto, fora as outras despesas que ela tem com a vozinha dela também, não tinha como ficar desempregada.
A noite foi intensa, posso dizer que foi a pior, os olhos se enchem de lágrimas, mas eu não permito que nenhuma delas rolem pelo meu rosto. Agora deve ser umas quatro da manhã, e a brisa fresca bate no meu rosto, enquanto eu caminho pela pista, vendo os carros indo e vindo, passando por mim, uns buzinando, mais naquele momento eu nem estava me importando com nada, eu só não via a hora de chegar em casa, tomar um banho e cair na cama, eu tô exausta!
Depois de ter feito uma longa caminhada, até que enfim, eu estava chegando na barreira, mas eu sabia que os meus batimentos não estavam normais, alguma coisa estava errada, eu precisava parar um pouco. Sentei em uma pedra, bem próxima a barreira, fechei meus olhos por um instante, tentando recuperar as minhas forças, mas parece que todas elas foram embora. Ouço ronco de motos, não me dou ao trabalho de abrir os olhos, mas quando ouço uma freada na minha frente, eu me esforço e abro os olhos, e a minha primeira visão foi o moço em cima da moto, eu percebo ser o mesmo cara do bar. Suspiro fundo lembrando que ele é chato. Eu tô muito azarada essa noite, putä que pario.
Grego — Qual foi, tá morando na rua agora? ___ pergunta sarcástico, com aquele sorrisinho vagabundo e o olhar intenso, de quem não vale porrä nenhuma.
— Cara, me erra, por favor, some da minha frente ___ ordeno com a voz falha e ele desce da moto.
Seu semblante sério, com aparência de quem não gostou, ele me puxa pelo braço, me colocando de pé.
Grego — Repete caralhø, me manda sumir de novo, se tu tem coragem feiticeira, quem tu pensa que é porrä... ___ sua voz grossa, faz a minha pele arrepiar, mas naquele momento, eu não consigo falar muito coisa, mesmo que eu quisesse muito, rasgar ele no verbo.
— Some da... ___ antes mesmo de eu terminar a frase, de repente tudo ao meu redor escureceu.
Não foi uma escuridão gradual, como quando o sol se põe, mas sim uma mudança abrupta, como se alguém tivesse apagado a luz.
Eu tentei olhar ao redor, mas não conseguia ver nada. A escuridão era tão densa que parecia ter uma textura, uma substância que me envolvia e me sufocava. Tentei respirar fundo, mas o ar parecia pesado e difícil de inspirar. Até que eu apaguei totalmente, sendo amparada por braços fortes e firmes....
Contínua...