NORA José Luiz engata a mão na minha e nós corremos contra a terra molhada, tirei a sandália no carro para facilitar, mas agora estou com medo de pisar em algum graveto pontiagudo ou vidro. — De quem é essa casa? — O questiono, estudando a estrutura aconchegante da casinha de madeira. Estamos em um sítio, uns bons vinte quilômetros do residencial. — Minha. — Ele diz e ergue-me do chão. Eu grito. Passo os braços pelo seu pescoço e protesto. — Zé. — Chamo seu nome como aviso. — Relaxe, boneca. — Ele pisca e me devolve ao chão. Sinto a madeira com a ponta do dedo do pé antes de soltá-lo e sorrio. — Melhor? — Pergunta, uma sugestão de sorriso pintando seus lábios. — Você me pegou de surpresa! — Esbravejo. — Poderíamos ter escorregado em uma poça de lama. — Continuo. Ele aumenta o sorri

