NORA O vento sopra contra meu cabelo e tira alguns fios do lugar, passo a mão por ele e inspiro forte. Olho para a ruiva jovem na recepção e trabalho um sorriso, ela corresponde e faço um registro obrigatório de visitante. Não trocamos mais palavras que o necessário, embora sua expressão permaneça cordial durante o processo, assino meu nome e ouço as instruções que se resumem a não deixar lixo ou qualquer objeto pessoal no gramado. — Suponho que não lembre de mim. —Fala, espremendo os olhos na direção dos meus, apoiando as mãos nos papéis que acabei de rabiscar. Me preparo para responder com uma negativa, mas então noto o sinal em formato de bola escapando da blusa gola alta, a mancha escura que eu não notaria se não fosse por sua dificuldade em ficar parada. — Bárbara. — Falo, soando

