NORA — O que tem o diário da minha irmã? — O tempo para e olhamos ao mesmo tempo, para a caçula Bragantino, ela ainda veste a roupa de ontem, o que significa que ignorou o vestido que pus ao lado da cama e claramente seu cabelo não foi penteado, apenas amarrado de qualquer jeito no alto da cabeça. Franzo o cenho, se não fosse pelo rosto limpo das maquiagens pesadas eu diria que é uma rebelde sem causa. — Você não trancou a porta? — Isadora ralha, olhando para Talía. A morena move os ombros para cima e se joga na cama, murmurando uma sequência de palavrões. — Tenha a santa paciência. — Isa fala, ainda a encarando como se estivesse decidindo a melhor punição. — Você ouviu errado. — Modulo um sorriso e indico um ponto entre meus travesseiros. — As meninas estavam debochando do meu diário.

