Psicopatia ou sociopatia são termos atribuídos a um indivíduo com um padrão de comportamento em parte antissocial, com diminuição da capacidade de empatia e remorso e baixo controle comportamental, ou por uma atitude de dominância desmedida. - concluí a leitura em um site qualquer na internet. - Está vendo, Beto? Essa é a definição correta. Você está confundindo os transtornos mentais.
Pensei que psicopatas tinham alucinações - respondeu enquanto lia novamente com um semblante curioso e preocupado.
Essa característica está mais para esquizofrênicos. Sua tia Olívia está errada, o filho dela não é um psicopata – concluí a minha pesquisa, triunfante. – Eu disse! - sacudi seu braço após lançar um olhar vitorioso.
É, acho que tem razão... - Finalmente admitiu. - Já imaginou conhecer um desses?
Pode ser uma psicopata, também atinge mulheres - Respondi depressa. - E não, nunca imaginei - Respondi, revirando um saco de batatinhas próximo ao computador, buscando alguma que havia sobrado após nossa tarde de pesquisas para ajudar a tia do Beto - Deve ser assustador demais…
Será que é possível identificar um? - perguntou Beto, com curiosidade.
Acho pouco provável. Eles fingem muito bem. - Respondi enquanto pesquisava mais a respeito.
Tínhamos onze anos na época. Isso foi muito antes da tia Olívia descobrir que, na verdade, seu filho não tinha transtorno mental algum. Era apenas um adolescente muito rebelde, petulante e com os hormônios à flor da pele. Também foi muito antes do acampamento, onde veríamos com os nossos próprios olhos toda a teoria a respeito dos ditos sociopatas.