bc

O verdadeiro imprevisto do amor

book_age18+
34
FOLLOW
1K
READ
billionaire
revenge
HE
opposites attract
arrogant
heir/heiress
drama
bxg
assistant
seductive
like
intro-logo
Blurb

Bela acreditava ter desenhado o futuro perfeito — casamento, estabilidade e o homem que dizia amá-la. Porém, todo seu mundo desmorona quando ela descobre que seu noivo traía cada promessa que fizeram. Traída e profundamente ferida, ela abandona seus planos, sua cidade e o próprio nome… jurando nunca mais se deixar enganar pelo amor.

Mas o destino é imprevisível.

E c***l.

E às vezes… generoso.

Longe de casa, tentando reconstruir a própria vida, Bela descobre que carrega dentro de si a última lembrança da relação que a destruiu: um bebê. Grávida, vulnerável e completamente sozinha, ela precisa recomeçar do zero, enfrentando medos e inseguranças que nunca imaginou viver.

É nesse caos que Caio Bismarque reaparece.

Elegante, reservado, herdeiro de um império e marcado por perdas que o transformaram, Caio sempre guardou por Bela um sentimento silencioso — profundo demais para ser dito, forte demais para ser enterrado. Agora, ele assume os negócios deixados pelo pai dela… e, sem saber, assume também o risco de colocá-la outra vez em sua vida.

Ao contratá-la, Caio pensa estar oferecendo uma oportunidade.

Mas, na verdade, recebe de volta todas as perguntas que tentou fugir no passado… e uma mulher carregando um segredo que mudará tudo.

Entre eles surge um vínculo proibido, intenso, cheio de feridas abertas e desejos contidos.

Só que um obstáculo retorna do passado: o ex-noivo de Bela. Obcecado, possessivo e incapaz de aceitar a perda, ele fará de tudo para destruí-la novamente — e arrastar Caio junto.

Porque quando amor, poder e obsessão se cruzam… ninguém sai ileso.

Bela precisará descobrir sua força.

Caio precisará escolher seu lado.

E o verdadeiro imprevisto do amor pode ser exatamente aquilo que ambos sempre temeram — e sempre precisaram.

Um romance dark, emocional, carregado de reviravoltas, tensão, vulnerabilidade e uma chama que nasce onde menos se espera.

E que pode mudar todos os destinos.

chap-preview
Free preview
O DIA EM QUE TUDO RUIU
Bela sempre achou que o amor dela morreria de velho, não de vergonha. Era para ser um dia comum. Um daqueles dias em que o brilho do anel no dedo trazia mais segurança do que dúvidas. Ela saiu cedo do trabalho, segurando o envelope onde guardava os convites do casamento. A data estava marcada, os padrinhos escolhidos, a casa nova quase pronta. Só faltava entregar o último convite: o da amiga que ela mais confiava. Mas antes, decidiu passar no apartamento do noivo. Surpresa. Ele ia amar. Ou ela pensava isso. O prédio estava silencioso, o corredor também. Quando Bela encostou a chave na porta, algo dentro dela apertou. Uma sensação estranha, incômoda, quase como se estivesse entrando em um lugar que já não a reconhecia. Girou a maçaneta devagar. O primeiro som que ouviu não foi a voz dele. Foi um gemido. Feminino. Baixo. Marcado. Desrespeitoso. O coração dela bateu torto — um erro, uma falha no sistema emocional. Ela congelou na porta, o envelope dos convites escorregando da mão, caindo no chão sem fazer barulho. Outro gemido. E a voz dele: — Isso… assim… O noivo dela. O homem com quem ela prometeu dividir a vida. Os passos dela foram automáticos, como se o corpo não aceitasse o que o cérebro já sabia. Andou até o quarto, empurrou a porta apenas com a ponta dos dedos e viu tudo. Daniel estava ali, o corpo sobre outra mulher, movimentos intensos, sem culpa, sem medo, sem amor por ninguém além de si mesmo. Ela soltou o ar em um sobressalto. A mulher olhou. Daniel virou o rosto, surpreso demais para disfarçar. E Bela entendeu naquele instante: Era isso. Era real. E não tinha volta. — Bela… — ele murmurou, como se o nome dela fosse um inconveniente. Ela não gritou. Não bateu a porta. Não fez escândalo. A dor dela foi silenciosa, sufocante, violenta demais para fazer barulho. — Eu… posso explicar — Daniel tentou, sem sequer cobrir o corpo. Bela apenas piscou. Uma vez. E disse três palavras que quebraram os anos de relacionamento: — Não precisa explicar. Virou de costas, pegou o envelope rasgado, a dignidade partida e saiu do apartamento sem olhar para trás. Não havia como olhar. Se olhasse, cairia. A porta bateu. E com ela, a antiga vida de Bela morreu. Os minutos seguintes foram um borrão de lágrimas e respiração curta. Ela caminhou pelas ruas como se estivesse em um mundo que não pertencia mais a ela. Tudo pulsava. A dor, o choque, a sensação de ser estúpida demais para não ter visto antes. A verdade queimava: Ele nunca a amou. E ela planejou uma vida com ele. De repente, o nojo tomou o lugar da tristeza. Um nojo quente, corrosivo. O anel no dedo parecia pesar toneladas. Bela o arrancou e jogou em uma lixeira qualquer, sem nem olhar onde caiu. O celular vibrava sem parar. Daniel chamando. Daniel insistindo. Daniel desesperado não por perdê-la — mas por perder a imagem perfeita de noivo que ele gostava de exibir. Ela desligou o aparelho e continuou andando. Sem destino. Só queria sair dali. Sair de si mesma. O orgulho tinha sido quebrado. O rosto dela ardia. A alma sangrava. E tudo o que ela queria era sumir. Duas horas depois, já sentada no banco de um ônibus, com uma mala improvisada no colo, Bela tomou a primeira decisão que realmente era dela em anos. Ela iria embora. Longe de tudo que lembrava Daniel. Longe do casamento destruído. Longe da traição que não sairia da cabeça tão cedo. Uma nova cidade. Um começo do zero. Mesmo que começasse quebrada. A viagem durou horas. Bela não dormiu um segundo. Só encarava a janela, vendo a estrada se transformar em borrões de luz. Em um momento, tentou chorar de novo — mas não havia mais lágrimas, apenas um vazio incômodo no peito. Quando chegou ao destino, o sol estava nascendo. Irônico, considerando que dentro dela tudo estava escuro. Ela alugou um quarto simples na pousada mais barata que encontrou e dormiu por duas horas, antes que o barulho do próprio telefone a acordasse. Mais mensagens de Daniel. “Precisamos conversar.” “Você está exagerando.” “Eu posso explicar.” “Não faça drama.” “Volta pra casa.” Bela apagou todas. Respirou fundo. Tentou não pensar no rosto dele. Não pensar nos planos. Não pensar na vida inteira que ela achou que tinha construído. Mas o corpo dela tremia, por dentro e por fora. Foi no fim daquele dia que ela decidiu que precisava sair do quarto. Caminhou até a farmácia mais próxima para comprar algo para dor de cabeça, porque tudo latejava — o corpo, a mente, os sentimentos. Na fila, enquanto esperava, ouviu a atendente perguntar: — Alguma coisa mais? E sem razão nenhuma, algo pulsou dentro dela. Uma onda de enjoo súbita. Um m*l-estar que fez sua pele gelar. — Você está pálida — disse uma senhora atrás dela. Bela segurou o balcão. A atendente empurrou um copo d’água. E a senhora completou, direta, simples: — Você está com atraso? Bela piscou. O coração dela parou. Atraso? Sim. Ela estava com atraso. Quase um mês. O mundo ao redor pareceu encolher. A respiração ficou presa. O chão pareceu subir. A atendente viu a expressão dela e colocou um item sobre o balcão, sem pedir nada: Um teste de gravidez. — Acho que você deve levar — disse, com voz suave. Bela pagou sem olhar. Voltou para a pousada em passos rápidos. Entrou no quarto tremendo. E quando finalmente se trancou no banheiro, com as mãos frias, o coração descontrolado e o passado colapsando dentro dela, fez o teste. O resultado apareceu antes do que ela esperava. Duas linhas. Claríssimas. A vida dela desmoronou pela segunda vez no mesmo dia. — Não… — ela sussurrou, em choque. Mas era. Era real. Ela estava grávida. Grávida do homem que acabou com ela. Grávida do noivo infiel. Grávida justo agora, quando ela fugiu, quando ela queria apagar tudo que tinha vivido. Sentou-se no chão frio, abraçando os joelhos. E chorou de novo. Não de tristeza. Mas de medo. Um medo tão intenso que pareceu cortar o ar. Sozinha. Sem apoio. Sem dinheiro. E com um bebê. — O que eu vou fazer?… — a voz saiu baixinha, quase um pedido para que alguém respondesse. Mas não havia ninguém. O silêncio respondeu por ela. E foi então que a terceira coisa aconteceu naquele dia — não tão forte quanto as outras, mas definitiva: dentro dela, a ideia de voltar para casa simplesmente deixou de existir. Ela não voltaria. Não por Daniel. Não por nada. Aquele bebê mudava tudo. E naquele instante, sem saber que o destino estava redesenhando sua vida inteira, Bela decidiu que recomeçaria. Sozinha. Ferida. Assustada. Mas viva. Sem imaginar que, em alguns dias, encontraria um homem que sempre a amou à distância — Caio Bismarque — e que a vida que crescia dentro dela mudaria não só seu caminho, mas o dele também. E que o verdadeiro imprevisto do amor estava apenas começando.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

De natal um vizinho

read
13.9K
bc

O Lobo Quebrado

read
121.8K
bc

Amor Proibido

read
5.4K
bc

Primeira da Classe

read
14.1K
bc

Sanguinem

read
4.3K
bc

Meu jogador

read
3.3K
bc

Kiera - Em Contraste com o Destino

read
5.8K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook