A reunião deixa-me desconfortável, ainda mais depois do beijo do Caio. Aquele homem não sabe como ir devagar ou envergonhar, diz e faz coisas que me tiram da minha zona de conforto, me coloca em apuros e me faz pensar em situações em que ambos nos encontramos sem roupas.
Eu n**o várias vezes remover essas ideia da minha cabeça.
Mas por quê? Eu gosto. Eles parecem excitantes.
Minha consciência grita me envergonhando.
Minhas bochechas ficam avermelhadas do calor que sobe, não só devido aos meus pensamentos impuros, mas devido à memória daquele beijo, que se Jadson não entrasse, eu não sei como terminaria. Após aceitar o almoço, Caio me beijou novamente com grande paixão, eu recebi sem dizer uma palavra e devolvi o mesmo que ele me deu. Não posso negar que gosto daquele homem desde que as portas do elevador se abriram e deixaram-no ver. Em sua juventude, ela era bonita, não importa o quanto é ela não percebeu isso porque estava cego por um certo i****a.
Não nos lembremos do i****a, por favor.
Peça a minha consciência.
— Senhores, vocês me ouvem? — Eu ouço Caio investigar abruptamente.
Eu olho para ver o que acontece e cinco pares de olhos estão em mim, Jadson, e o resto dos homens nesta sala de reuniões e Caio com seus amigos. Aparentemente eu fiz alguma coisa, já que eles continuam me vendo e eu começo a ficar alarmada.
— O que se passa? — Pergunto querendo sair do momento embaraçoso.
— É isso que quero saber. — Rosna, o meu chefe entre os dentes.
— Desculpe-me, Caio. — Um deles é o mais novo, ela fala. — Como não notar, sua secretária. — Eu fecho meus olhos com arrependimento.
Não é que eu não goste de um elogio, eu simplesmente não estou acostumado e não sei como agir. Também pelo que vejo Caio, ele não gosta que eu flerte, porque este jovem é o que ele está fazendo, aparentemente o meu chefe está com ciúmes ou algo assim.
— Não, você nos disse se nome, você poderia dizer? — Perguntar e depois eu. — Qual é o seu nome? — Confusa piscando.
— Bela! …
— Desde quando é que o nome da minha secretária lhe diz respeito? — Caio corta as minhas palavras a responder num rosnado.
— Desde que há uma mulher muito jovem na posição da sua mãe. — De repente viro a cara.
Eu não sabia que sua mãe era a secretária de seu falecido pai, acho que vendo como Caio o mata lentamente com os olhos.
— Não é pecado perguntar como se chama. — Continue a falar. — Agora sei como chamar quando te convido para jantar. — dá-me um sorriso de paquera.
Este homem não tira os olhos de mim, além disso, ele me devora com isso. Ele não tem vergonha, é que todo mundo em Chicago é assim? Caio é, este também e Jadson não está muito atrás, eu o vi ver as mulheres que andam por este edifício.
— Não…
— Agradeço a dica, mas não estou interessada. — Antecipo-me a responder antes que Caio nos deixe em evidência. — Ele é muito gentil.
Não faço ideia de onde tenho coragem para responder, acho que é o medo que sinto se alguém descobre haver algo entre mim e o Caio. Não quero que falem de mim. Não gosto de andar na boca de toda a gente, exceto por um escândalo no escritório.
— Já ficou claro para você? — Caio não parece pensar o mesmo que eu.
Ou não pensa.
Estou deixando mais por causa do que minha consciência diz.
— Perder a batalha não significa ser derrotado. — Isto diz para ele e para mim.
— Haverá outra oportunidade. — Garante muita autoconfiança.
— Por favor, continue. — Jadson interrompe a batalha de olhares entre o conquistador e James.
(...)
A reunião continua sem grande barulho, pelo menos eles não se concentraram em mim novamente. O que eles verem mais é o que Caio estipula, que suas facções não gostam. No entanto, eles mantêm o direito de expressar uma opinião em excesso, eles não podem fazer nada, têm a maioria das ações e eles só têm que concordar ou vender suas partes, que ele quer comprar. É deixado claro.
— Você realmente vai comprar suas ações? — Jadson fala entrando no escritório de Caio.
— Sim. — Responde afiada. — Não quero ver as suas caras, se lhes der o dobro por elas vou. — o seu amigo pisca confuso.
— Em que ponto você decidiu? Você não me disse. —Cruza os braços.
— O que se importa com o que eu faço? — Continua a responder de más maneiras, a andar atrás da sua secretária.
— Preocupo porque sou teu amigo, estou aqui para te ajudar, posso muito bem-estar nos meus assuntos. — Rosna em resposta. — Não sou um dos teus empregados, seu i****a.
— Bem, eu estou sobrando nesta discussão. Eu iria, só meu chefe disse que deveria falar comigo, então continuo vendo como eles se desafiam com meus olhos.
— O que te fez tomar essa decisão precipitada? — Jadson insiste em saber e até eu já estou curioso.
Eu mato ele e o literal, eu acho que vendo como Caio me dá uma olhada curta, não é mais do que um segundo, mas é o suficiente para seu amigo me ver. Ele abre a boca em um O perfeito e começa a negar com um sorriso, a ponto de rir. Ele ri e eu quero matar o Caio.
O que quer dizer comigo?
Quero saber mesmo.
Minha consciência suporta minha dúvida.
Você faz isso por ciúme — Jadson para de rir andando em direção à mesa. — Você não quer que ninguém tenha um acordo com ela. — me aponta.
Estou em silêncio pensando sobre a semelhança que tem com Douglas e eu não gosto disso. Pode ser diferente, porém o final é o mesmo, me mantendo isolado de todos e não agradável.
— Sim. — Caio confirma as nossas suspeitas. — Não pensei nisso, agora que o faço, não vou concordar em comprar.
— Você vai me deixar louca. — Seu amigo agarra a cabeça com as duas mãos. — Explique para mim.
— Não consigo, tenho um almoço. — Levanta-se. — Vamos lá? — Vê-me diretamente.
— Agora? — Piscar confuso.