Capítulo 14

1121 Words
Fico perplexo quando ele fica desconfortável e se afasta de mim, privando-me de sua proximidade. Ele acomoda seu terno e me dá uma olhada de lado que me faz reagir. Eu me viro de repente, deixando minhas costas coladas à porta e respirando um pouco áspera. Eu coço meu pescoço nervosamente, sem saber o que dizer. Muitas emoções juntas para uma pessoa, eu acho sobrecarregado. — Diga alguma coisa. — peça sem me ver. — Concordo. — Já não penso nisso. — Como? — até ele ficou surpreso. — Que eu concorde em ser sua secretária, Caio. Aceito porque preciso, sei que posso me virar sozinha, porque não quero voltar para Califórnia e voltar com Douglas, só se não for, a maldita Ana. Quero uma oportunidade aqui e o Caio quer dar-ma, por que recusar? Por que o homem tem outras intenções por trás de sua ajuda? Minha consciência já desconfia até mesmo de uma sombra. — É a melhor decisão que tomou. — declara Caio com um sorriso de orelha a orelha. Não sei se é, a melhor opção, espero não me arrepender num futuro próximo. Outro erro na minha vida que eu não acho que possa superar. Para um fracasso em superar Douglas e sua traição, eu começo a acreditar que eu nunca vou. Vou sair do prédio do Caio à procura de um táxi. Meu novo chefe me disse que vou começar amanhã, que por hoje eu tenho o dia de folga, eu aprecio o gesto, eu não estou acostumado a ser benevolente comigo, sempre houve ordens que eu deveria executar e cumprir, por Douglas e meu ex-chefe. Eu sempre fui submissa, não gosto de discutir ou confrontar situações que saem das minhas mãos, ela se esquivou dos problemas, É por isso que fugi de Califórnia e estou em Chicago. Eu não sei como parar de chorar em uma discussão, ser sensível não é bom. A coisa r**m é que você não fez e se respeitar, não que você é sensível. Corrige a minha consciência. Gostaria de refutar, mas sei que tem razão. Estou prestes a procurar o táxi quando uma onda de frio perfura meus ossos, fazendo-me notar o meu erro, esqueci minha jaqueta no escritório de Caio. Acabei de assinar o contrato e fugi daquele homem que parecia me devorar com os olhos. Volto para o prédio e vou buscar o meu casaco quando ouço como o celular soa, paro e levo nas mãos para ver quem é, um número que não conheço. Espero que não seja o Douglas, embora não possa ser ele, não tem este número! — Olá, quem está falando? — Múrmuro um pouco suspeito. — Bela — Eu conheço essa voz. — Por favor, não desligue! — imploro. — Deixe-me falar, amor, por favor. — Implora novamente. Meu coração dói demais, pois toda vez que ouço a voz do homem que amei desinteressadamente, que lhe dei minha vida em suas mãos, que deixei fazer o que ele quiser comigo. Permiti tanto perder para me pagar com traição. Com os pedaços de uma vida quebrada e eu me atrevo a falar. — Como tem o meu número? — Irritante rosnado. — A Tua mãe, ela quer que sejamos como antes. — Meus olhos se abrem e com certeza ela falou da gravidez. — Desiste, fica com à Ana? — Silêncio é o que recebo. — Por quatro anos ou mais. — Já não sei há quanto tempo o meu rosto foi visto. A Total são amigos de antes de o conhecer. — Ana exagera, mente. Juro que não… — Não importa se foi naquela noite em que te encontrei fodendo com ela ou mil vezes mais, e se estiver interessado é que me traiu, Douglas. — Lágrimas acumulam nos meus olhos. — Você quebrou a minha confiança, você destruiu o amor que eu tinha por você e eu lhe asseguro que nada do que você diz ou faz vai compor o que você quebrou com tanto esforço. — Desculpe princesa — Novamente as arcadas me atacam. — Vamos conversar, eu posso ir até você e… — Não jamais entendeu? — Me dá uma segunda chance, por favor? — Está atrasado, Douglas a Bela não existe, mas por tua culpa que não sabe comer uma b****a só e naquela noite em que te encontrei com a Ana, ela já não existe. Fica com a tua namorada e deixa-me em paz o que fez comigo já não basta deveria ter pensado antes de fazer. — Não, por favor. — Cortei a chamada. — Sou estúpida, como não percebi o que ele era antes? Estúpida, estúpida. Eu insulto a mim mesmo, deixando toda a raiva fluir. As noites inteiras chorando na banheira ou as tardes enchendo meu estômago com sorvete e assistindo filmes tristes não foram suficientes para liberar toda a dor dentro de mim. Nem todos os insultos ou golpes que ele me dá serão suficientes para acalmar minha alma dilacerada pela tortura que sinto. — Você não é estúpida, um pouco ingênua e muito pura, mas não estúpida. — Eu ouço uma voz profunda atrás de mim. Eu me viro e encontro James com meu saco na mão, acho que vou para baixo para trazê-lo para ele. Eu enxugo minhas lágrimas com a palma da minha mão, eu jogo o telefone na bolsa e sem dizer uma palavra, eu estico minha mão em sua direção para que ela me dê minha roupa. Ele dá-mo e eu imploro para não falar novamente. — Você já sabe? — se esquivou do olhar. — Eu acho que sim. — Desculpe. Tentei dizer há anos atrás… E bem, sabe. Ele e Ana sempre se entenderam muito bem. — Sabia? — De repente virei a cabeça na direção dele. — Sim. Todos nós sabíamos. — lançou uma risada sem humor. — Eu sou a corna dos seguidores, bom para mim. — fecho os olhos deixando cair algumas lágrimas dos meus olhos. — tenho de ir, preciso fazer alguma coisa. — Eu acompanho você. — é rápido em dizer. — O sofrimento sozinho não é bom. — Você vai sofrer comigo? — Eu lancei uma das minhas sobrancelhas. — Você sabe como é partir seu coração? Eu não acho que sim. Caio é muito bonito, ele tem tudo o que uma mulher quer ao seu lado. Depois, há os tolos como eu que olham para um bastardo, homenzinho. — Sim, anos atrás eles fizeram — Eu engulo seco quando o ouvi falar. — E você não sofre apenas quando seu coração se parte, Bela — garante com um olhar triste. — Você também faz isso quando perde um familiar. — Eu abaixo minha cabeça perplexa. — Meu pai faleceu ontem.
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