Sinto que o ar está faltando no olhar penetrante que Caio me dá. Suas pupilas são duas esferas de fogo, a intensidade de seus olhos me fazem soltar seu aperto. Vejo-o aproximar-se um pouco de mim, como se fosse uma presa que persegue. De repente, eu me levanto puxando a cadeira para trás para cortar a tensão entre nos. Ele está aos meus pés, eu o vejo negar, ele levanta a cabeça e me dá um sorriso cheio de malícia.
Se você aceitar, tenha certeza de que este homem irá destruí-la.
Concordo com o corpo ocupado da minha consciência.
Fechei os olhos por um momento e naquele dia, quando ele tentou abrir os olhos, onde eu não queria ouvi-lo, eu o joguei fora, atinja e até ameacei denunciá-lo se não me deixar em paz. Ele queria ser bom para mim, queria me mostrar a verdade do que Douglas era, mas eu estava cega por uma luz que não fez nada além de me levar para uma fossa que eu não poderia sair mais tarde. Não reaja naquele momento e se eu tivesse feito isso hoje minha realidade seria totalmente diferente.
Eu reajo, sim, mas devido ao contato efêmero que sinto na minha bochecha. Um beijo, um beijo pequeno, vindo de lábios macios e cheios. Eu bati meus olhos, um pouco sobrecarregado, conhecendo Caio. Suas esferas brilham ferozmente e um sorriso ganancioso puxa de seus lábios.
— O que acha que vai fazer? — é a única coisa que os meus lábios conseguem libertar.
— Dê-lhe um beijo de amigo.
Não me lembro que estivemos, acho eu. O pouco que eu o vi na faculdade, Caio era um menino submisso e de baixo perfil, ele poderia ter o que quisesse, sua família é uma das mais capacitadas nesta cidade, mas ele preferiu perder suas noites entre os livros de histórias e ficar longe de problemas.
Ao contrário de Douglas, ele adorava ter problemas, mas ninguém mexeu com ele. Dois polos opostos. As poucas vezes que contactei o homem à minha frente foi por engano, nós concordamos com os maiores lugares que eu frequentava até que meu ex decidiu que eu não deveria mais ir, eles.
Não era lugares divertidos e eu rastejo para discoteca onde a maioria do tempo eu passei com enxaquecas, mas foi tudo para agradá-lo.
Não me cansarei de dizer que foste estúpida.
A minha consciência não me dá tréguas.
— Eu não quis ofender você. — Caio fala novamente. — Eu sinto muito.
Não sei o que me causa mais desgosto, beijar ou pedir desculpas por fazer isso. Eu n**o algumas vezes para tranquilizá-lo.
— Você não tem. — formou um sorriso quente nos meus lábios. — Vamos voltar ao assunto deu ser sua secretária.
— Não há muito para lamentar. — O que quer dizer? Eu acho — Precisa de trabalho e eu preciso de uma secretária — os olhos dele brilham de emoção.
Se aceitar, este homem será a tua ruína.
Concordo com a minha consciência.
— Ok, eu só peço formalidades. — Eu pareço um pouco abrupto. — Eu não quero ter problemas aqui.
— Problemas? Com quem?
— Você sabe. As pessoas falam e inventar boatos no qual eu não quero entender Caio? — Fique tranquila!
Um sorriso mais falso do que meu relacionamento com Douglas se forma nos lábios de Caio, acena algumas vezes e se afasta de mim. Ele caminha para o seu ponto de partida, atrás de sua mesa como o chefe que ele é. Pegue a pasta sobre ele e passá-lo para mim, eu levo em silêncio querendo entender o que acontece com ele.
— Esse é o seu contrato. Tudo está estipulado, você pode dar a seus advogados se você desconfiar. Suas horas, o número de horas e dias por semana que eles vão trabalhar, férias, o dinheiro que receberão mensalmente, os benefícios são explicados…
Como chefe, ele é um tirano.
Minha consciência fala comigo novamente e eu concordo com ela.
— Por amor de Deus! — Eu exclamo cortar o seu monólogo estúpida. Seus olhos estão fixos em mim como eu os tinha em qualquer lugar. — Primeiro, eu não tenho advogados, segundo, agora eu não aceito — Eu jogo a pasta na mesa. — Terceiro, Já tenho um i****a na vida, dois não quero. — ligo o meu próprio eixo e ando até à saída.
— Não vou deixar outro homem tratar-me como se fosse um pano de chão outra vez. Eu tive o suficiente com Douglas e seus maus-tratos ou destruição para apoiar outro.
— Que ela é uma mulher boa e sem caráter não dá a ninguém o direito de me tratar como quiser. Estou farto de ser a Bela que todos podem pisar à vontade. Não mais, eu digo para mim mesmo abrindo a porta para sair, quando estou prestes a tirar meu corpo deste escritório a porta fecha abruptamente novamente. Um corpo grande e pesado senta-se atrás das minhas costas, não preciso de me virar para saber que é o Caio, seu perfume e respiração agitada na curva do meu pescoço me avisam.
— Lamento ser um i****a, juro que não sou muitas vezes — murmúrios a fazer as belezas do meu pescoço levantarem-se. — posso ser um tirano como chefe, não vou negar isso, no entanto, com você eu prometo não a machucar mesmo com a pétala de uma rosa. — Eu me sinto fraco em conforme delicado em seu tom.
Coloquei minha cabeça na porta querendo acalmar a tontura que sinto. Eu lentamente viro meu rosto em sua direção, nossos lábios estão a milímetros de distância, alguns tão escassos que com o sopro do vento mais leve eles já estariam juntos. Eu corro através de suas feições, maçãs do rosto, nariz, testa e olhos, aqueles que são a coisa mais sincera que eu apreciei nos últimos tempos me veem de uma maneira estranha, eu não entendo que eles gritam comigo com suas pupilas dilatadas. É que sou demasiado e******o para entender sinais.
— Caio. — músculo atordoado com a sua proximidade.
— Vou tratá-la com respeito e se desejar não haverá confiança, mas não vá. — implora.
Mordo os lábios nervosamente. Caio leva o olhar para a minha boca, solta uma maldição entre os dentes e pressiona seu corpo contra o meu, tirando o fôlego. Hiperventilador para quão dominante este homem é.
Não costura sem fio.
Avisa a minha consciência perdida do prazer que o James nos causa.