— Você exala inocência, como posso não ver a luxúria que dança em suas pupilas? — Eu não paro minhas palavras, muito menos meus movimentos.
Ela me vê com grandes olhos quando eu me movo sobre a cadeira para ficar de lado e mais perto dela. Não encontro nenhuma relutância em seu olhar, longe disso. Ela parece mais disposta do que chateada. Ele morde o lábio inferior com mais força, fazendo-me ousar tocá-lo. Minha mão se move sozinha para a bochecha dela e antes de colocá-la lá, eu olho em seus faróis escuros para uma recusa que não há. Eu termino de colocar minha mão em seu rosto, ela é macia, suave, quente e me excita em excesso.
— Você é tão delicada quanto uma flor de cristal — músculo formando círculos imaginários com o polegar na bochecha. — Eu gosto de você. — escondendo é e******o.
Sua mão repousa sobre a minha, ele corre suavemente e um sorriso forçado se forma em seus lábios enquanto seus faróis brilham com algumas lágrimas acumuladas. Assusta-me vê-la assim, não quero que ela fuja de mim, não agora.
Você a domina.
Minha consciência me repreende. Não é a ideia, o problema é que eu não posso parar, quando se trata disso ele agiu sem pensar.
— Desculpe. — murmura deixando ir.
Não tenho tempo para reagir quando ele abre a porta do carro e sai, fecha-a e corre para o prédio. Eu me dou um golpe mental por agir sem pensar. Bela não é uma mulher que você pode encurralá-la, você deve ir devagar com ela ou ela está imediatamente assustada e faz o que estou vendo.
— Merda! — furiosa comigo.
Eu saio do carro e a sigo por trás acelerando o ritmo antes que ela entre em seu prédio. Ela chega à porta, está prestes a abrir a porta de vidro e minha mão é mais rápida do que ela, eu a pego pelo braço e a faço girar em minha direção, seu rosto bate no meu peito.
Nossa respiração é agitada pela corrida que tomamos. Ele não se atreve a me ver e eu me desespero por não conseguir apreciar aquele olhar inocente que está carregado.
— Desculpa ir tão depressa contigo, sei que tem de dar um passo de cada vez. — Eu levo pelo queixo e faço-a olhar nos meus olhos.
— Eu acho que você sabe mais sobre mim do que eu. — murmura, descansando as mãos no meu peito e tentando guardar algo, que eu sedo, mas não muito. — Caio, não sei o que tenciona, basta parar. — ordens sem forças.
— Você não gosta de mim? — Eu insisto em conseguir algo com isso.
— Não é isso. Eu teria que ser cega para não ver o quão bonito você é.
— Então? — prendeu os quadris, voltando à postura inicial.
Não durou muito para lhe dar espaço.
Envio minha consciência para o silêncio.
— É devido ao Douglas? Contínua com ele e sabe o que ele te fez? — o bombardeamento com perguntas.
— E se depender dele? — Gosto desta faceta desafiadora da sua parte. — tenho todo o direito de amar quem quer que seja, por mais que essa pessoa não me ame. — este último é ouvido num sussurro.
— Você o ama? — coloca o olhar para o meu lado e devolve-o depois de alguns segundos em silêncio.
— Você não ama uma pessoa muito rapidamente.
É verdade o que ela manifesta com tanta dor. No entanto, eu posso mostrar a ela que estava errada, que eu amo erroneamente e que há um mundo esperando por ela para ser comido por mim.
— Um tropeço não é uma queda. Que você escolheu errado significa que você deve fechar as portas para a vida. Há além desse amor cego que você tem — seus olhos continuam fixos em mim. — Se você me deixar, mesmo que eu seja como um bom amigo, pode mostrar o que você perdeu me amando.
— Caio?
— Quer outra coisa, Bela? — Um sorriso malicioso puxa-me os lábios enquanto avermelha a vergonha. — Posso ensinar?
Ela morde nervosamente os lábios novamente, seu corpo vibra sob meus braços. Isso me dá um breve consentimento que me faz levantá-la no ar e nos transformar. Eu trago minha boca mais perto de sua bochecha, colocando no chão e planto um beijo em sua pele lisa. Uma corrente elétrica passa por nós dois, ela dá uma pausa da descarga.
— Como amigos. — esclarecer.
— Como amigos. — Repito com certeza que não vou conseguir cumpri-lo.
Vou ensinar o que Douglas não te ensinou na vida.
E você faz? A que custo?
Minha consciência investiga e eu ignoro isso para me perder em Bela.
Venho à companhia cansada, como se tivesse ficado horas sem dormir, o que é ilógico, já que descanso o suficiente para estar bem hoje, porém aqui estou bocejando como uma morsa, há tantos bocejos que nem consigo respirar.
Eu vejo e você se afoga.
Minha consciência também boceja enquanto zomba de mim.
— Bela, como está? — Dou um tempo quando ouço a voz de um homem muito próximo de mim.
Eu olho para quem me assusta até a morte para conhecer o mesmo assunto do dia anterior, o homem de segurança, a diferença é a sua roupa, ontem ele estava vestindo um uniforme e hoje ele está em um terno preto. Eu escaneo estranhamente da cabeça aos pés.
— Bem, você? — Estendo a mão para cumprimentá-lo.
— Muito bem, obrigado. — Uma resposta sincera é o que recebo.
— O Sr.Caio deve estar à minha espera, já que sou a sua secretária e...
— Bela, você não deve me dar explicações primeiro. — me interrompe. — Segundo, eu sei que foi contratada e finalmente eu sei tudo, sempre, então não desperdice sua energia.
— Tudo? — Eu aro uma das minhas sobrancelhas com medo.
— Sim. Sou a segurança pessoal do jovem Caio, vi-o crescer, posso assegurar-vos que tudo à sua volta já foi investigado por mim. — diz num tom orgulhoso.
— Não que Caio fosse um sol — Eu faço citações com os dedos. — E nós os planetas. — Eu vejo os olhos.
— Você está errado sobre alguma coisa, Caio é o sol nesta empresa, mas você — me aponta. — É o sol em sua vida, então veja onde cada um se vira.
Minha boca se abre em um perfeito O. Estes homens não perdem tempo, vão centenas de quilómetros por hora, tiram-me proveito. Eu não sei como agir nesses casos, é que minha inexperiência é tanto em face das dicas que a única coisa que eles conseguem é me sobrecarregar.
Ontem à noite concordei em ser o "amiga" do Caio e já tenho a equipa dele a dizer que sou o sol dele e que ele gira à minha volta, Em que ponto eu me tornei a esfera de fogo de Caio? Me assusta, demais para o meu gosto. A insegurança me faz voltar alguns passos me fazendo bater com um corpo atarracado. Eu viro meu rosto de repente para me encontrar com olhos curiosos.
— Bela? — nomeia-me tomando as minhas ancas.
— Você é? — Eu fico parado sem saber o que fazer.
— Julio — diz o seu nome como se fosse tirar a venda. — Thompson, amigo de Caio. — os meus olhos abrem — Como tem andado?
— Não tão bem como você — Eu escaneio o rosto dele e estou surpresa que os anos não se passaram. — Você vai me deixar ir? — Eu lhe peço para sair da minha reta.
— Claro que — faz isso rapidamente colocando distância entre os dois. — Desculpe, se Caio sabe que me mata. — Eu viro na direção dele.
— Que coisa? — anexo confuso.
— Nada, ignore — negue algumas vezes. — O Caio chegou? — dei de ombros.
— Não sei, acabei de chegar. — digo- que procura o homem estranho.
Este ainda está na mesma posição, parece uma estátua, divertida, já que carrega um meio sorriso nos lábios. Ele deve estar em seus sessenta anos ou mais, cabelos grisalhos, olhar esverdeado, algumas rugas da idade e altura de Caio ele parece bastante apto de sua idade.
— O jovem já chegou. — rompe com o meu scan.
— Claro! — Julio dá um tapa nele no ombro. — Você soube? — me vê.
— Sim. — Acabei de responder.
Eu começo a andar ao lado de Julio e seguido pelo homem estranho que rouba toda a minha curiosidade. Eu tenho perguntas que obviamente não vou fazer, mas sim morto do que cavar na vida de outra pessoa. Esperamos o elevador em silêncio quando o celular tocar. Fecho os olhos com pesar, já que sei quem ele é, estou farto de me ligar e me atormentar, parece que Aana não lhe dá o que ele precisa ou ela enlouqueceu.
— Você não responde? — Julio fala comigo.
— Não. Quero ter uma manhã tranquila. — dá um olhar de sidestep. — Qual é o seu nome? — Volto para o assunto que é visto a parecer estranho. — Na minha cabeça ele é um agente n***o, mas não posso dizer assim. — aperte os lábios para não rir.
— É como um deles. — Julio começa a rir. — Nos filmes eles protegem alienígenas e ele faz, Caio é um. — lançou uma risada engraçada.
— Hum Julio. — o estranho que agora tem um nome responde-me.
— Bem, Julio, retire a senhora, que odiava — Eu faço careta com os meus lábios. — Bela está mais do que bem.
— Boa sorte com isso. — Julio murmura enquanto as portas de metal se abrem.
— Não é possível, Bela. — Eu franzo a testa e golpeou-o com os olhos. — Terá que se habituar.
Eu vou para o elevador primeiro ignorando completamente, eu não gosto de discutir, eu evito, mas se eu ficar com raiva, mesmo que as pessoas não acreditem e me incomoda que você diga "senhorita", ou que eu era da realeza e eu não gostaria de ser chamado tão cortesmente. O Julio vem comigo e este Joel também. Eu permaneço em silêncio durante a viagem, não tenho nada para lhe dizer. Eu sinto como ambos me veem, sua aparência queima minhas costas.
(...)
A viagem na caixa de metal é tão longa quanto a primeira vez, não sei se é devido ao número de andares ou do silêncio desconfortável que se formou entre os três. Temos o apartamento do Caio, as portas se abrem e eu só coloco um pé do lado de fora quando sou levado pelo braço e arrastado contra um corpo que eu começo a reconhecer por seu perfume de madeira e hortelã.
— Bonita, como está? — é a primeira coisa que ele diz e depois deixa um beijo casto na minha bochecha muito perto dos meus lábios. — Chega cedo.
— Você não perde tempo. — Julio delimita tornando meu corpo tenso.
— Deixe as piadas. — Caio repreende-o.
— Não é uma piada, é a verdade. — é justificado. — Você a viu um dia e já colocou apelidos e a abraça.
É lá que eu percebo que estou muito confortável nos braços de Caio. Eu solto o aperto dele dando alguns passos para longe dele. Ele encolhe os olhos na minha direção e atinge seu amigo.