JASMIN O gosto dele ainda estava na minha pele. No meu pescoço. No meu peito acelerado. Me afastei dele com a respiração descompassada, tentando recompor o mínimo de dignidade que ainda me restava. Meus dedos trêmulos tentavam arrumar os cabelos, ajeitar a roupa, dar algum sinal de normalidade ao que era, por dentro, puro caos. Eu devia dizer que acabou. Que não dá mais. Que ele precisa voltar pra realidade dele, pra família dele, pra mulher que ainda carrega o sobrenome dele — mesmo que seja só por fachada. Mas eu não consigo. Não quando ele me olha daquele jeito. Não quando meu corpo inteiro implora por mais, mesmo que meu coração sangre de culpa. — Jasmin... — ele falou meu nome num sussurro, como se dissesse uma prece. Ou um pecado. Virei o rosto, porque se eu encarasse aqueles

