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1076 Words

Digão 🦂 Assim que entrei em casa, já senti o clima pesado no ar. O silêncio era denso, quase sólido. Um daqueles silêncios que grita. A luz da sala estava acesa, mas o ambiente parecia escuro, sufocado pela energia carregada. Soraya estava parada no meio da sala, os olhos esbugalhados, o peito arfando, e o rosto vermelho de raiva. Suas unhas cravadas nas próprias mãos denunciavam o controle prestes a estourar. Ela não precisava falar — o ódio já estava no ar, escorrendo pelas paredes. — Onde você estava, Rodrigo?! — a voz dela veio em forma de grito, cortando o ar como uma lâmina. — Eu tô falando com você, c*****o! Respirei fundo. Não era a primeira vez. E infelizmente, eu sabia que não seria a última. A loucura de Soraya não tinha fundo, e eu já tava mergulhado até o pescoço. — Na mo

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