Talvez o meu choro silencioso tenha confundido Andre, porque já não sabia se era eu quem o abraçava, ou se era a criança quem me consolava. Mas deixei-me ir, enquanto o braço ferido o segurava contra o meu peito até as lacerações começarem a arder e a doer debaixo das ligaduras; e estendi devagar o braço são na direção de Sasha para lhe tocar na cabecinha. O bebê suspirou no sono e mexeu os lábios, mastigando a própria saliva. Por que é que eu me sentia tão maldita e quebrada? Quebrada na cabeça, no coração, na alma. Não conseguia olhar para eles sem pensar que... Aquilo nem era a minha luta! De soslaio, vi que a porta do meu quarto estava meio aberta e não precisei de muito para reconhecer Alexander, encostado ao batente nervosamente. Virei a cabeça e encarei o olhar dele, sabendo que

