— Isso Heitor, mais forte. — ela pediu enquanto ele se enterrava por inteiro dentro dela, já havia tido dois deliciosos orgasmos, e o próximo estava a caminho, fazendo seu corpo estremecer por inteiro e a pele arrepiar.
— quem diria que com essa carinha de menina, era uma p*****a tão delicioso. — disse Heitor, então deu um tapa forte na b***a de Júlia, o que a fez gemer, então aumentou a velocidade das estocadas e em instantes, chegou ao ápice, seu corpo perdeu as forças e ela debruçou na cama, logo ele a virou e foi sobre ela, lhe tomando os lábios em um beijo sedento. — você gosta dos meus beijos, não é?
— sim...— disse ela, então ele abriu as pernas dela e se encaixou ali, mais uma vez a penetrando, a fazendo gemer. — Heitor...
— que delicia, gemendo tão gostoso, estava sedenta por isso, é bom enfim estar nos braços de um homem de verdade, não é?
— sim. — ela sussurrou, logo teve seus lábios tomados em um beijo intenso.
— Júlia, Júlia. — aos poucos a imagem foi ficando distante, assim como a voz dele, então ela acordou, vendo Jade a seu lado, lhe sacudindo. — Júlia, estava tendo um pesadelo.
— an...estava? — ela questionou, ainda estava meio desligada, buscando ao redor vestígios de aquele sonho pudesse ser real.
— sim, estava gemendo e falando umas coisas que não dava pra entender.
— aí meu Deus.
— Júlia, está tudo bem? — Jade questionou um tanto preocupada.
— sim...sim, que horas são? — ela questionou enquanto deslizava as mãos pelos olhos
— quase sete e trinta.
— eu tô atrasada Jade, preciso ir para o trabalho, já perdi metade do dia ontem.
— tudo bem, fica a vontade, o quarto é seu e pode pegar o que quiser no meu guarda roupas.
— obrigada amiga.
Após se arrumar, Júlia pegou sua bolsa, então saiu do quarto de Jade e seguiu pelo corredor, ao descer a escada e chegar a sala, encontrou com Heitor, de imediato suas bochechas ficaram coradas, não só pelo beijo da noite passada, mas também por conta do sonho erótico que havia tido com ele e desde então, estava rodeando em sua mente.
— Bom dia Júlia. — disse ele, então reparou no rosto dela, em sua feição envergonhada e riu, sabia que ela estava lembrando do beijo da noite passada.
— bom dia senhor Heitor. — ela disse em um tom baixo.
— como se sente?
— é, bom...estou bem. — disse ela gaguejando, o que o fez rir, era diferente para ele aquela reação, era inocente, despretensiosa, natural, nada parecido com nenhuma mulher que já havia beijado.
— do que está rindo? — ela perguntou.
— nada.
— eu vou indo, já perdi metade do dia ontem no trabalho, não posso perder hoje também. — disse ela.
— eu te levo.
— que...você? — disse ela ainda mais nervosa.
— sim, qual o problema? não é a primeira vez que te dou carona. — disse ele e viu o rosto dela corar ainda mais.
— não precisa, eu me viro, pego um ônibus.
— de jeito nenhum, até parece que vou deixar você ir em um ônibus lotado enquanto estou a disposição.
— não quero incomodar senhor Heitor.
— não é incômodo algum, já está pronta?
— sim, mas...
— sem "mas" não aceito não como resposta.
— tudo bem. — disse ela em rendição.
A caminho do trabalho de Júlia, ela estava em silêncio, balançava o pé sem parar e apertava os dedos, ele estava de olho em tudo aquilo, era claro que estava nervosa, e aquilo elevava seu ego, mesmo que não tivesse a intenção de repetir aquilo, Júlia era a melhor amiga de sua filha e a respeitava muito, além disso, achava Júlia uma garota muito jovem, e nunca havia estado com nenhuma de sua idade. Quando chegaram a livraria a qual Júlia trabalhava, Heitor estacionou o carro, rapidamente desceu do mesmo e antes que pudesse abrir a porta para sair, ele abriu demonstrando seu cavalheirismo, ela sorriu sem graça e agradeceu.
— obrigada e obrigada pela carona, até logo.
— não vou agora. — disse ele.
— não? — ela questionou sem entender.
— vou ficar aqui até que a loja abra e você possa entrar, não vou correr o risco de te deixar aqui e aquele babaca do seu ex aparecer e te agredir novamente. — ela o olhou de forma agradecida e sorriu, estava se sentindo segura.
Na calçada ao lado de Heitor, Julia esperava que o dono da loja chegasse para abri-la, já era um tanto tarde e ela já estava estranhando, mas então, ele surgiu ali e direcionou a Júlia, um olhar desgostoso.
— Júlia, o que faz aqui? — questionou o dono do estabelecimento.
— vim trabalhar senhor Mendes.
— sinto muito Júlia, mas você não trabalha mais aqui. — disse ele sem rodeios.
— o que? mas o que eu fiz? — ela questionou com lágrimas nos olhos, precisava daquele emprego, apesar de ser bolsista na faculdade onde estudava, precisava do salário para arcar com o restante das despesas, como materiais e transporte, também ajudar nas despesas de casa.
— você não fez nada, sempre foi uma ótima funcionária.
— então por que vai demiti-la? — Heitor questionou sem compreender.
— ontem após a confusão aqui em frente, seu namorado veio aqui e destruiu minha loja, quebrou computador, rasgou livros, atirou o que encontrou pelo chão, prestei queixa na polícia, mas a justiça é falha e sei que isso não dará em muita coisa, também sei que se você estiver aqui, ele vai voltar, não posso me dar ao luxo de ter minha loja destruída mais uma vez, sinto muito.
— por favor, eu preciso do emprego. — ela disse com a voz embargada.
— imagino Júlia, mas não posso mesmo.
— Júlia, venha. — disse Heitor de forma compreensiva, então a segurou pelo braço e saiu a guiando até o carro, ao lado do mesmo, a abraçou. — vai ficar tudo bem Ju.
— não vai Heitor, preciso do emprego, como vou arcar com as despesas da faculdade? como vou ajudar minha irmã em casa?
— eu posso te ajudar, não se preocupe com isso.
— Heitor, não é sua obrigação.
— Júlia...
— você pode me levar pra casa? — ela pediu em meio a lágrimas.
— claro. — ele a libertou do abraço, então abriu a porta do carro para ela, que logo entrou e se encolheu no banco.
Por todo o trajeto até a casa dela, tudo que ela fez foi chorar em silêncio, Heitor estava preocupado, lhe doia vê-la daquela forma, mas não podia fazer muito. Quando enfim chegaram a casa dela, Júlia tinha a cabeça baixa, com o rosto entre as mãos, Heitor direcionou seu olhar a casa, então pôde ver a porta quebrada e vários dos pertences atirados na calçada
— Júlia...sua casa, o que houve? — ele questionou de forma preocupada, ela levantou a cabeça e ao ver a situação, saiu rapidamente do carro. — Júlia, espere, quem fez isso pode ainda estar aí. — ele disse enquanto saiu do carro, mas ela não parou, adentrou na casa, e ele, para protegê-la a acompanhou, então o choque veio, na sala, o sofá inteiramente rasgado, a TV quebrada e a mesinha de centro, em vários cacos. — oh Deus, Júlia, cuidado, tem muitos cacos de vidro. — alertou ele.
— foi ele Heitor, só pode ter sido ele. — ela seguiu para a cozinha, lá também não havia restado nada inteiro, fogão amassado, geladeira quebrada, panelas destruídas, tudo que haviam lutado para conquistar, o que foi para Júlia e para irmã por muito tempo um sonho, a casa própria, mesmo que pequena e humilde, agora estava tudo destruído, em pedaços.
— Júlia, vamos sair daqui, isso não está te fazendo bem. — disse ele de forma preocupada enquanto a via cada vez mais desesperada.
— não Heitor, eu preciso ver o resto da casa. — disse ela, caminhando pelo corredor, viu que nem mesmo o banheiro havia escapado e ao entrar no quarto que dividia com a irmã, se deparou com mais destruição, os colchões rasgados, o guarda roupas e as roupas destruídas, assim como a escrivaninha, ao lado da mesma, uma montanha de papéis, ao ajoelhar ao lado da mesma, se deu conta de que eram seus livros e cadernos da faculdade, livros esses que mesmo usados, haviam custado dois meses de seu salário. — ele destruiu tudo, tudo. — ela disse em desespero, não podendo mais vê-la daquela forma, Heitor a agarrou pelo braço e a puxou fazendo levantar.
— venha Júlia, você precisa se acalmar, isso está te fazendo m*l. — ela completamente desnorteada, apenas assentiu, então saiu junto a ele, mas no corredor se depararam com algo que não haviam visto ainda, na parede, uma ameaça pixada "se não ficar comigo, não ficará com mais ninguém, juro" Júlia sentiu suas pernas falharem, mas Heitor a segurou, então a pegou no colo e saiu a levando em direção ao carro.