Pov Luiza
" O que é proibido é mais gostoso, é da natureza humana querer o que não podemos ter e nem fazer..."
Meu nome é Luiza Alvares tenho 18 anos e sou a filha do presidente, isso poderia ser legal se não fosse um saco, uma prisão cheia de protocolos onde eu não posso nem ir no banheiro sozinha, eu cresci no mundo politico, antes do meu pai ser o presidente ele foi Governador, deputado, então eu nunca tive liberdade pra ser eu mesma e agora era pior ainda.
Minha mãe fazia tudo que meu pai mandava sem questionar, era uma boa mulher de politico e eu tinha uma irmã mais nova Sófia que tinha 10 anos então ela não sabia muita coisa, eu tinha apenas minha prima Eloa que cresceu comigo e vivia as mesmas coisas que eu pelo seu pai ser irmão do meu pai, então ela meio que me entendia seu pai era Governador de Washington.
Na faculdade eu pensei que teria mais liberdade mas eu estava enganada, por onde eu andava tinha alguém me seguindo um segurança, eles queriam me prender no dormitório, claro que eu não aceitei isso e acabei fugindo muitas noites com a Eloa, tanto que os seguranças não aguentaram ficar atrás da gente e pediram pra sair, isso aconteceu duas vezes.
Antes dos novos seguranças chegarem meu pai conversou sério comigo e com a Eloa, ele disse que se eu não me comportasse dessa vez ele iria me tirar da faculdade, meu pai sempre fazia o que eu queria mas dessa vez eu sabia que ele estava falando muito sério quando ameaçou me tirar da faculdade e eu não queria isso.
Eu queria viver um pouco da normalidade mesmo sabendo que seria praticamente impossível, eu queria me divertir, p***a eu tinha 18 anos e nunca tive liberdade de ir na esquina de casa sozinha e eu sabia que nunca iria ter, isso não fazia da minha vida mais fácil, na verdade era um inferno.
Me surpreendi ao ver o lindo rapaz de olhos verdes entrar na sala, ele tinha um olhar dominador, sempre que ele me olhava eu sentia um arrepio diferente na espinha e aquilo não devia ser bom na verdade era muito bom, ele era alto, tinha um bom porte físico e músculos por baixo do terno que usava, seus cabelos pretos curtos em um corte militar deixando eles penteados com gel para o lado e uma barba bonita no rosto.
Melhor foi quando chegamos no dormitório e o Enzo falou que não iria prender a gente desde que a gente falasse a verdade, ele disse que até levaria a gente pra t*****r com alguém se fosse preciso e nessa parte ele me ganhou, diferente dos outros ele parecia entender eu e minha prima e isso era o que eu mais queria.
Quando entrei no quarto Eloa me seguiu deitando na cama com um sorriso.
- Parece que a gente tirou a sorte grande - ela disse piscando pra mim, sorri me sentando na cama.
- Pelo visto não vamos ter problemas com eles - falei, Eloa se sentou na cama e mordeu os lábios.
- O loiro é tão lindo - falou acabei pegando uma almofada pra jogar nela que gargalhou - O que? Pensa que eu não vi você olhando pro de olhos verdes? - ela disse, suspirei.
- Ele é lindo - falei pra Eloa que sorriu mais.
- Você tem que baixar esse fogo - ela disse mordi os lábios.
- Se ele quiser, ele pode fazer isso - falei fazendo ela gargalhar.
Eu estava falando aquilo na brincadeira mas se o Enzo quisesse eu também iria querer, eu sempre fui muito resolvida em relação ao que eu quero e com quem eu quero ficar, se eu me sentir atraída por uma pessoa eu vou lá e fico, eu faço o que eu quero.
No dia seguinte acordei com a meu celular despertando, gemi em desespero por não querer acordar mas eu sabia que tinha que fazer isso pois precisava ir pra aula, me sentei na cama com dificuldade até tomar coragem para me levantar e tomar um banho rápido ou eu iria chegar atrasada.
Vesti roupas simples calça jeans, camisa preta e sapato, deixei meus cabelos soltos mesmo, quando cheguei na cozinha dei de cara com o Enzo em pé com uma xicara de café na mão, ele estava vestido com um terno completamente preto e seus cabelos estavam penteados perfeitamente com gel, seus olhos estavam claros naquela manhã o que deixava ele mais lindo ainda.
- Bom dia - falei pra ele indo até a cafeteira para pegar café também.
- Bom dia - ele disse, sua voz era tão poderosa.
Tomei um gole de café e estava muito bom, olhei pra ele que me analisava.
- Você que fez? - perguntei, Enzo assentiu ainda sério - Está muito bom - falei pra ele que deu um pequeno sorriso torto o primeiro que eu vi no seu rosto, era um lindo sorriso por sinal.
- Obrigado - disse apenas.
- Merda - ouvi alguém dizer na sala, era a voz da Eloa.
Fui até a sala vendo ele colocar os sapatos toda atrapalhada de forma rápida o que em fez rir, Renan estava sentado no sofá vestida como o Enzo vendo toda a cena da minha amiga desesperada colocando os sapatos, as vezes ele abria um sorriso, Eloa estava atrasada.
- Vocês ficam ai me olhando em vez de me ajudar, que inferno - ela disse ficando em pé e isso me fez rir.
- Ninguém manda não levantar quando o celular toca, já aprendi isso - falei pra ela que me olhava incrédula.
- f**a-se - falou indo pra cozinha correndo.
- Vamos ou você que vai chegar atrasada - disse Enzo aparecendo da cozinha olhando seu relógio no pulso, olhei pra ele erguendo uma sobrancelha.
- Sabe quais são meus horários? - perguntei estreitando os olhos, Enzo suspirou.
- Eu faço meu dever de casa que é saber pelo menos as aulas de quem eu estou protegendo - disse olhando o relógio de novo - Calculando o tempo pra chegar no quarto prédio onde fica a sua sala de estudos da sociedade vamos ter que correr - ele disse me olhando com um sorriso irônico no rosto.
- Mas que filho da...
- Olha a boca mocinha - ele disse me interrompendo.
Estreitei os olhos encarando ele incrédula, Enzo era um filho da p**a mesmo mas eu não podia ficar ali xingando ele ou chegaria atrasada na aula, eu já tinha perdido muitas aulas, eu tinha que me recuperar ou meu pai iria surtar com as minhas notas sendo que eu prometi que iria estudar de verdade pra ele não me tirar da faculdade.
Enzo me seguiu pelo campus tivemos até que correr no final chamando atenção mas não éramos os únicos correndo pelo lugar atrasados, na verdade eu estava atrasada o Enzo só estava me seguindo como um cão de guarda, quando finalmente chegamos na sala o professor me deixou entrar por um minuto, Enzo ficou lá no fundo da sala.
Ele podia entrar em qualquer sala comigo, nas aulas, andar pelo campus sem ser importunado, inclusive pode andar armado ele provavelmente está, como Enzo meu segurança tinha acesso a tudo, os alunos já tinham se acostumado com a minha presença mas no começo era horrível ter eles me olhando o tempo inteiro, inclusive a segurança da faculdade aumentou em 30% com a minha chegada, tinha mais seguranças no campus mas o Enzo era o meu particular.
Tentei prestar atenção na aula, eu precisava melhorar minhas notas antes de acabar o primeiro semestre até agora eu só tinha tirado notas medíocres e os professores já deixaram claro que não iriam aliviar mesmo eu sendo a filha do presidente, muito pelo contrario eu sentia que eles pegavam mais no meu pé por isso.
Eu estudava obviamente ciências politicas na mesma universidade que meu pai estudou na melhor do país que é Harvard, meu pai sempre falava do privilegio que eu tinha e da oportunidade que o país tinha dado para um filho de imigrante como ele vindo de Cuba se tornar presidente.
Meu pai era um homem bom, ele realmente se preocupava com as pessoas e sempre tentava fazer o melhor para o país, as vezes minha mãe falava que ele amava mais o povo do que a própria família e em certos momentos eu acho que ela esta certa, não que meu pai não me de amor, ele é carinhoso mas ele é ausente muitas vezes por causa do trabalho.
Depois de três aulas finalmente estava na hora do almoço eu estava precisando porque eu só tinha tomado um café, Enzo estava o tempo todo ao meu lado, isso podia me irritar mas no final das contas eu já tinha me acostumado a andar com um encosto ao meu lado desde pequena, eu sempre tive alguém me acompanhando, me seguindo por onde eu ia.
Fui até o refeitório do prédio do meu dormitório onde estava sendo servido o almoço, nada ali era de graça tudo tinha que ser pago por isso estudar aqui era caro, a comida no restaurante dos dormitórios era incluída na mensalidade paga por mês, tinha sempre café, almoço e janta, fora que os alunos podiam cozinhar em seus apartamentos mas normalmente era melhor comer aqui.
Observei o prato do Enzo que se sentou na minha frente pra comer também, ele tinha pego só coisas leves e saudáveis, eu não sabia onde estava a Eloa e o silêncio estava me incomodando um pouco, eu queria saber um pouco mais sobre o homem na minha frente, ele parecia sempre tão fechado.
- Como veio parar na segurança da Casa Branca? - perguntei pra ele quebrando o silêncio.
Enzo levantou o olhar do seu prato para o meu rosto, seus olhos verdes sempre eram muito intensos, ele tomou um gole do seu suco enquanto eu estava tomando refrigerante.
- Quer me conhecer? - perguntou estreitando os olhos, dei de ombros.
- O senhor sabe até quantas vezes eu vou no banheiro por dia, quero pelo menos saber quem é o homem que vai ficar me seguindo pelo resto do semestre - falei pra ele, Enzo ergueu uma sobrancelha.
- Fiz parte das forças especiais da policia, me alistei no exército, servi 2 anos no Iraque, voltei tem 5 meses e recebi uma proposta de trabalhar na Casa Branca e aceitei, precisava de um pouco mais de calma na minha vida mas eu ainda faço parte do exército - ele disse.
- Nossa muita coisa, o senhor parece ser tão jovem - falei, Enzo deu de ombros colocando um pouco de salada na boca mastigando com calma na sequencia limpou a boca com guardanapo.
- Tenho 25 anos, quando você tem que aprender a se defender desde cedo você fica bom em certas coisas que levam a outras - ele disse devagar, Enzo parecia ser bem centrado em tudo que fazia.
Não sei se entendi certo mas o Enzo estava falando que ele sofreu de alguma forma quando era mais novo e teve que aprender a se defender.
- Por isso a Esther te chamou de Sargento e não Agente - falei pra ele que assentiu - Ainda esta ligado ao exército por quanto tempo? - perguntei interessada.
- 2 anos - falou, fiz uma careta.
- Muito tempo, eles ainda podem te chamar para qualquer missão não é? - perguntei.
- Sim eles podem mas por enquanto estou meio que blindado trabalhando pro governo diretamente - ele disse.
Eu iria abrir a boca quando vi o Raul se aproximando da mesa com seu amigo Harry se aproximando de mim, Raul era alto, forte, tinha cabelos castanhos volumosos e olhos castanhos claros, Harry era um pouco mais baixo que o Raul, Harry tinha cabelos castanhos eram maiores que o do Raul, ele tinha um corpo um pouco mais magro também, seus olhos também eram castanhos.
- Luiza esta de volta - disse Raul ao chegar na mesa me fazendo dar um pequeno sorriso.
- Tinha que voltar né - falei, ele piscou para mim Raul foi uma das minhas transas em Harvard, tinha mais 1 garoto em uma festa 3 semanas atrás.
- Vejo que voltou com uma nova companhia permanente - ele disse olhando pro Enzo que encarava ele com a cara mais fechada.
- Harry e Raul essa é meu novo segurança a Sargento Domingues - falei apresentando eles.
- Seu pai foi longe agora - disse Harry fazendo piada.
- Acho que preciso ser supervisionada por Super Agentes - falei fazendo eles rirem mas o Enzo estava sério o tempo todo.
- Estou aqui para convidar você pra ir em uma festa hoje lá na nossa fraternidade - Raul disse sorrindo.
- Claro que eu vou - falei pra ele fazendo ele sorrir.
- Ótimo vou te esperar em - disse piscando.
Raul se aproximou beijando meu rosto e o Harry fez o mesmo, eles se despediram do Enzo com uma aceno com a mão que foi respondido por ele com uma aceno de cabeça, voltei a comer, o resto do almoço foi silencioso.
- Vai me liberar pra ir na festa ou vou ter que pular a janela? - perguntei pro Enzo que tinha terminado seu almoço.
- Vou com a senhorita, prefiro saber onde está do que ligar pro presidente falando que perdi a filha dele - falou me fazendo rir.
- Eu vou beber, vai me impedir? - perguntei encarrando ele.
- Não - falou dando de ombros.
- Se eu for para o quarto de alguém vai ficar na porta me ouvido? - perguntei pra ele provocando, Enzo ficou em pé.
- Só um conselho - ele disse, estreitei os olhos - O tal de Raul tem cara de que fode muito m*l - falou e foi levar sua bandeja até o lixo.
Fiquei boquiaberta com o que ele disse, depois abri um pequeno sorriso malicioso, Enzo era sério mas era liberal o que era bom, vi ele jogando o lixo da bandeja e prestei mais atenção no quanto ele era bonito, alguns pensamentos maliciosos tomaram conta de mim, Enzo não errou ao dizer que o Raul não era bom de cama, ele não era o pior de todos mas também não foi o melhor.
Mas o Enzo, só a voz dele já me fazia sentir uma coisa diferente, ele sim parecia ser bom de f**a e aquilo fez algo em mim acender e meu olhar foi para o meio das suas pernas que nunca olhei com tanta atenção como agora e lá tinha um volume que no momento estava fazendo eu ter pensamos pecaminosos com o meu segurança.
O que é proibido é mais gostoso, é da natureza humana querer o que não podemos ter e nem fazer...