Capítulo 01

1662 Words
Maria Luiza ️ Luiza: Escondido é gostoso, mas somos só amigos — cantei baixinho me arrumando. O Imperador como sempre tava no baile, não me deixou ir, mas ele também não manda em mim. Me arrumei, hoje o destino era o complexo do Dendê. Calcei meu tênis olhando novamente no espelho pra arrumar minha roupa. Eu tinha a auto estima baixa e o ego alto, poderia até me sentir f**a as vezes, mas melhor que algumas pessoas eu tinha certeza que eu era. Desci o morro na maior plenitude e sai escondido dos vapores, peguei um Uber e passei o tempo inteiro conversando com a Nicoly no celular. Motorista: Moça eu só posso chegar até aqui — Ele parou o carro um pouco distante da entrada do morro. Luiza: Tudo bem, aqui — Pago e saio do carro. A Nicoly já estava me esperando na entrada, nós somos amigas desde crianças, mas ela puxou o jeito misterioso do tio Playboy e esse lado dela não bate com o meu. Nicoly: Demorou hein v*******a! — Dei um abraço nela. Luiza: Infelizmente eu tenho irmão, né? O baile tava cheio, me separei da Nicoly e fui pegar um energético no bar. Se eu bebesse o Enzo saberia que eu saí, e a intenção é fazer tudo no sigilo. Dançamos até cansar, o paredão tocava Tz da Coronel e p***a eu amo esse homem. Beijei uns dois caras e a Nicoly a cada dez minutos me aparecia com um diferente. A p*****a mirim. — Qual é mina, patrão tá chamando lá em cima — Neguei, ia dar problemão pra mim falar com chefe de morro inimigo. Ele apontou uma a**a pra cabeça da Nicoly, a garota tremeu. — Falcão disse que se não subir por bem, vai por m*l. Luiza: Já que pediu com carinho, mostra o caminho aí. Fui seguindo ele até o camarote, um moreno acenou com a cabeça pra mim só tinha ele e alguns vapores de segurança lá. A tentação nunca trás gente f**a. Luiza: Então você é a Celebridade do Complexo do Dendê? — Ele me ignorou — Meu nome é Luiza. Se for pra ficar aqui com esse homem mudo eu prefiro sacrificar a Nicoly, mó clima r**m. Gosto de gente que não cala a boca, essas são as melhores de decifrar. Falcão: Tu não é do meu morro, veio da pista? — Neguei — Rola ir pra o Barraco? Luiza: Virgem — Olhei pra o lado vendo ele rir — Transou com um palhaço? Falcão: Papo firmeza? — Concordei. Meu celular vibrou, uma mensagem da Nicoly "Amiga tô com o cintura ignorante" Luiza: Tô com fome. — Ele voltou a me ignorar, cara bipolar. Encostei no braço dele, um sentimento estranho se instalou no meu peito. Ele afastou a minha mão segurando o meu pulso com força. Falcão: Não encosta — Ele me olhava como se o que eu tivesse feito fosse a pior coisa do mundo, soltei um gemido de dor. Quando ele percebeu o motivo largou o meu pulso — Foi m*l, só não faz de novo. Luiza: Acho que já deu minha hora — Olhei o relógio, não era nem meia noite ainda. Fiquei com um pouco de medo depois de olhar a marca vermelha no meu pulso. Isso me fez lembrar de quando eu apanhava, minha mãe não tinha dó e batia sem motivo algum até o dia que o Enzo matou ela. Falcão: Tem uma lanchonete da hora aqui no morro, levanta a b***a daí — Até me animei, levantei arrumando a saia. Desci com ele pelo meio da multidão, paramos em frente a uma moto ele subiu e me deu um capacete. Olhei torto pra ele, mas ainda sim eu sabia que era melhor ninguém me ver com ele mesmo. Luiza: Acaba com os seus esquemas sair comigo? — Ele riu negando. Falcão: Não costumo sair com n**a f**a, você é uma exceção — Pelo menos sabe brincar. Coloquei o capacete e subi na moto ele pilotava na maior velocidade, por um momento eu esqueci onde eu tava e com quem. Só ia aproveitar, quando a gente morre tudo isso acaba mesmo então f**a-se. Ele parou em frente a uma lanchonete, desci e já fui entrando. A garçonete veio até a nossa mesa com uma cara de deboche, aposto que já pegou. — Quem é? Luiza: Mulher dele, por que? Falcão: Qual é Raissa? Trás o de sempre pra mim e pra ela — Ela saiu rebolando a bundinha de grilo. Luiza: Sua amiga é chata — Fiz careta. Falcão: Só vai ser minha mulher quando me der o cu — Disse na maior normalidade mexendo no celular. Luiza: Só quando chover flores — Ri negando. Falcão: Falou então Luiza. Raissa chegou com os nossos pedidos e nós comemos em silêncio, coxinha é maravilhosa, mas eu me acabo no pastel. Luiza: Se a gente t*****r você ainda vai me deixar descer o morro né? — Falei zoando. Falcão: Tá emocionada demais garota. Luiza: Não vou pra salinha, não sou p**a quero algo melhor — Ele se levanta e eu fui seguindo, esse homem é um ponto de interrogação. Subi na moto, paramos em frente a uma casa de dois andares, bonitinha até. Entrei seguindo ele até um quarto branco com os móveis escuros. Falcão: Chegamo no abatedouro — Ele sentou na cama e tirou a camisa, enquanto isso eu olhava o guarda roupa dele na maior i********e. Eu sei que parece estranho, mas em menos de duas horas juntos ele já me passou mais confiança que o meu próprio irmão, até porque o Enzo e eu m*l conversávamos. Era uma coisa estranha que eu sentia em estar perto dele, uma ligação. Tirei meu cropped de costas pra ele e vesti uma blusa da Lacoste que tava no guarda roupa só pra ver como ficava em mim mesmo. Vi uma farda do exército no guarda roupa dele, tinha até aquelas coroas de mérito. Vai ver não roubou. Luiza: Gostei, é minha agora. Sentei no colo dele e colei nossas bocas em um beijo lento e calmo, senti suas mãos levantando minha saia até a cintura apertando a minha b***a. Tirei a camisa e a saia com a ajuda dele que me deitou na cama e subiu em cima de mim já sem a bermuda. Ele me deu um beijo rápido e desceu os beijos pelo meu queixo, s***s e barriga. Soltei um gemido baixinho quando senti a respiração dele na minha bocet4. O Falcão fazia movimentos circulares no meu clitór¡s me deixando ofegante, quando senti sua língua me chupando eu tive a certeza que aquilo era um pedaço do paraíso. A sensação do meu corpo pegando fogo me levou ao limite, ele me deu um beijo na testa e encaixou seu p*u na minha entrada. Dor. Eu conseguia ver que ele estava se esforçando pra ser o mais carinhoso possível, mas ainda assim era como se eu estivesse sendo rasgada ao meio. A massagem que ele fazia no meu c******s me fez suspirar, a dor e o prazer me fizeram gemer. Luiza: Mais... Eu quero mais — Abracei a cintura dele, mais uma vez o Falcão afastou as minhas mãos dele prendendo elas acima da minha cabeça. Quando eu já me sentia mais confortável mudamos de posição, ele me deixou de quatro puxando meu cabelo pra trás. Seus beijos nas minhas costas eram constantes. Meu orgasm0 chegou pela quinta vez aquela noite e ele veio logo comigo. Falcão: Gostosa do c*****o — Deu um t**a na minha b***a. Ele saiu de dentro de mim e caímos exaustos na cama. Luiza: Não acredito que eu fiz isso — Passei a mão pelo rosto e olhei pra ele que tava encarando o teto. Falcão: Tu foi a primeira mina que eu tirei o cabaço — Eu gargalhei. Luiza: Fala isso pra todas não né? — Ele negou e riu sem mostrar os dentes. Falcão: Só pra uma loira com cara de patricinha, gostosa pra p***a — Eu ri — Banheiro fica na porta do lado. Me levantei sentindo minha i********e doer e as pernas bambas, tomei um banho rapidinho e vesti meu short com a blusa dele. Entrei no quarto ele já tava vestido, peguei meu celular mandando uma mensagem pra ver se a Nicoly tava bem. Luiza: Você pode me levar na entrada do morro? Falcão: Jae. Nós descemos de boa até a entrada onde a Nicoly já me esperava com o vapor. Falcão: Quando a gente se encontra de novo? — Se tudo der certo nunca. Era isso que eu queria dizer, mas não... Luiza: Qualquer dia eu apareço. Falcão: Leva elas aí Felp — Disse pra o vapor. Nicoly: Tá suave, já pedi um Uber. 4:20 da manhã. Falcão acenou e foi embora, ficamos eu, Maria Nicoly e Felp esperando o Uber. Felp: De onde vocês são de verdade? — Olhei f**o pra ele — Tá na linha de abate do Falcão, uma hora ou outra tua ficha vai tá na mesa dele. Luiza: Pra casa do c*****o, quer ir não? Nicoly: Parece criança os dois. Entramos no uber, encostei a minha cabeça no vidro e fechei os olhos até chegar na entrada da Maré. Cheguei em casa e mesmo sem me ver eu tinha a certeza de que tava parecendo uma múmia. Imperador: Passou a noite onde? — Soltei um gritinho abafado, estava escuro e ele sentado na poltrona com um copo na mão provavelmente whisky. Dava pra ver que ele tava bêbado, nem ia perder meu tempo. Luiza: Casa da Nicoly, vai tomar um banho e dormir pelo amor de Deus. Ele começou a falar coisas desconexas me fazendo revirar os olhos, eu tava cansada pra c*****o. Fui até ele e passei o braço ao redor do meu pescoço levando ele até o banheiro. O ajudei a tirar a blusa e liguei o chuveiro deixando ele no box. Entrei no meu quarto, tomei um banho e fui dormir.
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