Capítulo 02

1812 Words
Meses depois Maria Luiza️ Flashback Olhei o teste "positivo" Burra, eu fui muito burra. Engravidar do inimigo do meu irmão era o menor dos meus problemas, mas como eu vou contar pra o Enzo e cuidar dessa criança? Eu acabei de terminar o ensino médio e tô com mil planos pra cursinhos. Me levantei e joguei o teste no lixo, lavei o rosto na pia. Meu celular vibrou, vi pela barra de notificação a mensagem do Enzo "Tô aqui em baixo, vem comer" Desci vendo ele no sofá assistindo futebol e sentei ao seu lado. Imperador: Tava chorando? Qual foi o k.o ? — Passei a mão no rosto. Luiza: Nada não — Ele negou se levantando, pegou a caixa de pizza e colocou no meu colo. Imperador: Sabe que eu não gosto de mentiras pô. Luiza: Eu tô grávida — Ele concordou. Imperador: Sempre te falei p***a, se for fazer m***a pelo menos usa c*******a — Concordei mordendo um pedaço da pizza — Mais já fez agora vai se virar, acabou a boquinha princesa pode procurar um trabalho. Luiza: Eu sei imperador, eu sei. Imperador: De quem é a cria? — Neguei. Luiza: Não importa. No dia seguinte eu fui procurar emprego e graças a Deus a Nicoly tinha uma amiga com loja aqui no morro que precisava de atendente. De cara eu já aceitei, me dei super bem com a Carina. Carina: Você já fez a primeira consulta? — Eu tinha marcado, mas fiquei com preguiça e nem fui. Luiza: Sim senhora — Entreguei o troco pra menina e forcei um sorriso — Volte sempre gata — Marmitinha. Flashback off Mesmo não gostando da ideia de eu estar grávida o Enzo não virou as costas pra mim, mas a gente menos do que antes. Era só oi e tchau. O barulho de fogos ecoava pelo morro inteiro. Ligação Imperador: Vai pra o cofre, não abre por nada é o morro do Dendê vou m***r esse filho da p**a! Luiza: Tá. O filho de uma p**a desligou na minha cara, entrei no cofre sentando no chão. Depois de um tempo eu escutei vozes e passos pela casa, abri a porta do cofre e sai procurando. Senti uma mão tapar a minha boca me fazendo cambalear pra trás, olhei pra trás vendo o Falcão. Falcão: Tá fazendo o que aqui? — Ele riu sem mostrar os dentes e tirou a mão da minha boca — Tu que é a irmã desse o****o? Luiza: Não eu sou a empregada — Desci as escadas correndo. Mais assim que eu pulei o último degrau ele segurou o meu braço. Ele falou uma coisa no radinho que eu não entendi, mas quando dois meninos entraram segurando o Enzo tudo fez sentido. Vi o meu irmão ajoelhado e c*************e, entrei na frente dele chorando. Luiza: Não faz isso... Por favor. Imperador: Sai daqui Maria Luiza — Me aproximei do Falcão. Luiza: Se não puder fazer por mim, faz pelo seu filho — Vi ele encarar a minha barriga e negar. Falcão: Se tu tiver de migué eu mato ele na tua frente e depois te mato — Agradeci a Deus mentalmente — Bora. Imperador: Daqui ela não sai — Tentou se levantar o que só fez ele cair no chão. Luiza: Não se preocupa, eu volto — Me abaixei e beijei a testa dele — Te amo, se cuida. Segui o Falcão até fora de casa e entrei em carro preto junto a ele. Falcão: Que papo de filho é esse? Luiza: Eu engravidei depois daquela noite — Mentir não ia me levar a lugar nenhum mesmo. Ele só concordou e deu partida no carro rumo ao Dendê, fomos o caminho inteiro em silêncio. Falcão: Desce aí. Era a mesma casa da primeira vez, ô derrota. Sentei no sofá, ele foi até a cozinha e voltou com uma cerveja na mão se sentando ao meu lado. Luiza: Pede pra os seus ratos recuarem da Maré — Falei de cara fechada. Falcão: Respeita os menor ô mandada — Ele desceu o olhar pra minha barriga, encarando a bola que se formou lá nesses últimos 4 meses — É meu? Luiza: Não, fiz com o dedo — Debochei. Falcão: Eu não mato o seu irmão em troca tu fica aqui até a cria nascer, ou tu fica aqui a força e eu meto uma bala na testa dele você que escolhe. Querendo ou não o Enzo é tudo o que tenho. Luiza: O que for preciso — Ele se aproximou beijando minha boca. Já fui logo afastando, tava na seca? Tava, mas também não ia esquecer o que ele acabou de fazer. Falcão: Qual foi a macumba que tu fez c*****o? — Eu gargalhei até os meus olhos embarcarem pelas lágrimas. Luiza: Não teve macumba não, só chá mesmo — Ele riu sem mostrar os dentes virando a cara — Qual foi se apaixonou? Falcão: Só mais uma p**a — Ele disse e saiu. Aquilo não me magoou. Eu tinha o espírito de uma p**a num corpo virgem, é assim que a p***a das boas meninas são. Subi as escadas e entrei no quarto me jogando na cama. Liguei pra o Enzo várias vezes até ele finalmente atender. Imperador: Machucaram você? Tô indo te buscar. Luiza: Não me machucaram, desculpa não ter dito isso pra você antes e pessoalmente mais o Falcão é o pai do meu bebê. A linha ficou muda até ele desligar na minha cara. Se eu ficar nessa casa escura sozinha, provavelmente eu vá enlouquecer. Fui até a porta onde eu vi o Felp e mais um vapor e me sentei numa cadeira que o terraço tinha. Luiza: Meu nome é Luiza e o seu? O garoto era todo fechado, moreno, alto, todo no estilo meu sonho. — Pk. Felp: Engravidou como? — Apontou pra mim. Luiza: Tropecei e cai em cima de um p*u, pergunta best4. Pk: Patrão tá mandando entrar dona — Ignorei. Vi uma menina passando em frente a casa a garota não parava de me encarar, não devia ter mais de uns 16 anos, mas se vestia totalmente vulgar. Percebi que era p********a quando ela voltou do trajeto dela vindo falar com os meninos. Pk: Quer o que aqui aqui Beatriz? Vaza — Ela encostou perto do Felp. Beatriz: O Falcão tá na boca? — Ela falava com uma voz totalmente afinada, chegava a ser f*****a — Quem é essa? Felp: Mulher dele pô — Ela riu. Irônico. A menina não falou nada, simplesmente me deu as costas e foi embora. Pk: Foi m*l aí pela minha irmã patroa. Luiza: Relaxa, não sou tua patroa — Comecei a cutucar a unha vendo que já fazia tempos desde a última vez que eu fiz — Quem vai comprar açaí pra mim? O Pk me passou o rádio dizendo que o outro queria falar comigo, mesmo longe não me dá paz. Falcão: Coe Luiza entra nessa p***a — Ri, só pode ter m***a na cabeça. Luiza: Tá achando que é quem? Devolvi pra o Pk. Luiza: X9 morre cedo amigo — Falei, entrei na casa. Deitei no sofá e esperei, esperei por tanto tempo que acabei adormecendo. Só acordei com a sensação de cócegas no meu rosto. Abri os olhos lentamente, ele retirou a mão no mesmo instante. Luiza: Senta aqui — Me arrumei no sofá e bati a mão do meu lado — A gente precisa conversar. Falcão: Manda o papo. Luiza: Não foi a minha intenção engravidar e eu não quero nada seu, só quero voltar pra casa e ficar do lado do meu irmão mesmo que ele me odeie agora — Ele concordou. Falcão: Teu irmão deve tá nem aí pra cria na tua barriga, tá ligada? Quando a gente era menor nós sempre andava junto eu, ele e a Luana, minha menina pô a minha irmã. A gente cresceu, ele entrou pra o movimento e eu pra o exército, seu irmão engravidou a Luana e quando ela foi contar ele não quis assumir o filho, tinha acabado de assumir o morro tava na melhor fase, mas eu não virei as costas pra Lua — Quando eu vi as lágrimas nos seus olhos percebi o quão aquilo era sério — Dei toda a assistência que eu pude, mas ela se fechou pra todo mundo. Quando eu entrei naquele quarto e vi a quantidade de sangue ao redor dela eu percebi o quanto cada momento com a Lua foi valioso, o quanto eu amo a minha irmã. Nunca foi de sangue, nunca precisou ser. Depois que ela morreu eu sai do exército e vim pro morro, comecei do pouco e hoje levo vida de rei. peito, eu não conseguia imaginar o quanto doía isso nele, mas ver que ele estava me dando um voto de confiança me fez sentir aliviada. A confiança de dizer um bagulho pessoal pra alguém que tu m*l conhece, é um passo que só se dá em meses. Luiza: Você não é igual a ele, ela deve tá orgulhosa disso. Falcão: Meu nome é Ian, me chama assim pô — Neguei. Luiza: Você não têm cara de Ian é melhor Falcão — Minhas costas tavam pedindo socorro — To toda dolorida. Talvez essa tenha sido a ligação que eu senti aquele dia, um filho. Falcão: Deita lá no quarto, mesmo caminho. Luiza: É pedir muito uma massagem? — Ele concordou — Por favor. Subi com ele me seguindo, deitei na cama de costas ele subiu em cima de mim e começou a fazer uma massagem por baixo da minha blusa. Ele desceu as mãos até a minha b***a. Luiza: Ai não precisa não. Me virei de frente, ele deitou na cama e pegou o controle ligando a TV. Fiquei com várias neuroses na mente. Luiza: Eu não fiquei com outras pessoas depois de você — Disse. Ele se remexeu e beijou a minha testa, sinceramente eu poderia amar esse homem um dia tão facilmente. Falcão: Menina ou menino? Luiza: Vou fazer o exame amanhã, com tudo o que aconteceu eu acabei esquecendo. Peguei o controle da mão dele e coloquei uma música do g***o menos é mais, arrumei o cobertor em nós dois. Falcão: p***a de pagode, coloca poze — Dei língua pra ele. Luiza: Não, eu quero menos é mais. Eu ia aproveitar minha gravidez ao máximo afinal de contas o único inocente nessa história inteira é o meu bebê, minha vida. Falcão: Se for menina o nome pode ser Luana? — Concordei. Era importante pra ele e acabou se tornando importante pra mim também. Luiza: Você e o Enzo deveriam sentar e conversar não acho que ela ia querer ver vocês desse jeito. Falcão: Você não sabe de p***a nenhuma — Ele se levantou e saiu da quarto batendo a porta com força. Eu dou um passo pra frente e dois pra trás.
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