Na semana seguinte pela manhã, Elisa já estava pronta para sair, e estava animada, desceu rapidamente as escadas, encontrando seu pai tomando uma xícara de chá.
- Buongiorno! Ela o abraça em seguida dá um beijo na bochecha de Giulia.
- essas leituras estão te fazendo muito bem! Comenta Lorenzo, e Giulia concorda dando uma mordida em um pão crocante e quentinho.
- sim! são maravilhosas.
Elisa pega uma maçã e leva sua cesta que havia preparado mais cedo.
- até mais tarde- se despede.
- tenha uma boa leitura- Seu pai acena com um sorriso. no caminho para a livraria, Ela observava tudo ao redor, e percebeu o quão lindo estava o céu naquela manhã, azulado, com nuvens amareladas, os raios de sol rodando uma vista colorida e dourada em seu caminho.
Ao ver Léo parado em frente a livraria, sentiu borboletas em sua barriga.
ou será que era fome?
O cocheiro abriu a porta da carruagem e a ajudou a descer.
- muito obrigado, ah e venha me buscar antes do jantar aqui neste lugar.
Ele confirma com um aceno de cabeça pondo a mão na ponta do chapéu.
- sim senhora, bom passeio.
assim que ele vai embora, Léo foi ao seu encontro.
- bom dia!- a cumprimenta pegando a mão dela e beijando.
- bom dia! você parece animado.
- na verdade, estou um pouco nervoso!
Elisa pegou a mão de Léo e entrou na livraria, cumprimentaram o dono, e seguiram para o sofá, trocaram novamente poesias e declarações de amor.
com o passar do tempo, recebia cartas e presentes de Leonardo, e pelas cartas, não avisou sobre o casamento arranjado, e o quão triste isso a deixava, mas nesse momento, estava decidida a contar a verdade, caminhando pelas ruas, sem dar as mãos, Ela parou de repente.
- o que houve?- perguntou Léo
- Eu... Eu tenho algo para lhe dizer.
Ele pegou as mãos dela, e as segurou firme.
- conte.
Mordeu o lábio inferior por um momento.
- estou noiva...
falou baixo, como se estivesse perdendo suas forças, então por impulso ele soltou suas mãos sem acreditar.
- o que? e quando pretendia me contar?
nervosa, seus olhos amendoados estavam marejados, e avermelhados junto ao nariz.
- você não entende, não tive escolha! eu tive que aceitar pelo bem da minha família!
- Eu não escolhi isso! me casar sem amor sem felicidade, não é algo que eu possa simplesmente dizer através de cartas! me sinto presa como se estivesse enjaulada como um animal, sem liberdade, ou respeito!- Abaixa o olhar após o desabafo..
- Eu... até pouco tempo, quase estive na mesma situação, mas então você apareceu.
Passou as mãos nos cabelos para trás da orelha e segurou o rosto de sua amada.
- vai ficar tudo bem! eu vou ficar ao seu lado, minha Elisa, você pertence à mim, só à mim!
Ele a beijou, e secou suas lágrimas.
- desculpe, ela diz.
e Léo aperta sua mão em sinal de conforto, logo seguiram em frente com o passeio.
no caminho, ele comprou um lenço branco com rendas vermelhas.
- combina com você.
subiram no pequeno barco, e passearam pelo canal, e foram à uma pequena ilhota isolada. combinando com o velho marinheiro de buscá-los ao cair da noite.
almoçaram juntos em um pique nique, em baixo de uma árvore, ali próximo ficava uma das casas dos Vitale, de veraneio, Léo a levou para conhecer a pequena casa.
- É tão linda.
- É, mas os donos, acham muito pequena.
- é pequena, mas tem personalidade, e provavelmente uma história.
ele concorda.
- Ah e por último, o quarto principal.
Impressionada, ela tocou no tecido da cama.
- tão macio!
Ele tocou o tecido leve.
- não havia percebido isso.
Elisa olhou pela janela, e depois parou em frente ao seu amado, tomando uma decisão ousada e corajosa.
- quero ser somente sua.
Ele ficou atônito, caminhou devagar até ela.
- perdão?
Suspira antes de repetir o que havia dito.
- quero que me faça sua.
Ele, passou as mãos na cintura de Elisa, puxando para um beijo quente e fervoroso, a ponto de faltar o ar para se respirar, Ele para o beijo, e acaricia seus ombros, ambos de olhos fechados, com as testas encostadas.
- tem certeza?- Disse calmamente.
- sim. sua voz estava ofegante.
Léo a beijou, e então se afastou devagar.
- eu, eu fico feliz que esteja disposta a ser minha totalmente, mas não é certo desta maneira.
Ele faz uma pausa enquanto observa Elisa, e a cama atrás dela.
- Quero que seja minha, Oh céus! você não sabe o quanto!
Elisa ficou chocada, mas algo em seu coração dava a razão a ele, não era o momento certo, e nem apropriado para tal ato.
Ele se aproximou novamente, acariciando seu rosto, ela fecha os olhos ao sentir seu toque macio.
- temos que ir.
e assim juntos, saíram da casa e foram ao encontro do barqueiro no pequeno porto da ilhota, ao fim da tarde, assim retornando para veneza no cair da noite.
Em um sábado de manhã, Elisa acordou com batidas frenéticas na porta, ela conhecia bem a pressa daquela pessoa, não podia ser ninguém além de Giulia.
- já vou abrir!- Se levanta sonolenta e veste um pijama de cetim, logo abre a porta, Giulia entra apressadamente.
- você não ia me levar para passear de barco? já faz quase um mês!- Ela olha pelo quarto, vendo que sua irmã ainda estava praticamente dormindo. - e você ainda está de pijama? Aponta com o dedinho delicado para a irmã. Elisa gargalha alto. - como sempre impaciente Giulia.
- sabe que gosto de pontualidade, e você prometeu que nosso passeio seria sempre pela manhã. Ela faz biquinho.
Elisa prometeu que seus passeios seriam sempre ao frescor da manhã, pelo fato do sol não estar tão quente, um clima agradável, ela se apressou em tomar banho e se vestir, logo as duas já estavam tomando café da manhã, antes de sair, Elisa pegou uma sombrinha branca, pôs suas luvas e saiu com sua irmã.
Estava radiante em um vestido amarelo floral branco com os cabelos presos em um coque alto.
Giulia estava graciosa com seu vestido branco com flores azuis, seu cabelo dividido sobre duas tranças e um chapéu delicado marrom claro com um pequeno laço azul.
- quer ir de carruagem?
- quero.
o som doce da voz de Giulia soava tranquilo, e chamou Fabrício que se divertiu ao ver a pequena irmã tentando subir sozinha pelas escadas altas da carruagem.
- Ah, eu não consigo. Reclama bufando.
- deixe me ajudar senhorita.
O Fabrício pega a mão da menina, e enfim ela consegue subir, se sentando perto da janela suspirando derrotada, Elisa sobe em seguida, agradecendo com um sorriso.
- O dia parece estar tranquilo.
Então se senta ao lado da irmã, e logo o cocheiro as leva.
No caminho ela se perguntava, como Leonardo estava, e imaginava seu encontro. no próximo sábado, com uma expressão de felicidade no rosto ela respira fundo.
Giulia ao lado, estava curiosa, queria perguntar sobre a noite passada, viu claramente que a irmã estava sendo atacada por um homem, ela queria saber se a irmã estava bem.