Preocupada, apenas olhava de relance para a irmã, com o canto dos olhos, decidindo perguntar ou não.
- Elisa?
Giulia perguntou com um olhar preocupado, tirando a de seus devaneios.
- como?
- nada não.
Analisou as mãos, pois estava nervosa com sua irmã, ela a viu assustada naquela noite, correndo, enquanto o homem estava com dor pondo a mão na boca.
Giulia estava na varanda do quarto, olhando as estrelas como sempre fazia.
"vovó me disse que assuntos assim devem ser evitados, que é para perguntar apenas se for uma emergência, em que algo esteja em risco, o que eu faço? Elisa estava claramente assustada, devo perguntar? não quero que ninguém machuque minha irmã."pensa consigo mesma.
- eu vi tudo naquela noite.
então deixa escapar,deixando a congelada com uma expressão de pânico por um momento engolindo em seco, ela sabia que não era apropriado contar para ninguém, mas Giulia é sua única confidente além de sua avó, mesmo tendo apenas onze anos, ela pensava como uma mulher adulta. - ele te fez m*l?- pergunta com a voz embargada, com medo da resposta, olhando pela janela.
- não! veja está tudo bem, eu estou bem.
estava nervosa, e sabia perfeitamente do que a pequena estava falando.
"então ela viu!"
Giulia suspira pesadamente. - eu te conheço minha infância inteira, não adianta mentir.
Então vira para encarar a irmã e franze o cenho.
- tudo bem.
Ela se vê sem saída e suspira derrotada, sabia que Giulia sempre foi difícil de convencer, e se mentisse, logo saberia a verdade de um jeito ou de outro, então decide contar a verdade.
- Ele se chama Bruno Rossi, é meu...- Hesita antes de falar. - noivo.
Giulia fica confusa por um momento, ela pisca várias vezes tentando entender.
"aquele homem?"
- papai deixaria você se casar, com um homem como aquele?- Sua pergunta com um tom de indignação, franzindo o cenho. Elisa entendia perfeitamente a reação da irmã, também não acreditava, mas já estava acontecendo, ela suspira pesadamente.
- eu entendo, mas é pelo bem da família.
Explica com um pesar na voz, e um sentimento embaraçoso, então Giulia abraça fortemente sua irmã, ao ver sua expressão melancólica que estava precisando daquele abraço forte e quentinho.
Elisa suspira levemente, agora ela sabe que tem o apoio de alguém da família, mesmo que seja uma pré adolescente.
- que tal passarmos em uma feira antes do passeio?- sugere a mais velha.
- mas nós não trouxemos cestas.
- tudo bem, a gente compra na feira.
- sendo assim, tudo bem.
Giulia sorri, enquanto a carruagem segue seu caminho, por um momento, ambas se lembram que faziam passeios como este, com a mãe.
"Elisa e Giulia não estavam com disposição para sair de casa, estavam entediadas, jogadas no sofá, como poderia uma criança com tanta energia estar entediada?
- Ah venham, vai ser divertido.
Isabella estava com um sorriso doce, como de costume.
uma adolescente ela até entendia, mas uma criança?
parecia ser um momento engraçado, Giulia jogada no sofá de braços e pernas abertas, olhando para o teto.
- vamos à feirinha, comprar frutas, e fazer o passeio de barco.
Isabella sugeriu.
- Ah mamãe, vai ser chato.- Giulia choraminga.
- não vai, eu prometo.
- vamos meninas, precisam sair um pouco de casa.- Lorenzo aparece na sala com uma xícara de chá.
Elisa o olha, então bufa de tédio.
- Ah, vamos Giulia.
ela se levanta do sofá e puxa a irmã pelo pé, arrastando a menina pelo sofá, enquanto a pequena solta uma gargalhada fofa, e seus pais rindo juntos da situação.
A família era feliz naquele tempo, não existia momentos de amargura, ou tristeza.
- tá bom, tá bom, eu vou!"
após chegarem a praça principal, elas descem da carruagem, Elisa abre a sombrinha, e agradece Fabrício.
- Venha nos buscar para o almoço, neste mesmo local.
- ok senhorita Fiori, bom passeio.
Ele acena com a cabeça.
- obrigada. Giulia acena com a mão.
- E então, vamos? entrelaçam os braços uma na outra e caminham calmamente, logo estavam em uma barraquinha escolhendo maçãs e outras frutas, quando uma voz familiar.
- bom dia, senhorita Fiori.
O homem atrás fez seu corpo estremecer de medo, ela apertou a mão de sua irmã involuntariamente.
- Eu reconheceria vossa silhueta refinada em qualquer distância- Sua voz é grossa e cheia de malícia, ela se virou e o cumprimentou em um tom cortês.
- bom dia senhor Rossi.
- Ah, creio que não fomos apresentados.
Ele se reverenciou pegou a mão de Giulia e a beijou, ela não pôde conter sua reação, e puxou a mão rapidamente.
- me desculpe, mas não estou acostumada a ter contato com pessoas que não conheço.
- não se preocupe, isso não será um problema, sou seu futuro cunhado, me chamo Bruno Rossi.
Ele sorri descaradamente para Elisa, que está visivelmente desconfortável com toda aquela situação.- posso acompanhar as senhoritas?
- é um passeio entre irmãs, acho que o senhor não se encaixa no quesito irmã. - Elisa Alfineta sem hesitar, afim de afastar Bruno.
- É apenas um passeio, é perfeito para nos conhecermos melhor, minha senhorita.
"Mas que desculpa ridícula, já não basta atrapalhar meu passeio com Giulia, agora quer nos acompanhar, que infortúnio!!'
Protesta em seus pensamentos.
- Eu insisto em acompanhar as senhoritas, para sua segurança milady.
Elisa suspira pesadamente.
- tudo bem.- Então olha para a pequena ao seu lado. - quer algo mais Giulia?
- uvas, pães e flores, quero levar para a mamãe na volta.
Após comprar as uvas, e pães, eles passam na floricultura, onde havia um belo homem comprando flores de cor rosada no meio e brancas nas pontas.
Estava sendo atendido pelo florista, quando virou-se e deu de cara com uma mulher acompanhada de uma mocinha que segurava uma cesta, logo sorri, mas ao ver outro homem ao seu lado, seu sorriso desaparece instantaneamente.
- Elisa?
- Léo!
Surpresa, ela explica.
- esta é minha irmã Giulia.
Giulia sorri, pois este homem à sua frente não pegou sua mão.
- é uma honra conhecê-la pessoalmente.
Bruno arqueou sua sobrancelha, tornando sua figura superior e então pigarreia ao lado de Elisa.
- HM hm.
Elisa Se sente desconfortável mas o apresenta mesmo assim.- E este é...- Ela hesita por um momento, queria que aquilo fosse um pesadelo, mas era real, estava acontecendo diante de seus olhos, Leonardo estava conhecendo Bruno pessoalmente.
- o senhor Bruno Rossi.
- bom dia, sou Leonardo Vitale. - Cumprimentou cordialmente levantando sua mão, e Bruno logo aperta em seguida.
- Que bom que conhece minha noiva Elisa.
Solta naturalmente, a fim de tornar público seu relacionamento, e Léo sentiu-se atordoado, como se levasse um soco no peito, e Bruno vendo sua reação, sorriu descaradamente entre dentes, seu olhar era sombrio.
- será ótimo para os negócios, conheço seu pai, Lorenzo Vitale, um grande homem, tem ótimos projetos atualmente.
Elisa abaixa seu olhar para Giulia.
- na verdade, todos os projetos são de minha autoria.
Explica apertando a gravata com a mão livre, mostrando sua superioridade.
- Ora, mas que interessante!
De repente o clima fica tenso, Elisa olha para o grande buquê de rosas na mão de Léo, então apertou seus lábios.
- veio comprar flores para sua noiva?
Leo pergunta irônico, tentando não demonstrar seus ciúmes.
- sim, com certeza, quais você deseja, minha querida?
Ele observa sua noiva, pois claramente estava se divertindo com toda aquela situação, e suas provocações.