Leonardo tentou controlar seus sentimentos, não queria mostrar sua vulnerabilidade diante de Bruno. Mas era difícil ignorar a forma como ele olhava para Elisa, como se ela fosse sua propriedade.
percebendo a tensão, sorriu ainda mais.
-Então, minha noiva, qual é o seu tipo de flor favorito?
perguntou, aproximando-se dela de forma invasiva.
Elisa sentiu-se desconfortável com a proximidade de Bruno e tentou se afastar, mas ele a segurou pelo braço - Não precisa se afastar, minha querida. Estou apenas tentando conhecer melhor seus gostos.
Giulia, sentindo a tensão, agarrou-se à mão de sua irmã olhando para ele com desconfiança,
Leonardo, vendo a cena, sentiu seus sentimentos explodirem.
- Acredito que ela já tenha respondido sua pergunta, senhor Rossi. Ele disse, tentando manter a calma.
Mas Bruno Rossi não se intimidou - Ah, não, não respondeu. E eu estou ansioso para saber.
Ele olhou para sua noiva, esperando por uma resposta.
Ela observou para Bruno com desagrado, sentindo-se desconfortável com a forma como ele a estava tratando.
- Não Aceitarei flores do senhor.
sentia-se a firmeza em sua voz.
Bruno arregalou os olhos, surpreso com a reação dela.
- não é crime lhe presentear. Ele tenta se justificar.
Mas ela não se deixa intimidar.
- Eu estou apenas sendo honesta.
E o enfrentava com coragem.
Leonardo, que estava observando a cena, sentiu um arrepio de admiração, afinal, ela estava sendo corajosa e honesta, e ele gostava disso.
Giulia, que estava ao lado da irmã, a olhou com admiração, em seguida a abraçou, ela sorriu sem mostrar os dentes e abraçou Giulia de volta.
Depois de um momento de silêncio, Giulia se lembrou de algo.
- temos que levar um buquê de rosas vermelhas para a lápide de nossa mãe.
Disse olhando para ela..
Leonardo sorriu e ofereceu o buquê de rosas que estava segurando.
Elisa olhou para ele com um sorriso brilhante.
- Gostaria de nos acompanhar até a lápide de minha mãe?
perguntou, com uma voz suave, ele sorriu e aceitou.
- jamais recusaria tal convite.
Diz oferecendo seu braço para ela. Mas antes que eles pudessem se afastar, Bruno interveio.
- Acredito que não seja uma boa ideia.
Ele diz com uma voz autoritária.
Elisa o olhou com desagrado.
- preciso de sua permissão para visitar minha falecida mãe, senhor Rossi?
Ela estava firme e corajosa.
Giulia, que estava ao lado dela lembrou-a do passeio de barco que eles haviam planejado.
- Elisa, não se esqueceu do passeio de barco, né? Ela perguntou, com uma voz animada.
Elisabetta sorriu e acenou com a cabeça.
- Não, não esqueci. Vamos fazer o passeio de barco e depois visitaremos a lápide de nossa mãe.
seu noivo insatisfeito, suspirou e olhou para o relógio.
- Eu tenho um compromisso importante que não posso perder.
havia irritação em sua voz, ele se afastou, mas não sem fazer um comentário malicioso sobre a noite de núpcias em direção à ela.
- Eu estou ansioso para a nossa noite de núpcias, minha querida.
ele disse, com um sorriso sarcástico e provocativo.
Giulia não entendeu o comentário e olhou para Elisa com confusão.
- O que ele quis dizer? a pequena perguntou.
Léo, por outro lado, ficou irritado com o comentário de Bruno. Ele deu um passo à frente, pronto para confronta-lo, mas Elisa o segurou pelo braço.
- Não vale a pena perder tempo com ele.
sua voz o acalma.
- Está apenas tentando nos provocar.
Bruno se virou e saiu caminhando, como se tivesse tido uma vitória.
- Até logo, minha querida.
Ele se despede com um aceno de cabeça.
Elisa e Léo o observaram enquanto se afastava.
- não gostei do modo como ele falou com você. a voz dele sai baixa, ela sorriu e apertou seu braço levemente. Giulia olhou para ele com um sorriso.
- Eu estou muito feliz em conhecê-lo, senhor Vitale- disse, com uma voz animada.
Ele sorriu de volta e acenou com a cabeça.
- igualmente senhorita Fiori.
Ela observou a interação entre os dois e sorriu. - quer passear conosco?
- não tenho motivo para recusar.
Giulia olhou para a irmã com um olhar curioso.
- Elisa, ele é seu namorado?- ela perguntou, com uma voz baixa em seu ouvido sem que Leonardo ouvisse. Ela hesitou por um momento antes de responder.
- Eu... é, sim.
Então olhou para Leonardo e depois de volta para sua irmã.
- Que bom que você gosta dele- disse, com um sorriso doce.
Ele por outro lado, ouviu toda a conversa e sorriu um pouco sem graça.
- Eu também gosto dela.
Ele levantou seu olhar e arqueou as sobrancelhas e sorriu, deixando o rosto dela ruborizado, Giulia pegou uma maçã e olhou para o horizonte, no porto de onde partiram, se distraiu ao observar os pequenos barcos no canal, Leonardo entrega as flores para Elisa, e a beija ternamente.
- são para você minha Elisa.
Ela retribui o beijo e em seguida agradece.
- obrigada meu Leonardo.
Giulia estava distraída comendo a maçã, e não viu a cena, o barqueiro chega, e todos entram no pequeno barco, apreciando o passeio pelo canal, Leonardo estava de mãos dadas com Elisa.
- meus pais estão ansiosos para conhecê-la.
Elisa não estava surpresa, havia conversado com os pais de Leonardo através das cartas, Pandora sempre lhe mandava uma carta com palavras reconfortantes.
e Pietro sempre pedia que ela fosse visitá-los, estava ansioso para conhecer sua futura nora, e esposa de seu filho, após o passeio foram ao túmulo de Isabella deixar um buquê de rosas brancas, Elisa lembra do sorriso de sua mãe sempre que Isabella recebia um buquê de rosas brancas de Lorenzo.
- mãe, esse é Leonardo.
Ela diz para um túmulo onde tem um quadro redondo de uma bela mulher idêntica a ela porém mais velha, e com s***s maiores.
- senhora Fiori, prometo cuidar de sua filha, não vou deixar que nada de m*l aconteça a sua família, tem minha palavra.
Giulia abraça a irmã, e depois coloca o buquê de rosas em um vaso que estava em cima do túmulo.
- mamãe, essas são as suas favoritas, peço que continua cuidando do papai daí de cima. pede com um sorriso.
todos se despedem do túmulo e retornam para a praça principal, onde o cocheiro estava esperando a pouco tempo, Elisa se despede de Leonardo com um beijo na bochecha e agradece pelas rosas, ele a puxa para mais perto.
- te amo
Ela diz primeiro antes que ele diga algo, Leo fica surpreso, ele a abraça apertado, repetindo as palavras em italiano para Elisa.
- ti amo.
ambos se separam, Giulia entra primeiro na carruagem, e depois Elisa sobe, o cocheiro acena educadamente para Leonardo com o chapéu, demonstrando respeito, e ele cortês faz o mesmo gesto, assim que elas saem.
Ele vai ao encontro de um artesão, pedir uma encomenda especial, pois neste momento tem certeza sobre sua decisão.