conforto e desconforto

1584 Words
Na manhã seguinte, Sofia estava se despedindo após o café da manhã. - cuidarei para que você chegue em casa em segurança, já que me disseram que estavam sendo seguidas. Informou Lorenzo. - devia ter me dito antes Elisa. - desculpe pai, eu achava que era coincidência. Vendo que seu trabalho estava feito, Sofia se despede e sai em seguida da sala. - bom almoço à todos. Durante a semana, Elisa percebeu que a presença de um homem espreitava enquanto caminhava com Sofia, ou quando estava com Giulia. Sábado após o almoço, ela conversou um pouco com Giulia, e então informou ao pai que iria na floricultura depois na livraria. - tudo bem, mas leve Fabrício. Ela lhe dá um beijo na bochecha, pega uma cesta para pôr as flores e chama o empregado que iria com ela. Chegando a floricultura, ela não havia percebido, mas um homem a espreitava, Fabrício havia recebido informações de não confrontar, apenas se a vida de Elisa estiver em perigo, e assim ele o fez, memorizou o rosto e a vestimenta do homem. Na biblioteca, ela senta em seu lugar de sempre, e Fabrício tira um cochilo no sofá da entrada. Léo ao entrar, nota a presença de Elisa, e logo a cumprimenta. - senhorita Fiori. Ele pega gentilmente a mão de da moça e beija, fazendo o coração dela disparar em seguida. - senhor Vitale? Depois se senta ao lado dela. - me desculpe por aquele dia. - tudo bem. Ela sorriu gentilmente como sempre faz, o que deixa Léo hipnotizado. - o que está fazendo? Perguntou curioso. - poesias, o dia está ótimo para escrever não acha? - concordo, então devo lhe escrever uma, afinal como a senhorita diz, o dia está ótimo para escrever. Ele sorri e pega uma folha e uma caneta. - sobre o que a senhorita deseja ler?perguntou. - quero ler algo que me deixe feliz. - e o que a deixa feliz, além de compôr partituras? Pergunta curioso. - o senhor diria que é no entanto clichê. estava envergonhada passando uma mecha para trás da orelha. - se for um segredo pode me dizer? Mesmo que seja bem baixinho no meu ouvido. Ele se inclina deixando o rosto em frente ao dela, desce o olhar para os lábios vermelhos daquela mulher, e por pouco, se contenta em não roubar um beijo, afinal, acabou de conhecê-la, mas sente que conhece há uma vida inteira.Ela encara os olhos dele, e também olha para os lábios sedutores daquele homem o que faz corar de imediato. Ela morde o lábio inferior de maneira que seja imperceptível, chegando mais perto sentindo seu coração acelerado ao sentir o perfume amadeirado dele de perto, e no ouvido direito, com um doce sussurro - o que me deixa feliz, são rosas vermelhas, e passear de barco, ou dançar a luz do luar. Ele se aproxima do ouvido direito dela, fazendo Elisa sentir um leve arrepio. - entendi. se afastando e posicionado começou a escrever.- não é clichê minha senhorita, é interessante, é inspirador. pontua empolgado. "Perfume de rosas vermelhas ao luar Sob a luz prateada do luar, Dançam gotas de perfume raro, Rosas vermelhas, amor e paixão, Em cada molécula, um cantar. O aroma sedutor, suave e doce, Enche o ar de mistério e magia, Luz do luar, sobre pele roce, E o perfume de rosas alma envolve. No jardim noturno, onde sombras dançam, As rosas vermelhas, segredos sussurram, Seu perfume, um convite ao sonho, Sob o luar, corações se rendem." Para Elisa, de Leonardo Vitale. Ele termina, colocando a caneta na mesa e entrega o papel para Elisa, que logo lê atentamente cada palavra, perdida em cada detalhe, parecia estar mergulhando profundamente naquela poesia que por um leve momento tocou seu coração. - está tão, tão lindo. ela afirma com um semblante apaixonado, olhando para a folha em suas mãos. - pode não ser o momento certo, mas, o que acha de tornar real seu sussurro. Ele diz de forma natural. - Que? pergunta confusa. - quem sabe um dia a gente possa dar um passeio de barco pelo canal, mas apenas se a senhorita se sentir confortável, não farei nada contra a sua vontade. ele gesticula com as mãos, com uma expressão serena no rosto. - pode ser em um fim de semana? Ela pergunta, e ele confirma contente. Elisa é uma mulher que não confia nas pessoas facilmente, mas aquele homem era diferente, não por ter escrito uma poesia, ela sentia que nele havia muito mais, e ela estava inquieta com todo aquele sentimento florescendo em seu coração, crescendo a cada momento. O dia foi indo embora e ambos passaram a tarde toda trocando poesias um para o outro, e estavam combinando um passeio de barco pelo canal. - eu costumo vir todo fim de semana nessa livraria. Elisa informa, e Leonardo gentilmente pega sua mão e acaricia. - certo então no sábado da outra semana, nosso ponto de encontro é nesta livraria. "quando nos tornamos tão íntimos?" Se perguntava Léo olhando suas mãos dadas. então ele se levanta se reverenciando. - me conceda essa dança, senhorita Fiori? Ela hesita, mas aceita com uma expressão feliz, um sorriso largo entre dentes, as bochechas coradas. - aceito senhor Vitale. então ele a puxa para perto de seu corpo, ambos começam a dançar dentro da livraria, apenas eles dois estavam naquele momento. a cada passo da dança, se sentiram mais conectados, ele a girava e levantava no ar, por um momento se separaram, então ela girou e parou em seus braços encarando seus olhos verdes. A luz sobre ambos fazia o momento parecer mágico entre eles. Enquanto isso, Fabrício dormia calmamente no sofá. E então Leonardo lhe roubou um beijo, e ela, sem hesitar, aceitou sentindo seus lábios quentes, em contato com os lábios grossos dele, um beijo em sintonia, se sentindo segura em seus braços fortes e robustos, ela passou os braços pelo pescoço dele e ficou na ponta dos pés, ele a puxou pela cintura fazendo seus corpos se encostarem, ela a apertou continuando aquele beijo quente, por um momento ela quis ficar ali, agarrada a ele, mas, lembrou se do jantar. Afastaram se os lábios, ficando de testa a testa com os olhos fechados, recuperando o fôlego. - Eu tenho que ir senhor Vitale. Informou com a voz falha, controlando a respiração. - tudo bem. confirma com seu tom aveludado bem baixinho, e dá um beijo na testa dela antes de solta la. - te vejo no sábado, minha Elisa. então a puxa para perto novamente e dá um selinho, Elisa retribui, e se solta se despedindo. - te vejo no sábado, meu Léo. Eles haviam Combinado de se encontrar na livraria e caminharem juntos pelas ruas de Veneza, iriam na floricultura próxima a ponte dos suspiros, de lá iriam para o porto pagar um pequeno barco e passear. Elisa estava feliz, encantada pelo rapaz, escritor charmoso, gentil, e se perguntava se é possível que o destino dela podia mudar, ela estava torcendo para que isso acontecesse. Ela chega em casa sobre a segurança do empregado, ele abre a porta da grande sala onde seu Lorenzo os espera sentado no lado esquerdo de pernas cruzadas, no sofá vitoriano verde com detalhes dourados lendo o jornal de Veneza, com um charuto na boca. Elisa entra e Fabrício fecha a porta, ele se retira, os deixando a sós, ela e caminha até a poltrona no lado esquerdo da mesinha de centro em frente ao sofá. A lareira à direita está apagada, e o tapete verde escuro em baixo da mesa, está limpo. cumprimenta seu pai e se senta na poltrona. - boa noite papai. - buonanotte minha filha, tenho uma notícia, encontrei seu pretendente. Ele fala fechando o jornal e colocando na mesinha de centro, logo ele apaga o charuto no cinzeiro que estava ao lado do jornal. Ela fica calada ouvindo seu pai atentamente. - eu o convidei para jantar aqui esta noite, uma apresentação casual, para ambos se conhecerem, e vista se adequadamente, não gosto quando sai por aí sem espartilho. ele arqueia a sobrancelha esquerda. Elisabetta não gosta de usar espartilho, mesmo com sua silhueta refinada, ela se sente sufocada com espartilho. - tudo bem papai, me arrumarei adequadamente. Ela respondeu em um tom baixo, e se levantou para ir ao banheiro de seu quarto. abre a porta e respira profundamente, olhando para a poesia de Leonardo em sua mão direita, então guardou o papel em uma pequena caixa na estante onde fica o espelho, a caixa onde estavam as cartas de sua mãe e a trancou com uma chave de coraçãozinho. Ela fecha a porta do quarto e vai até o banheiro encher a banheira, logo tira suas vestes e entra, limpa seu corpo com movimentos suaves. E sorri se lembrando das palavras de Leonardo. " Quem sabe um dia, possamos dar um passeio de barco pelo canal " Após o banho ela procura o espartilho e um vestido apropriado para o jantar, um belo vestido roxo claro, com babados nos ombros, sem mangas compridas, bastante forrado, e de cintura fina. Com a ajuda da criada, coloca o espartilho e o vestido que destaca o volume de seus grandes s***s, o vestido destaca suas curvas, cintura refinada, e o quadril largo, ela Se senta na cadeira em frente a estante e penteia seus longos cabelos fazendo um coque comportado, e em cima coloca a presilha que ganhou de presente de sua avó.
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