🐯 TIGRE (ESTÊVÃO) — O DEMÔNIO DO MORRO O camarote parecia uma panela de pressão prestes a explodir. Quando eu dei o sinal, o estalo metálico dos fuzis do Tatu e do Dido apontando para a cabeça do Juninho foi o som da minha sentença de morte para aquele traidor. — Acabou a linha pra tu, rato. Mas o Juninho não tremeu. Ele deu um sorriso torto, uma expressão de quem tinha um ás na manga que eu não vi chegar. Devagar, ele levou a mão ao rosto e arrancou a máscara de lealdade que usou por anos. — Tu acha mesmo que eu sou burro o suficiente pra vir aqui sozinho, Estêvão? — ele cuspiu, o deboche pingando da voz. — Enquanto tu tava aí, babando por aquela noviça e pagando de apaixonadinho pro morro inteiro, eu tava abrindo as portas do inferno. No segundo seguinte, o mundo veio abaixo. RATAT

