O sol já se escondia atrás de nuvens esparsas quando Rebeca Diamantino finalmente se deixou sair da poltrona do escritório, exausta. Horas acompanhando a situação pelo computador, pela TV e pelas transmissões do helicóptero da TVF tinham deixado seu corpo e sua mente em frangalhos. As mãos tremiam levemente, os olhos ardiam, e o coração batia como se tivesse corrido uma maratona inteira. Ela sentia cada segundo daquela madrugada como se estivesse ali, no Morro do Príncipe, ao lado de Miguel e Enrique, sentindo a tensão e o medo do povo. Com passos lentos, desceu as escadas e encontrou Carolina na sala, em meio aos restos da festa da noite anterior. Os cabelos estavam desgrenhados, uma camiseta grande e desbotada caindo sobre os ombros, que com certeza não era dela. A amiga segurava c

