Capítulo 36

1191 Words

O apartamento de Heitor Diamantino parecia maior naquela noite, como se cada parede refletisse o silêncio pesado que tomou conta após a libertação de Rebeca. O pai a havia abraçado com força ao entrarem, sem dizer mais palavras além de um “você está bem?”, e depois se trancara em seu escritório. Desde então, nenhuma notícia dele. Rebeca ficou sozinha, sentindo o cheiro de perfume caro e o gosto amargo da culpa. Tomou um banho demorado, deixando a água escorrer pela pele como se pudesse lavar não só a sujeira, mas também as lembranças que a atormentavam. No vapor, sua mente a traiu: flashes do contato íntimo com Miguel del Rey na piscina durante a madrugada surgiram como facas afiadas. O dono do morro, com seus olhos claros e sorriso c***l, parecia ainda grudado nela. — Idiota... —

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