O escritório de Breno, no último andar da Vértice Segurança, era o oposto da mansão de Miguel. Não havia calor, nem madeira escura, apenas aço escovado, vidro fumê e o silêncio estéril de um poder corporativo. Do outro lado da janela panorâmica, o Jardim Atlântico se estendia, e ao longe, quase imperceptível na névoa da poluição, a silhueta do Morro do Príncipe era uma mancha irritante na paisagem. Breno estava furioso. A operação da noite anterior fora um desastre completo e humilhante. Vasconcelos, seu peão mais caro, fora exposto e preso pelos próprios homens. Seus infiltrados na mansão, mortos. E o BOPE, sua ferramenta de força, fora repelido por um bando de traficantes maltrapilhos. O ataque no asfalto não só falhou em recuperar seus dados, como o fez perder o controle da narrat

