Carol permaneceu congelada no meio do salão, o zumbido da festa se transformando em um ruído distante e sem sentido. O vinho tinto em seu uniforme branco era uma ferida aberta. A ameaça de Sara, baixa e venenosa, ecoava em sua mente, abafando a música do jazz e as risadas. Ela sentia o pânico subir, uma onda fria que ameaçava afogá-la. Estava sozinha, humilhada e marcada. — Vem comigo. Agora. A voz, um sussurro grave ao seu lado, a fez dar um pulo. Era Enrique. A máscara preta escondia sua expressão, mas não havia deboche em seu tom. Havia apenas uma urgência contida. Sem esperar por uma resposta, ele colocou uma mão firme, mas discreta, na parte inferior de suas costas e a guiou para longe do centro das atenções. Ele a conduziu por um corredor de serviço, longe dos olhares, até um

