O mapa do Jardim Atlântico ainda estava estendido sobre a mesa, marcado com os alvos e as rotas de ataque. Enrique havia saído para começar a organizar os times, deixando Miguel e Rebeca sozinhos no silêncio tenso do escritório. A adrenalina do planejamento da guerra deu lugar a uma quietude carregada. Miguel se serviu de uma dose de uísque, o som do líquido no copo quebrando o silêncio. Ele se virou para Rebeca, que guardava suas anotações com uma eficiência fria. Havia um respeito novo no olhar dele, uma admiração que ele não se preocupava mais em esconder completamente. — Você pensa como nós agora, Diamantino — disse ele, a voz mais baixa, quase íntima. — Aquela cabeça fria, a forma como encontrou a jugular do Breno... impressionante. Rebeca fechou sua pasta, evitando o olhar dele

