A manhã seguinte nasceu cinzenta e pesada, um reflexo perfeito do humor dentro do SUV blindado que, mais uma vez, deslizava do morro para o asfalto. No banco de trás, Rebeca olhava para a fachada do restaurante recém-adquirido, o silêncio entre ela, Miguel e Enrique era denso, carregado pela noite m*l dormida e pela enormidade da tarefa que tinham pela frente. Dudu e Igor os seguiram em um segundo carro, posicionando-se discretamente na esquina, os guardiões silenciosos daquele novo e perigoso empreendimento. Dentro do restaurante, o cheiro de mofo e abandono parecia ainda mais forte à luz da manhã. Rebeca, no entanto, já não via a poeira. Armada com uma prancheta e uma trena, ela caminhava pelo salão devastado, a mente a mil por hora. Sua exaustão havia dado lugar a uma energia febril, a

