Heitor Diamantino parecia um fantasma em sua própria pele, a máscara preta simples incapaz de esconder a infelicidade em seus olhos. Mas Sara, ao seu lado, era uma rainha. Sua máscara era uma serpente de cristais negros que parecia viva, e o vestido da mesma cor brilhava, exalando um poder que fazia a multidão abrir caminho. Eles avançaram pelo salão, e Rebeca sabia que não havia escapatória. Aquele era o confronto que ela mais temia. — Rebeca, querida — a voz de Sara era mel, mas seus olhos, através da máscara, eram duas pedras de gelo. — Que lugar magnífico. Você tem um talento notável. — Sara. Pai — cumprimentou Rebeca, a voz um fio. Embora ela tivesse pago o seu resgate, não tinha simpatia para gastar com a mulher. — Fico feliz que puderam vir. — Não poderíamos perder — disse H

