O silêncio pouco a pouco tomou conta do cenário, apenas os gemidos dos feridos e o chiado das armas fumegando flutuavam pelo vento. Enrique del Rey apoiou Miguel sobre um ombro e o ajudou a andar, a blusa amarrada no seu ferimento estancando o sangramento. — De todo jeito, você fez um bom trabalho — Enrique disse, limpando o suor e a fuligem do rosto com a mão livre. — Eu digo o mesmo — respondeu o dono do morro. — Sem você e a sua movimentação silenciosa, isso aqui só poderia terminar amanhã. — É, deu tudo certo. — Mais ou menos... teremos muito o que limpar... Muitos dos nossos para enterrar. E vejo outro problema se aproximando — Miguel del Rey protegeu os olhos do sol da manhã enquanto avistava um helicóptero se aproximando. Era um helicóptero de reportagem de televisão, o Ca

