Carolina Queiroz estava sentada na beirada da cama, os joelhos encolhidos contra o peito, segurando o cobertor contra o seu corpo. Enrique del Rey fechou a porta atrás de si quando Dudu e Denis saíram. O som metálico da chave girando ecoou pelo quarto, deixando claro que agora ela estava a sós com ele. O ar pareceu mais denso. O cheiro de cigarro e de couro da jaqueta dele impregnava o espaço, misturado ao leve perfume amadeirado que destoava de tudo o que um traficante deveria ser. Por que o desgraçado tinha que ter aquele cabelo cacheado amarrado em um coque e os olhos verdes de um anjo? Enrique caminhou até a cadeira próxima, puxou-a devagar e se sentou de frente para ela, apoiando os cotovelos nos joelhos, as mãos entrelaçadas. A jovem tentou não se afetar com a pressão masculina d

