O quarto estava mergulhado em silêncio quando a porta se abriu de repente. Carolina, sentada sobre a cama, quase deu um salto. Seus olhos vermelhos denunciavam um choro inevitável que a pegou pela manhã, mas agora havia algo diferente: uma expectativa inquieta, como se esperasse que qualquer notícia fosse definir sua sobrevivência. Miguel del Rey entrou sem cerimônia, trazendo consigo a maleta que Heitor Diamantino havia deixado aos seus pés minutos antes. Arremessou o objeto sobre a cama com força, fazendo Carolina estremecer. — Conta — ordenou, seco. Ela piscou, confusa, olhando da mala para ele. — Eu... contar? — Isso mesmo, princesa — Miguel cruzou os braços, a sombra de um sorriso frio surgindo em seu rosto. — Quero que você veja com os próprios olhos o preço que eles acham

