A manhã começou agitada no apartamento dos Diamantinos. O sol ainda entrava tímido pelas janelas, mas Rebeca já estava sentada no sofá, os olhos grudados na televisão, absorvendo cada palavra do noticiário. Seu pai já estava no escritório, se é que ele tinha saído em algum momento para dormir, ela mesma conseguiu pegar no sono após a ligação que teve com Carolina, algo dentro do seu peito permitiu que ela descansasse, mas a tensão permanecia. Ao lado dela, uma xícara de café esfriava lentamente. A verdade era que Rebeca sentia a ansiedade corroer o peito; cada minuto que passava, Carolina permanecia refém no Morro do Príncipe, e ela precisava de notícias. Na tela, a repórter Lívia Côrrea aparecia em meio ao cenário caótico da comunidade. Ao fundo, as casas improvisadas se empilhavam

