Rebeca Diamantino se viu sozinha no escritório do dono do morro após Enrique del Rey sair com aquela piscadela provocativa e a metralhadora pronta para cuspir centenas de balas por segundos. — Então tá, perturbado — a loira falou consigo mesma. — Vai lá ser sapecado de tiro. Ela voltou sua atenção para o computador sobre a mesa de Miguel del Rey. As câmeras não tinham som, no entanto os tiros chegavam ao escritório quase ao mesmo instante em que alguém disparava nas imagens. O Morro do Príncipe realmente parecia um cenário de guerra, não de filmes, mas daquelas que se veem nos jornais em países distantes, não no Brasil. Cada quadro na tela oferecia uma visão diferente do que se desenrolava lá fora, a alguns metros dela, e pensar nisso a assustou. Realmente não havia por onde fugir,

