Miguel ainda estava ajoelhado, o choque inicial dando lugar a uma fúria gelada, quando Enrique entrou no banheiro. Ele parou na porta, o corpo inteiro enrijecendo ao ver a cena. A máscara não podia esconder seu espanto. — Put@ que pariu! — sibilou Enrique, entrando no cômodo e fechando a porta atrás de si. — Quem caralhos fez isso? Miguel se levantou, o rosto uma pedra, a mente já calculando as dezenas de desdobramentos catastróficos. — Não foi um dos nossos — garantiu, a voz um rosnado baixo e controlado. — Ninguém aqui é louco o suficiente para se arriscar a ser fervido em óleo vivo por mim. Ele passou a mão pelo cabelo, a adrenalina da perseguição frustrada se transformando na constatação amarga do desastre. — C@cete! Eu mesmo queria matar esse desgraçado, mas vendo isso agora...

